Farm News  18/5 a 24/5

Farm News 18/5 a 24/5

25 de maio de 2026 0 Por admin

Regularidade das chuvas favorece desenvolvimento das lavouras em parte do país

Chuvas mais regulares em parte das regiões Norte, Nordeste e Sul do país favoreceram o desenvolvimento das lavouras brasileiras entre os dias 1º e 21 de maio.

As informações constam no Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado dia 21/5 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com análises referentes aos cultivos de verão e inverno da safra 2025/26.

Em contraposição, a predominância de clima com tempo seco no centro do país, incluindo áreas do Matopiba, manteve a restrição hídrica principalmente para o milho segunda safra semeado mais tarde.

Segundo o levantamento, os maiores volumes de precipitação ocorreram no norte da Região Norte, no leste do Nordeste e em parte da Região Sul. A elevação da umidade no solo favoreceu o desenvolvimento do milho segunda safra no Pará e no Paraná, além de possibilitar o início da semeadura do feijão e do milho terceira safra em áreas do Sealba.

Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, as chuvas associadas às temperaturas menos elevadas também contribuíram para a manutenção da umidade no solo e para o desenvolvimento da maioria das lavouras.

Os dados espectrais analisados pela Companhia indicam condições satisfatórias na maior parte das regiões produtoras. O índice de vegetação evoluiu de forma próxima à safra passada em boa parte das áreas monitoradas, aproximando-se ou até superando os maiores valores registrados no ciclo anterior em algumas localidades.

Fonte: Conab

Mapa direciona mais de R$ 7,3 bilhões do Funcafé para a safra 2026/2027

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) de 21/5 a portaria que define o direcionamento e a contratação dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) destinados ao financiamento da cafeicultura no Ano Safra 2026/2027. Ao todo, foram direcionados R$ 7,368 bilhões para o Fundo.

Os recursos foram aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio da Resolução nº 5.289, de 26 de março de 2026.

A linha de Comercialização concentrou a maior parte dos recursos aprovados, com R$ 2,713 bilhões, o que representa 37% do total. Na sequência, aparecem os financiamentos para Aquisição de Café, destinados à sustentação do mercado e abrangendo todos os elos da cadeia produtiva, com R$ 1,708 bilhão (23%).

Para a linha de Custeio, foram destinados R$ 1,616 bilhão, equivalentes a 22% do orçamento, enquanto Capital de Giro recebeu R$ 1,150 bilhão, correspondente a 16%. Já a Recuperação de Cafezais contou com R$ 180 milhões, representando 2% dos recursos aprovados.

Segundo a portaria, os recursos serão distribuídos entre as instituições financeiras com base nos critérios definidos em ato normativo próprio, a ser editado pela autoridade competente.

A Secretaria de Política Agrícola do Mapa, responsável pela gestão do Fundo no âmbito do Ministério, destacou a importância do incentivo à produção de café no Brasil, reconhecida mundialmente pela qualidade e pela força da cafeicultura nacional.

Fonte: Mapa

Fertilizantes mais caros e conflitos no Oriente Médio pressionam custo da próxima safra

As tensões no Oriente Médio estão impactando o bolso do produtor rural brasileiro e podem elevar ainda mais os custos da safra de grãos 2026/2027. É o que aponta o levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgado dia 21/5.

Com as compras de fertilizantes para a safra 2026/2027 se concentrando no segundo semestre, este é o momento mais crítico para o planejamento do produtor.

A análise mostra que, entre janeiro e abril de 2026, o volume de fertilizantes nitrogenados e fosfatados importados caiu de 7,7 milhões de toneladas para 7,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda 4% se comparado ao mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o valor desembolsado pelo País para importação aumentou 16%, reflexo direto do conflito e impactos do custo logístico.

De acordo com a CNA, o dado mais preocupante não está apenas no preço dos fertilizantes, mas na deterioração da relação de troca, o barter. Para comprar a mesma quantidade de adubo, o produtor precisa entregar mais sacas de soja ou milho do que em anos anteriores.

Em 2026 essa equação está pior do que em 2022, ano marcado pelo início da guerra entre Rússia e Ucrânia, quando os preços dos insumos também dispararam, mas as commodities agrícolas operavam em patamares historicamente elevados.

Fonte: CNA

Agro avança com projetos no Congresso e debate sobre a Ferrogrão

Parlamentares avançaram na tramitação de projetos considerados estratégicos para o agronegócio. Ao todo, oito propostas de interesse do setor tiveram andamento no Congresso Nacional, incluindo medidas voltadas ao trabalho rural, financiamento e produção agropecuária.

Duas propostas já foram aprovadas e seguem agora para sanção presidencial. Uma delas permite que trabalhadores temporários contratados durante o período de safra mantenham a carteira assinada sem perder o acesso a benefícios sociais. A medida busca ampliar a formalização do trabalho no campo e atender à demanda sazonal do setor.

Outro projeto aprovado amplia o acesso de cooperativas a fundos de desenvolvimento regional, medida que pode facilitar investimentos e fortalecer a atividade agropecuária em diferentes regiões do país.

Além disso, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência para análise de outros seis projetos relacionados ao agronegócio. As propostas tratam de incentivos tributários, regras para a produção agropecuária e proteção de cultivares. A expectativa é que parte dessas matérias seja votada ainda nesta quarta-feira.

Paralelamente ao avanço legislativo, o setor acompanha a retomada, no Supremo Tribunal Federal (STF), do julgamento sobre a Ferrogrão, ferrovia projetada para ligar Mato Grosso ao Pará.

Fonte: Band

União Europeia suspende tarifas de importação de fertilizantes nitrogenados para reduzir custo de agricultores

O Conselho da União Europeia aprovou a suspensão, pelo período de um ano, das tarifas alfandegárias sobre os principais fertilizantes nitrogenados e seus insumos básicos, como a ureia e a amônia.

A medida temporária tem como objetivo principal aliviar os custos operacionais dos produtores rurais europeus e combater a inflação dos alimentos, gerando uma economia estimada em 60 milhões de euros em direitos de importação.

Os preços desses insumos vinham registrando fortes altas desde 2021, pressionando as margens do setor agrícola e ameaçando a segurança alimentar do bloco.

Além do alívio econômico, a iniciativa possui uma forte justificativa geopolítica: acelerar a diversificação de parceiros comerciais e reduzir a dependência europeia em relação aos produtos da Rússia e de Belarus.

Por conta dos conflitos na Ucrânia e de violações de direitos internacionais, a isenção tarifária — que atualmente varia entre 5,5% e 6,5% para nações sem acordos preferenciais — não será aplicada às importações vindas desses dois países.

Para proteger a indústria de fertilizantes local, o volume de importações com imposto zero será controlado por um sistema de cotas baseado no histórico de compras registrado no ano de 2024.

Fonte: Globalfert

Agrodefesa cria programa para prevenção e controle do HLB

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) publicou a Instrução Normativa nº 1/2026, que instituiu Programa Estadual de Prevenção e Controle Complementar ao HLB (PECHLB).

A IN estabeleceu medidas fitossanitárias de prevenção e controle do Huanglongbing (HLB) e de proteção da cadeia citrícola goiana contra a doença que é considerada a mais destrutiva para os citros no mundo. Também conhecido como Greening, o HLB tem caráter sistêmico e infecção irreversível.

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a iniciativa é estratégica para proteger a citricultura goiana. “A implementação deste programa é fundamental porque a cultura de citros representa uma importante fonte de renda e geração de empregos em Goiás. A Agrodefesa atua no controle da praga, na preservação da sanidade vegetal e no fortalecimento da cadeia citrícola no estado”, afirma.

De acordo com o diretor de Defesa Agropecuária em exercício da Agrodefesa, Fernando Bosso, a IN estabelece medidas específicas de prevenção, monitoramento, controle e erradicação da doença.

“Além disso, define procedimentos diferenciados para áreas com ocorrência da doença, municípios limítrofes e regiões sem registros, permitindo maior eficiência no monitoramento e na atuação fitossanitária”, destaca.

Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, o programa reúne uma série de medidas para reforçar a vigilância e o controle da doença no estado.

Fonte: Revista Cultivar

Geadas aceleram corte do milho silagem no Rio Grande do Sul

A colheita do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul chegou a 97% da área cultivada e se aproxima da conclusão, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas áreas de segunda safra em fase de maturação.

De acordo com o levantamento, as geadas registradas nas últimas semanas anteciparam o corte de parte das lavouras e levaram produtores a destinarem áreas inicialmente voltadas à produção de grãos para a ensilagem. A Emater/RS-Ascar informou que, em alguns casos, o material colhido apresentou menor qualidade bromatológica em razão da perda de área foliar e da dessecação precoce das plantas.

Nas áreas de cultivo tardio, as baixas temperaturas também aceleraram o encerramento do ciclo das lavouras. Com isso, produtores optaram por antecipar a colheita para preservar o valor nutricional da forragem destinada à alimentação animal.

A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta área cultivada de 345.299 hectares, com produtividade média projetada em 37.840 quilos por hectare.

Na região administrativa de Erechim, a colheita alcançou 97% da área cultivada, com produtividade média de 44.100 quilos por hectare de massa verde. Segundo o informativo, as lavouras de safrinha foram severamente afetadas pelas geadas registradas no período.
Fonte: Agrolink