Farm News 3/8 a 9/8
Após forte avanço em 2025, PIB do agro recua 2% no 1º tri
Depois de registrar crescimento acima de 12% em 2025, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), apresentou queda de 2,01% no primeiro trimestre de 2026.
De acordo com o Cepea/CNA, com base nos dados consolidados de janeiro a março, o PIB do agronegócio está estimado em R$ 3,13 trilhões, sendo R$ 1,88 trilhão no ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão, no pecuário.
Considerando-se estes resultados e o desempenho do PIB nacional no mesmo período, a participação do setor na economia é estimada em 22,8% em 2026, abaixo dos 25,2% registrados em 2025.
Pesquisadores do Cepea/CNA ressaltam que esse desempenho negativo dá continuidade à tendência observada no quarto trimestre de 2025, quando o PIB apresentou retração em relação ao trimestre imediatamente anterior, interrompendo a trajetória de crescimento registrada até o terceiro trimestre daquele ano.
Embora essa reversão tenha marcado uma mudança de tendência no final de 2025, o PIB do agronegócio encerrou o ano com significativo crescimento, sustentado pelos resultados positivos observados nos três primeiros trimestres.
Fonte: Cepea
Preços globais dos alimentos têm leve alta em julho
Os preços internacionais dos alimentos voltaram a subir em julho, pressionados principalmente pela valorização de cereais, açúcar e óleos vegetais. O movimento foi parcialmente compensado por recuos nas carnes e nos lácteos, mantendo o indicador global ainda bem abaixo do recorde registrado em 2022.
Segundo a FAO, o Índice de Preços dos Alimentos alcançou 131,1 pontos em julho, alta de 0,6% frente a junho e de 1% na comparação anual. Apesar do avanço, o índice permanece 18% abaixo do pico de março de 2022.
Entre os cereais, a média chegou a 113,8 pontos, com aumento mensal de 3,4% e anual de 7%. O trigo subiu 6%, refletindo preocupações com interrupções nas exportações pelo Mar Negro, danos à infraestrutura e impactos de ondas de calor em países produtores.
O milho avançou 3,6%, influenciado pelo clima quente e seco em partes dos Estados Unidos e por mercados de energia mais firmes. Já a cevada caiu 1,9%, enquanto o arroz ficou praticamente estável.
Fonte: Agrolink
Entregas de fertilizantes recuam 2,2% de janeiro a maio
A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informou que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o mês de maio de 2026 com 3,16 milhões de toneladas. O volume significa redução de 14,7% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram entregues 3,70 milhões de toneladas.
No período de janeiro a maio de 2026, foram registradas 15,46 milhões de toneladas de entregas ao mercado. Isso significou leve redução de 2,2% ante as 15,81 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025.
A Anda destacou que no primeiro trimestre do ano houve impacto positivo da boa safrinha. As compras seguiam normalmente, mas após o início da guerra no Irã, já se viu o arrefecimento de novos negócios, o que acaba sendo percebido a partir do mês de maio nas menores entregas e que afetará as entregas para a safra 2026/2027.
O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra a maior quantidade no período até maio, com 3,89 milhões de toneladas, ou 25,2% do total. Seguem-se: Paraná (1,75 milhão), São Paulo (1,67 milhão), Goiás (1,61 milhão) e Minas Gerais (1,15 milhão).
Fonte: Revista Cultivar
Café sobe 3% em Nova York com alerta para os estoques na bolsa
O café disparou na bolsa de Nova York, já que, mesmo com previsão de um excedente global, os estoques estão em baixa, aumentando a pressão com a oferta no curto prazo. No dia 7/8 os contratos do arábica para dezembro avançaram 3,20%, para US$ 3,1590 a libra-peso.
Segundo Fernando Maximiliano, analista da StoneX, a baixa dos estoques certificados de café em Nova York é o principal vetor de alta para as cotações. Atualmente, estão armazenados na bolsa americana 248,9 mil sacas. Um ano antes, esse volume era de 750 mil.
“Hoje o café que está recebendo certificação está vindo de Honduras, pois a Colômbia teve problemas na produção, e o Brasil enfrenta atrasos na colheita. E mesmo que o grão brasileiro tivesse disponível, hoje não compensa financeiramente para os produtores prepararem o produto para certificação”, explica Maximiliano.
Ainda de acordo com ele, também há fatores secundários direcionando a valorização do café, como as preocupações com os impactos do El Niño, e também a postura retraída dos produtores nas negociações.
Mas, em meio às notícias positivas para as cotações, também há elementos que podem ocasionar quedas, como a estimativa de superávit de 10 milhões de sacas para a temporada 2026/27 feita pela StoneX.
Fonte: Globo Rural
China avança na liberação de novas cotas de exportação de ureia para 2026
A China deu um novo passo nas discussões para a liberação de cotas adicionais de exportação de ureia em 2026. Após um encontro entre a associação de nitrogenados e representantes da indústria no dia 29 de julho, em Harbin, há a expectativa de que a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) confirme a emissão de um segundo lote.
Embora o governo chinês ainda não tenha divulgado um anúncio formal de política, as estimativas são de um volume entre 1 milhão e 2,5 milhões de toneladas, com expectativa de que a alocação fique concentrada no último trimestre do ano, aliviando a pressão sobre o fornecimento global.
Além disso, atualmente, a China já soma 3,3 milhões de toneladas liberadas para o período de junho até o final de setembro. Desse montante, cerca de 400 mil toneladas são destinadas exclusivamente a acordos entre governos.
No curto prazo, a expectativa de novas liberações pode gerar pressão de queda nos preços devido a movimentos especulativos.
Fonte: Globalfert
China compra quase 1 milhão de toneladas de soja dos EUA em uma semana; mercado já avalia impactos para o Brasil
Não importa se a China compra no Brasil ou nos Estados Unidos. Comprando, ela é sempre notícia. Nesta sexta-feira (7), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que a nação asiática adquiriu mais 238 mil toneladas da oleaginosa norte-americano, em um terceiro anúncio somente nesta semana. Com este reporte, o total negociado foi de 978 mil toneladas, sendo todo o montante da safra 2026/27.
“Esta é uma ótima notícia”, disse Mike McCranie, produtor na Dakota do Sul e presidente do conselho de diretores do Conselho de Exportação de Soja dos EUA, ao portal Sucessful Farming. “É um bom indício de que a China vai cumprir o compromisso de compra de 25 milhões de toneladas.”
Segundo explicam os especialistas, o movimento chinês traz um suporte importante aos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago agora – pressionados, neste momento pelas condições favoráveis de clima nos EUA e sentindo forte a interferência do quadro geopolítico – porém, não surpreende.
As compras têm se dado em linha com o acordado entre Pequim e Washington de volumes de soja adquiridas nos EUA de 20 a 25 milhões de toneladas da oleaginosa até o final de 2026.
Fonte: Notícias Agrícolas
França prevê queda de 35% na safra de milho devido a intempéries
A produção francesa de milho neste ano deve cair 35% em relação a 2025, para 9,0 milhões de toneladas métricas, o nível mais baixo desde pelo menos 1980, após ondas de calor e secas terem prejudicado as safras, informou o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira.
O milho é a cultura que mais sofreu com as condições climáticas severas do verão, pois se encontra no meio de seu período de desenvolvimento. Em sua primeira projeção para a produção de milho de 2026, o ministério estimou o rendimento médio em 7,03 toneladas por hectare, o menor nível desde 2003.
Isso amplificaria o impacto de uma queda acentuada no plantio. A área plantada deverá cair 21% ante o ano passado. Analistas privados estão prevendo uma safra de milho ainda menor. A Argus Media projeta 6,9 milhões de toneladas, o menor volume desde 1976.
Quanto ao trigo “soft”, a principal cultura do país, o ministério revisou sua estimativa de produção para 2026 de 32,0 milhões de toneladas no mês passado para 31,9 milhões de toneladas, fixando a produção em 4% abaixo do nível do ano passado.
Fonte: CNN
