Farm News 10/8 a 16/8
Estimativa aponta para uma produção de 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26
A estimativa para a produção de grãos na safra 2025/26 é de 360,8 milhões de toneladas, um incremento de 2,4%, o que representa um volume de 8,5 milhões de toneladas a mais que o volume colhido no ciclo passado.
Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse resultado é influenciado pelo crescimento de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, com destaque para soja, milho e sorgo.
Já a produtividade média nacional das lavouras está prevista em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado em 2024/25.
Produto com maior área semeada na segunda safra, o milho deve atingir uma produção total de 143 milhões de toneladas na atual temporada. Com a colheita finalizada, a primeira safra do grão tem produção estimada em 29,5 milhões de toneladas.
No segundo ciclo do cereal, a Conab estima que sejam colhidas cerca de 111 milhões de toneladas. Em relação à terceira safra de milho, a estimativa é de uma produção de outras 2,4 milhões de toneladas.
Semeado na região Nordeste, as condições climáticas ocorridas desde junho influenciaram de maneira negativa o desenvolvimento das lavouras da cultura principalmente no nordeste da Bahia, Sergipe e parte de Alagoas.
Fonte: Conab
Importações de fertilizantes atingem 2,99 milhões de toneladas em julho
No mês de julho, as importações brasileiras de fertilizantes apresentaram recuperação quando comparado ao mês de junho. A retomada foi puxada principalmente por ureia e nitrato, mas ainda abaixo do patamar registrado no mesmo mês do ano passado.
Considerando os segmentos de ureia, nitrato, sulfato, MAP e cloreto de potássio, o país internalizou 2,99 milhões de toneladas em julho. O desembolso total foi de US$ 1,30 bilhão.
Na comparação com junho, quando as importações somaram 2,27 milhões de toneladas, o avanço foi de 31,3%. O destaque do mês ficou por conta da ureia, cujo volume saltou de 184,5 mil para 554,5 mil toneladas, alta de 200,5%.
As principais origens foram Omã (173,5 mil t), Nigéria (133,2 mil t) e Rússia (131,5 mil t). O preço CFR do produto, no entanto, recuou 27,8% no período, de US$ 605/t para US$ 437/t, refletindo tanto a diluição por origens mais competitivas quanto a acomodação dos preços internacionais. Cenário que já está mudando agora em agosto.
O nitrato teve o salto percentual mais expressivo após a restrição da exportação de nitrato da Russia, passando de apenas 7,5 mil toneladas em junho (concentradas na Suécia) para 138,2 mil toneladas em julho, com a Rússia respondendo por 131 mil toneladas do total.
Fonte: Globalfert
Brasil avança sobre liderança dos EUA no mercado agrícola global
O agronegócio brasileiro caminha para assumir o posto de maior exportador mundial de produtos agropecuários ainda em 2026. Após fechar 2025 com faturamento de US$ 169,2 bilhões, o país reduziu drasticamente a diferença para os Estados Unidos, que faturaram US$ 171 bilhões. O avanço é impulsionado por colheitas recordes de soja e milho, além da abertura de centenas de novos mercados internacionais.
A transformação da nossa agricultura é resultado de uma combinação estratégica: expandimos as áreas de plantio, investimos em tecnologia para aumentar a produtividade e consolidamos o modelo de múltiplas safras no mesmo ano, como a segunda safra de milho.
Enquanto o Brasil acelerou o volume de embarques, os americanos enfrentaram obstáculos como a valorização do dólar e quedas nos preços internacionais. Além disso, as tensões comerciais entre Washington e Pequim abriram um espaço precioso para os produtos brasileiros ocuparem o mercado chinês, que antes era dominado pelos EUA.
A relação com a China tornou-se estrutural para o Brasil. Em 2025, os chineses compraram US$ 55,3 bilhões em produtos do nosso agronegócio, o que representa quase um terço de tudo o que o setor exportou. Esse valor foi 11% superior ao ano anterior.
Fonte: Gazeta do Povo
NOAA prevê 90% de chance de El Niño muito forte
Depois de registrar um fortalecimento do El Niño em julho, a agência climática norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) aponta uma chance de 90% para a ocorrência de um evento muito forte entre outubro e dezembro deste ano.
No boletim de 9 de julho, a agência já calculava em 81% a probabilidade de um El Niño muito forte no terceiro trimestre deste ano.
De acordo com a NOAA, há 69% de chance de acontecer um evento histórico, com o aquecimento superando episódios registrados desde 1950. A agência avalia que com a chegada de um fenômeno dessa magnitude, “as chances de vivenciarmos impactos consistentes com o El Niño são maiores, mas não garantidos”.
A NOAA monitora as temperaturas na superfície do Oceano Pacífico Equatorial. O próximo boletim será publicado no dia 10 de setembro.
Fonte: Revista Cultivar
Falta de mão de obra no setor de hortifrúti muda rotina no agronegócio
A dificuldade para encontrar trabalhadores na produção de frutas e hortaliças deixou de ser um problema sazonal e passou a influenciar decisões estratégicas nas propriedades rurais do país, segundo levantamento divulgado na edição de agosto da revista Hortifruti Brasil, publicada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.
Em diferentes regiões agrícolas e culturas voltadas ao cultivo de frutas e hortaliças, a disponibilidade de trabalhadores sempre representou uma preocupação histórica.
Enquanto atividades “novas”, como as que envolvem sistemas, tecnologias e logística atraem jovens para o setor, as atividades mais intensivas, como o plantio, os tratos culturais e a colheita, exigem grande volume de pessoal e não são tão atrativas. No entanto, pesquisadores do centro de estudos apontam que a dimensão desse obstáculo mudou.
O desafio de contratar equipes deixou de ser uma questão restrita a localidades específicas ou a períodos determinados do ano. Atualmente, o déficit de pessoal passou a interferir de forma direta no planejamento de longo prazo das empresas agrícolas.
Fonte: Band
Consultoria vê mudança no fluxo global da soja
A retomada das compras chinesas de soja nos Estados Unidos começa a alterar o equilíbrio do comércio global e pode ter efeitos diretos sobre o Brasil. Com volumes maiores destinados ao mercado chinês, outros importadores podem ampliar aquisições de soja brasileira, enquanto cresce o risco de alta nas cotações.
Em maio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo agrícola de US$ 17 bilhões com a China, com compromisso de compras de produtos americanos e meta de 25 milhões de toneladas de soja por ano. Após um início lento, as aquisições ganharam ritmo.
Segundo Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX, a China pode atingir entre 50% e 60% da meta até a reunião prevista entre Trump e Xi Jinping no fim de setembro.
A aceleração tende a exigir uma reorganização dos fluxos comerciais. Na avaliação de Suderman, há soja suficiente no Hemisfério Ocidental, mas compradores que não sejam chineses poderão buscar mais produto no Brasil caso parte maior da oferta americana seja direcionada à China.
Fonte: Agrolink
Ferramenta do Sistema FAEP emite alerta de eventos climáticos extremos
O tornado e as tempestades que atingiram diversos municípios do Paraná no começo de agosto, causando estragos nas áreas rurais, acenderam o alerta para a importância de ferramentas que antecipem fenômenos climáticos extremos. Esse serviço gratuito de meteorologia está disponível no site e aplicativo do Sistema FAEP. A ferramenta gera alertas que, pelo celular, geram notificações imediatas.
“Os produtores rurais e a sociedade precisam de informações confiáveis e antecipadas. O Sistema FAEP oferece uma ferramenta gratuita, completa e pensada para ajudar o campo e a cidade a se preparar, com antecedência, para os desafios impostos pelo clima”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
Os serviços meteorológicos ofertados pelo Sistema FAEP são contratados da OpenWeather, empresa britânica especializada em previsão do tempo em tempo real. A ferramenta traz informações dos 399 municípios do Paraná com uma janela de até 30 dias (período superior ao de outros serviços gratuitos disponíveis no mercado).
Os primeiros sete dias de previsão apresentam um nível maior de detalhamento, com informações sobre temperatura, chuva, umidade do ar, cobertura de nuvens, direção do vento, pressão atmosférica e até pontos de orvalho.
Fonte: Notícias Agrícolas
