Farm News 25/5 a 31/5
Algodão: embarques parciais de maio superam toda a safra anterior
O algodão brasileiro vive um momento de destaque no cenário internacional. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume de algodão em pluma embarcado na parcial de maio deste ano, considerando 15 dias úteis, já supera o total verificado em todo o mês de maio de 2025.
Com 230,34 mil toneladas exportadas, o período registra o maior volume da história para o mês. A média diária de embarques atingiu 15,36 mil toneladas, um crescimento expressivo de 67,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse desempenho reafirma a força do agronegócio brasileiro na demanda global pela fibra.
Na avaliação acumulada da safra atual, iniciada em agosto de 2025, o Brasil já enviou ao exterior mais de 2,9 milhões de toneladas de algodão em pluma. Este número é 4% superior ao total exportado durante toda a safra passada, encerrada em julho de 2025, que somou 2,84 milhões de toneladas.
Apesar do sucesso nas exportações, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que o mercado doméstico brasileiro permanece mais vantajoso financeiramente para os produtores. Na parcial de maio, o preço médio das exportações atingiu US$ 0,6995 por libra-peso, apresentando uma valorização de 1,9% em relação a abril.
Fonte: Band
Conab lança Anuário Agrologístico 2026 com foco na competitividade do setor
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou nesta semana o Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3, publicação que consolida dados essenciais sobre os fluxos logísticos do agronegócio brasileiro.
A obra destaca como a logística deixou de ser um mero componente operacional para se tornar elemento central na competitividade do setor, influenciando diretamente custos, eficiência de escoamento e inserção internacional do país.
Com base em fontes oficiais como Comex Stat, Dnit, ANTT e Antaq, o documento analisa os principais corredores de escoamento de soja, milho, farelo e fertilizantes. Também são avaliados a evolução da matriz de transportes, a crescente participação do Arco Norte, o avanço da integração ferroviária e hidroviária, e os desafios relacionados à armazenagem e à dependência de fertilizantes importados.
A publicação atende a diferentes segmentos: produtores rurais encontram subsídios para planejamento de vendas e escolha de rotas; operadores logísticos contam com apoio para investimentos em terminais e multimodalidade; e o meio acadêmico dispõe de dados para estudos de economia regional.
Segundo a Conab, o monitoramento sistemático desses indicadores é essencial para fortalecer a posição do Brasil como protagonista do abastecimento mundial de alimentos.
Fonte: Conab
Mato Grosso do Sul bate recordes e fortalece protagonismo no agro brasileiro
Mato Grosso do Sul ampliou sua força no agronegócio brasileiro em 2025 após registrar mais de US$ 10,1 bilhões em exportações do setor. O desempenho acompanha o crescimento recorde do agro nacional, que movimentou R$ 3,2 trilhões neste ano e representou mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O Estado se destaca principalmente na produção de soja, carnes e produtos florestais, setores que lideram as exportações sul-mato-grossenses. Pela primeira vez, os produtos florestais superaram a soja em vendas internacionais, movimentando mais de US$ 3 bilhões. A China segue como principal destino dos produtos exportados por Mato Grosso do Sul.
Além dos números positivos na economia, o agronegócio também impulsiona a geração de empregos no Estado. Atualmente, quase 98 mil trabalhadores atuam diretamente no setor em Mato Grosso do Sul. A bovinocultura lidera as contratações, seguida pelas áreas de florestas plantadas, soja e cana-de-açúcar.
Segundo o Sistema Famasul, o crescimento do agro sul-mato-grossense também está ligado aos investimentos em tecnologia, qualificação profissional e aumento da produtividade no campo. Mesmo enfrentando desafios como alta nos custos de produção e crédito rural mais caro, o Estado mantém ritmo de expansão e se consolida entre os principais polos do agronegócio brasileiro.
Fonte: A Crítica
Safra de trigo deve encolher no RS
A semeadura do trigo começou no Rio Grande do Sul acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para os principais materiais cultivados no Estado.
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado dia 28/5 pela Emater/RS-Ascar, o cenário da safra 2026 aponta para uma redução significativa da área plantada em comparação ao ciclo anterior, quando foram cultivados 1,16 milhão de hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção total de 3,45 milhões de toneladas.
As condições de tempo seco favoreceram os trabalhos de manejo de resteva, dessecação e preparo das áreas, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. Em parte das regiões produtoras, porém, a baixa umidade do solo dificultou o estabelecimento das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares para garantir melhores condições de germinação e emergência.
Segundo a Emater/RS-Ascar, a perspectiva de redução da área cultivada está associada aos elevados custos de produção, à baixa atratividade econômica do cereal e ao aumento da percepção de risco produtivo diante da atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.
Mesmo diante desse cenário, parte dos produtores tem antecipado a semeadura em áreas sem vínculo com financiamentos ou seguro rural. A estratégia busca posicionar as fases de florescimento e enchimento de grãos antes do período de maior intensidade das chuvas de primavera.
Fonte: Agrolink
Ministério lança sistema para destravar análise de agrotóxicos e bioinsumos
O Ministério da Agricultura vai lançou dia 26/5 o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa). A plataforma, cuja criação está prevista na Lei de Agrotóxicos de 2023, pretende destravar o registro de defensivos agrícolas e bioinsumos no país, com análises mais rápidas dos pedidos e redução da burocracia nos processos.
A criação do sistema é fruto de parceria com o setor privado, como a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), que investiram mais de US$ 6 milhões no projeto. A parceria teve participação também do Ministério das Relações Exteriores e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O Sispa será coordenado pelo Ministério da Agricultura com o objetivo de adotar um sistema único de avaliação dos requerimentos de registro e de alterações de registro de agrotóxicos.
A plataforma permite a interação eletrônica com as empresas registrantes de agrotóxicos para a submissão eletrônica obrigatória de todos os requerimentos de processos de registro e de alterações de registro. O sistema também disponibiliza informações sobre o andamento dos processos nos três órgãos envolvidos no registro de agrotóxicos no Brasil.
A expectativa de governo e setor produtivo é que o sistema possa amenizar um dos problemas históricos dessa área, que é a demora na concessão de registros de produtos novos.
Fonte: Mundo Coop
Brasil negocia GNL russo em contratos de longo prazo para viabilizar produção nacional de fertilizantes
O Brasil manifestou interesse formal na aquisição de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia por meio de contratos de longo prazo, com o objetivo de ampliar a produção doméstica de fertilizantes nitrogenados.
A informação foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento Econômico russo, Maxim Reshetnikov, ao término da 13ª Reunião da Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia (CIC), realizada em 25 de maio em Brasília.
O GNL é insumo-chave na síntese de amônia, etapa central da cadeia produtiva de nitrogenados como ureia e nitrato de amônio. A dependência de compras no mercado spot expõe a indústria nacional a oscilações de preço e disponibilidade, cenário que os contratos de longo prazo em negociação visam mitigar.
As tratativas entre empresas dos dois países já entraram em fase de negociação direta, alinhadas à capacidade russa de atendimento por meio de suas instalações de liquefação atuais e futuras.
Em 2025, a Rússia foi o principal fornecedor externo de fertilizantes minerais ou químicos ao Brasil, com 26% do total importado, e respondeu por 45% das importações nacionais de diesel. O intercâmbio bilateral total atingiu US$ 10,9 bilhões, com importações brasileiras de US$ 9,4 bilhões.
Ao término da reunião, os dois governos formalizaram o compromisso de ampliar o fornecimento de fertilizantes minerais e de estabelecer instalações conjuntas de produção em território brasileiro.
Fonte: Globalfert
Temperatura global atingirá níveis próximos de recorde nos próximos 5 anos, aponta relatório
As temperaturas médias globais devem atingir níveis quase recordes nos próximos cinco anos, com a expectativa de que as temperaturas do Ártico aqueçam mais rapidamente do que as de outras regiões, segundo um relatório da agência meteorológica da ONU e do Met Office do Reino Unido, divulgado na quinta-feira.
O relatório anual, que fornece previsões regionais de temperaturas e chuvas, prevê que as temperaturas médias globais anuais próximas à superfície devem variar entre 1,3°C e 1,9°C acima do período pré-industrial de 1850-1900.
“Há evidências muito claras de que o clima está aquecendo e que a temperatura média global continua a subir”, disse Melissa Seabrook, cientista pesquisadora do Met Office do Reino Unido, à Reuters.
No Acordo de Paris de 2015, os governos prometeram tentar evitar que o aumento médio da temperatura global ultrapasse 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais — acima dos quais eventos climáticos severos crescem em intensidade.
O relatório afirma que é muito provável que a temperatura média global próxima à superfície ultrapasse temporariamente 1,5°C acima dos níveis médios de 1850-1900 por pelo menos um ano entre 2026 e 2030.
Ele também prevê que haverá um ano entre 2026 e 2030 em que as temperaturas médias globais excederão o ano mais quente já registrado, 2024, quando ultrapassaram 1,5°C acima da era pré-industrial pela primeira vez.
Fonte: Notícias Agrícolas
