Farm News  15/6 a 21/6

Farm News 15/6 a 21/6

19 de junho de 2026 0 Por admin

Déficit de armazenagem de grãos no Brasil supera 120 milhões de toneladas e acende alerta para o agronegócio

O crescimento da capacidade de armazenagem de grãos no Brasil continua abaixo da expansão da produção agrícola nacional, ampliando um dos principais gargalos da logística do agronegócio.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a capacidade disponível para armazenamento no país alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, avanço de apenas 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Embora o número de estabelecimentos armazenadores tenha aumentado para 9.668 unidades — alta de 0,5% frente ao primeiro semestre de 2025 — o ritmo de crescimento da infraestrutura segue distante das necessidades do setor produtivo.

O desafio se torna ainda maior diante da perspectiva de uma nova safra histórica. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou recentemente sua estimativa para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 para 358,6 milhões de toneladas.

O volume projetado supera em mais de 124 milhões de toneladas a capacidade estática atualmente disponível no país, evidenciando o tamanho do déficit estrutural enfrentado pelo agronegócio brasileiro.

Fonte: Radar Digital Brasília

Complexo soja impulsiona agronegócio do Paraná com faturamento de US$ 2,94 bilhões

O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (18), destaca o desempenho do complexo soja (composto por grão, farelo e óleo), cujas exportações nos primeiros cinco meses de 2026 atingiram 6,72 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 8% em volume na comparação com o mesmo período de 2025 (6,2 milhões de toneladas).

Essa movimentação expressiva acelerou a comercialização da oleaginosa para liberar espaço nos armazéns para a safra de milho. Em termos financeiros, a soja injetou cerca de US$ 2,94 bilhões na balança comercial do Paraná, um expressivo avanço de 18% em relação ao ano anterior, com US$ 2,50 bilhões.

De acordo com o analista do Deral Edmar Gervasio, o destaque ficou para o óleo de soja, que alcançou 338 mil toneladas exportadas, um crescimento expressivo de 59% em receita. “No cenário nacional, o desempenho também é positivo. As exportações do complexo soja somaram 66,2 milhões de toneladas, um crescimento de 7% em volume e de 15% em valor, totalizando mais de US$ 27 bilhões para a balança comercial nacional”.

Outra cultura que coloca o Paraná em evidência nacional é o urucum, consolidando o Estado como o segundo maior produtor do país, atrás apenas de São Paulo. De acordo com dados preliminares analisados pelo Deral, a cultura movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 27,5 milhões no Paraná, com uma colheita de 1,6 mil toneladas em 1,4 mil hectares.

Fonte: Governo do Paraná

Inverno terá temperaturas acima da média em todo o Brasil

O inverno começou neste domingo (21/6) no Hemisfério Sul e termina no dia 22 de setembro. A estação é marcada pela redução das chuvas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em áreas das regiões Norte e Nordeste, enquanto os maiores acumulados costumam ocorrer na Região Sul.

Para o trimestre julho-agosto-setembro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê a manutenção desse padrão, além de temperaturas acima da média em todo o país.

O período também se caracteriza pela menor incidência de radiação solar e pela atuação frequente de massas de ar frio provenientes do sul do continente. Em contrapartida, a persistência de massas de ar seco favorece a redução da umidade relativa do ar e aumenta o risco de incêndios em diversas regiões.

Nos próximos meses, o Inmet prevê ocorrência de geadas no Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul, além da possibilidade de neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul, onde as condições são favoráveis para chuvas acima da média nos três estados da região. 

Os maiores acumulados são esperados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, podendo atingir até 100 milímetros acima da média histórica do trimestre. Em relação às temperaturas, a tendência é de valores predominantemente acima da média, embora o centro-sul gaúcho deva registrar condições próximas da climatologia.

As massas de ar frio também devem avançar sobre Mato Grosso, Rondônia, Acre e o sul do Amazonas.

Fonte: Revista Cultivar

Café perde força com avanço da colheita e perspectiva de safra recorde no Brasil

O mercado global de café entrou em uma nova fase de acomodação dos preços diante do avanço da colheita brasileira e da expectativa de uma safra recorde no ciclo 2026/27. A avaliação consta no relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um cenário de maior oferta mundial e menor sustentação para as cotações internacionais.

Após registrar fortes valorizações nos últimos anos, o café arábica passou por uma correção expressiva entre maio e junho, movimento impulsionado pela melhora das perspectivas de produção e pelo avanço dos trabalhos de colheita nas principais regiões produtoras do Brasil.

Com condições climáticas mais secas no final de maio e início de junho, os produtores conseguiram acelerar a colheita, favorecendo a maturação dos grãos e aumentando a disponibilidade de café no mercado.

Apesar do ritmo ainda ligeiramente abaixo da média histórica para o período, a entrada da nova safra reforçou a percepção de oferta mais confortável, contribuindo para a queda das cotações.

O café arábica negociado na Bolsa de Nova York acumulou recuo de 18% entre o início de maio e 10 de junho, encerrando o período cotado a US$ 2,48 por libra-peso. No mercado brasileiro, a desvalorização foi ainda mais intensa, com o arábica registrando queda de 21% e fechando próximo de R$ 1.383 por saca.

Fonte: Portal do Agronegócio

PIB do agronegócio baiano totalizou R$ 19,2 bi no 1º trimestre de 2026

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), totalizou R$ 19,18 bilhões em valores correntes, no primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve retração nominal de 0,2%, o que corresponde a uma redução de R$ 29,0 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho nominal do setor foi influenciado, principalmente, pela redução dos preços de comercialização dos principais produtos agropecuários e dos produtos alimentícios e bebidas, cujos preços recuaram 11% e 9%, respectivamente. Dessa forma, mesmo com o avanço da produção em importantes segmentos da agropecuária baiana, a queda dos preços limitou o crescimento do valor gerado pelo setor em termos correntes.

Quando analisado em termos reais — isto é, desconsiderando-se os efeitos das variações de preços —, o PIB do agronegócio apresentou crescimento de 1,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esse resultado foi impulsionado pela expansão da produção dos principais produtos agrícolas com colheita no período, destacando-se a soja, os cereais e outras lavouras temporárias na Bahia.

“Apesar da redução observada em valores correntes, o crescimento real do setor evidencia a manutenção do dinamismo da atividade agropecuária baiana, sustentada pelo aumento da produção física das principais culturas agrícolas do estado”, explica o economista e coordenador de Contas Regionais da SEI, João Paulo Caetano.

Fonte: Governo da Bahia

Investidor mais jovem e digital amplia interesse pelo agronegócio e fortalece agenda de inovação no campo

O agronegócio brasileiro vem atraindo um novo perfil de investidor, caracterizado por maior familiaridade com plataformas digitais, interesse por inovação e atenção crescente a critérios de sustentabilidade. O movimento acompanha uma transformação mais ampla do mercado financeiro, impulsionada pela consolidação da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela busca por ativos ligados à economia real.

Nesse cenário, segmentos como agtechs, foodtechs e climate techs ganham relevância ao conectar produção de alimentos, desenvolvimento tecnológico e soluções voltadas à eficiência produtiva e à mitigação dos impactos climáticos. Para especialistas do setor, essa combinação tem ampliado o interesse de investidores mais jovens por oportunidades relacionadas ao agro.

Segundo Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, plataforma de investimento coletivo voltada exclusivamente para startups de tecnologia aplicada ao agronegócio, alimentação e clima, há uma mudança perceptível no comportamento dos aportes realizados nos últimos anos.

“Existe uma mudança clara na lógica dos investimentos realizados pelas novas gerações. Identificamos um investidor mais atento à origem do capital e ao impacto gerado por aquele recurso. O agro começa a ganhar espaço porque conecta produção de alimentos, tecnologia, sustentabilidade e economia real em um único ecossistema”, afirma.

Fonte: FeedFood

Estoque de Cédulas de Produto Rural alcança R$ 565 bilhões em maio

O mercado de financiamento privado do agronegócio segue movimentando volumes expressivos de recursos no Brasil. Em maio deste ano, o estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) alcançou R$ 565 bilhões, resultado 13% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar da expansão do estoque, o volume de novas emissões apresentou recuo na atual safra. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em comparação aos R$ 366,6 bilhões contabilizados no ciclo anterior.

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) encerraram maio com estoque de R$ 571,5 bilhões, mantendo-se praticamente estáveis em relação aos últimos 12 meses. No entanto, os recursos efetivamente destinados ao crédito rural cresceram e chegaram a R$ 342,9 bilhões, avanço de 20% na comparação anual.

O aumento está relacionado à ampliação da exigência regulatória que determina a aplicação mínima dos recursos captados no financiamento das atividades agropecuárias.

Entre os demais instrumentos, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) registraram crescimento de 12% no estoque, atingindo R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentaram retração de 6% no período, refletindo um ajuste após a forte expansão observada em 2024.

Fonte: Agro2