Farm News 6/7 a 12/7
Café, frutas e carne bovina ajudam a conter a alta na inflação no país
O índice de inflação oficial brasileira perdeu força no último mês em razão da queda de preços de alguns alimentos, como o café, as frutas e até a carne bovina. É a primeira queda registrada nesse grupo desde o ano passado. O índice fechou em 0,16%.
O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado dia 10/7 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o menor índice mensal registrado no país desde outubro de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, a inflação do Brasil fica em 3,36%. Nos últimos 12 meses, o IPCA soma 4,64%, valor que se posiciona ligeiramente acima da meta estipulada pelo governo federal, de até 4,5%. Apesar disso, o indicador demonstra desaceleração frente ao acumulado até maio, quando atingia 4,72%. Em junho de 2025, o índice havia fechado em 0,24%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo instituto, o setor de alimentos representou a maior pressão de baixa. O grupo de alimentação e bebidas registrou recuo de 0,24%, gerando um impacto negativo de 0,05 ponto percentual no IPCA geral. Esta é a primeira deflação (inflação negativa) do segmento desde novembro do ano passado e o menor número desde agosto de 2025, quando atingiu -0,83%.
Fonte: Band
Fim do cessar fogo entre EUA e Irã acende alerta para fertilizantes
O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que considera encerrado o cessar-fogo com o Irã reacendeu o alerta no mercado global de fertilizantes.
A declaração foi feita dia 8/7, durante uma cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, após nova troca de ataques entre os dois países. Embora ainda não haja confirmação de bloqueio à navegação no Estreito de Ormuz, a escalada política e militar aumenta o risco de interrupções em uma das rotas mais estratégicas para o abastecimento mundial de insumos agrícolas.
Pelo Estreito de Ormuz passa parcela relevante do comércio marítimo de fertilizantes, incluindo cerca de um terço da ureia, aproximadamente um quarto da amônia e volumes importantes de enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fosfatados.
O impacto potencial é especialmente sensível para nitrogenados e fosfatados. No episódio mais recente de bloqueio na região, as cotações internacionais de ureia chegaram a subir cerca de 65%, enquanto o MAP acumulou alta de 21%.
O enxofre, cuja oferta internacional também depende fortemente da região, registrou valorização superior a 140% desde o início do conflito, e a amônia avançou cerca de 26%.
Para o Brasil, a instabilidade ocorre em um momento de retração nas compras externas. As importações de ureia já haviam caído em 2025 e mantiveram a tendência no primeiro semestre de 2026, com recuo de 31% frente ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: Globalfert
Associações de pecuária do Brasil se posicionam contra exigências da UE
Entidades representativas da pecuária brasileira divulgaram um posicionamento conjunto contra a possibilidade de o Brasil incorporar à legislação nacional exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
Segundo o setor, o país já possui um sistema rigoroso de controle sanitário, baseado em critérios técnicos e científicos, que garante o uso seguro desses produtos em conformidade com padrões internacionais.
As entidades destacam que os antimicrobianos autorizados pelo Codex Alimentarius, referência reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), são fundamentais para a saúde e o bem-estar dos animais, além de contribuírem para a eficiência produtiva. Na avaliação do setor, restringir tecnologias sem respaldo científico pode comprometer a competitividade da pecuária brasileira.
O documento defende que exigências comerciais impostas por mercados específicos sejam aplicadas apenas às cadeias produtivas destinadas à exportação para esses países, sem se tornarem obrigações para toda a pecuária nacional.
As entidades alertam ainda que incorporar regras externas à legislação brasileira abre um precedente para futuras interferências internacionais em políticas públicas, afetando a soberania regulatória, a segurança jurídica e a competitividade do setor.
Por fim, o grupo reafirma apoio às autoridades brasileiras de defesa agropecuária e defende que decisões sobre a produção nacional continuem sendo tomadas com base na ciência, na avaliação de riscos e nos interesses do Brasil.
Fonte: Notícias Agrícolas
USDA ajusta projeções para oferta mundial de soja
As novas projeções para a oferta e a demanda global de soja em julho mostraram aumento na expectativa de produção mundial, redução dos estoques finais e ajustes nas estimativas de exportação e importação entre os principais países produtores e consumidores. Os números foram divulgados no Relatório de Oferta e Demanda dos Produtos Agropecuários do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No cenário mundial, a produção de soja foi estimada em 441,70 milhões de toneladas, acima dos 441,34 milhões previstos em junho. Em sentido contrário, os estoques finais foram reduzidos de 124,88 milhões para 124,17 milhões de toneladas.
Para o Brasil, o USDA manteve a produção em 186 milhões de toneladas. A projeção para os estoques finais caiu de 37,39 milhões para 36,89 milhões de toneladas, enquanto as exportações foram elevadas de 117,5 milhões para 118 milhões de toneladas.
Nos Estados Unidos, a estimativa de produção subiu de 120,70 milhões para 121,79 milhões de toneladas. A produtividade foi mantida em 59,40 sacas por hectare. A área plantada avançou de 34,28 milhões para 34,56 milhões de hectares, e a área colhida passou de 33,87 milhões para 34,16 milhões de hectares. As exportações cresceram de 44,36 milhões para 45,18 milhões de toneladas, enquanto estoques finais, esmagamento e importações permaneceram inalterados.
Fonte: Agrolink
BNDES eleva recursos do Plano Safra para R$ 72 bilhões
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou R$ 72 bilhões para o Plano Safra 2026/2027, visando financiar investimentos da agricultura brasileira, no período entre 16 de julho de 2026 e 30 de junho de 2027. No período anterior, o montante disponibilizado foi de R$ 70 bilhões.
De acordo com o Banco, serão R$ 40,5 bilhões em recursos equalizáveis que poderão ser acessados por meio de Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF). Esses programas contam com prazos, taxas e orçamentos determinados.
Deste montante, serão R$ 21,5 bilhões para médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8,0% e 12,5% ao ano; e R$ 18,9 bilhões para agricultura familiar, com juros entre 0,5% e 7,5% ao ano. Houve redução da taxa na maioria dos programas.
Para a agricultura empresarial, os recursos serão oferecidos por meio de nove programas, entre eles, Moderfrota, Pronamp, Renovagro, Inovagro, Proirriga, Prodecoop e PCA.
Já para a agricultura familiar, o BNDES opera com diferentes linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Neste Plano Safra, serão destinados R$ 18,9 bilhões para o Pronaf, valor 41% maior do que os R$ 13,4 bilhões no Plano Safra 2025/26. Para o Norte e Nordeste, serão destinados neste período R$ 646,9 milhões exclusivamente para os agricultores familiares dessas regiões.
Fonte: Revista Cultivar
Mercado agropecuário: chuvas afetam café, enquanto milho, etanol e açúcar registram queda
O mercado agropecuário apresentou comportamentos distintos em junho. No setor sucroenergético, o açúcar cristal manteve preços pressionados durante quase todo o mês devido à baixa liquidez, à oferta elevada no início da safra 2026/27 e à expectativa de novas quedas, com leve recuperação apenas na última semana em razão das chuvas.
O etanol também encerrou o primeiro trimestre da safra com desvalorização, influenciado pelo aumento da oferta de cana e milho. O milho seguiu em queda, pressionado pelo avanço da segunda safra, pela expectativa de maior disponibilidade do cereal e pelo recuo das cotações internacionais.
No café, as chuvas acima da média nas principais regiões produtoras de arábica comprometeram a colheita da safra 2026/27, dificultando a secagem dos grãos e aumentando a preocupação com a qualidade da produção.
A soja registrou negociações aquecidas e valorização no mercado interno, enquanto o trigo avançou diante da oferta restrita e da retenção de estoques pelos produtores.
Entre as proteínas, a arroba do boi gordo recuou levemente, influenciada pelo ritmo das exportações para a China, enquanto a carne de frango perdeu valor após dois meses de alta.
O arroz e o feijão tiveram mercado de baixa liquidez, com preços sustentados pela oferta limitada. Já o algodão perdeu força após quatro meses de valorização, e os ovinos registraram alta devido à escassez de animais na entressafra.
Fonte: Cepea
China quer elevar uso de energias renováveis para 25% da matriz até 2030
A China aprovou um plano de ação para o período do 15º Plano Quinquenal (2026–2030) com metas voltadas à transição energética e à redução das emissões de carbono. Entre os principais objetivos está elevar a participação das fontes de energia não fósseis para 25% da matriz energética até 2030, acima dos 21,7% registrados em 2025.
O governo também pretende reduzir em 17% as emissões de dióxido de carbono por unidade do Produto Interno Bruto (PIB) e diminuir em cerca de 10% a intensidade energética da economia em comparação aos níveis de 2025.
Além disso, o país prevê a construção de aproximadamente 100 parques nacionais de emissão zero e 500 fábricas com emissão líquida zero, enquanto os veículos elétricos deverão representar 30% da frota até 2030.
O governo chinês pretende ampliar o uso de energia renovável em novos centros de dados e substituir gradualmente tecnologias convencionais, em uma iniciativa que busca reduzir o consumo energético do setor de tecnologia da informação.
Especialistas avaliam que as medidas permitirão ao país acelerar a transição de uma economia baseada em carvão para um modelo que reduza também a dependência de petróleo e gás natural.
Fonte: Datagro
