Farm News  20/4 a 26/4

Farm News 20/4 a 26/4

27 de abril de 2026 0 Por admin

Mercados agrícolas seguem pressionados por tensão global

Os mercados agrícolas operam marcados pela combinação de tensão geopolítica, ajustes nas bolsas internacionais e atenção crescente ao clima no Brasil. Segundo a Agrinvest, os preços refletem a cautela dos investidores diante das tensões no Oriente Médio, do comportamento do petróleo e dos impactos sobre câmbio, grãos e derivados.

No ambiente macroeconômico, o petróleo Brent segue acima de US$ 100, sustentado pelos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz. O cenário mantém os mercados em alerta, enquanto as bolsas nos Estados Unidos e no Brasil operam em leve queda. Declarações de Trump também contribuem para elevar a tensão geopolítica. No câmbio, o dólar registra alta de 0,20%, cotado a R$ 4,97.

Na Bolsa de Chicago, a soja recua em meio a negócios envolvendo barcos argentinos CFR China, o que reduz as chances de novas compras chinesas nos Estados Unidos. O movimento pressiona as cotações do grão, enquanto o trigo lidera os ganhos.

A alta do cereal é impulsionada pelo avanço do petróleo, pela seca nos Estados Unidos e pela licitação saudita de 710 mil toneladas. O milho, por sua vez, opera estável, buscando sustentação na valorização do trigo. Na CBOT, a soja cai 4 pontos, o óleo sobe 0,05, o milho avança 2 pontos, o farelo ganha 0,60 e o trigo sobe 13,50 pontos.

Fonte: Agrolink

Preço ao produtor agropecuário cai quase 10% no 1º trimestre

Os preços pagos aos produtores agropecuários recuaram no primeiro trimestre de 2026 frente aos do mesmo período do ano passado. Segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) recuou 9,79%.

A retração do Índice só não foi mais intensa por conta da valorização da arroba bovina, que, no primeiro trimestre de 2026, registrou média acima da registrada no mesmo período de 2025. 

A queda observada para o IPPA/Cepea ficou abaixo da registrada para os preços internacionais dos alimentos (FMI Food & Beverage Index – em R$), que foi de 14,29% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três primeiros meses do ano passado. No mesmo período, os industriais (IPA-OG-DI produtos industriais) caíram 2,55% e a moeda brasileira frente ao dólar (R$/US$) se valorizou 10,12%.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário, em que o recuo dos preços domésticos foi mais moderado do que o observado no mercado internacional, evidencia a relativa resiliência dos preços internos. Adicionalmente, a valorização cambial contribui para a redução dos custos de insumos importados, enquanto a queda, ainda que mais branda, dos preços industriais favorece o controle dos custos de produção. 

Fonte: Cepea

Mercado de commodities busca equilíbrio no 2º trimestre

Após um primeiro trimestre marcado por aumento da aversão ao risco e volatilidade nos mercados globais, as commodities iniciam o segundo trimestre de 2026 em um ambiente de possível alívio, mas ainda cercado por incertezas.

A expectativa de redução das tensões geopolíticas pode aliviar pressões inflacionárias e abrir espaço para cortes de juros, enquanto fatores como clima, energia e fundamentos de oferta e demanda seguem determinantes para o comportamento dos preços.

No primeiro trimestre, o cenário global foi impactado pela intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, com efeitos relevantes sobre o complexo de energia, inflação, dólar e condições financeiras. O movimento elevou a volatilidade e ampliou os desafios para a política monetária, em um contexto de pressões inflacionárias adicionais.

Para o segundo trimestre, a perspectiva é de que um possível cessar-fogo possa reduzir as tensões no curto prazo, contribuindo para a queda dos preços do petróleo e melhora do apetite por risco. Esse ambiente pode criar maior espaço para cortes nas taxas de juros, embora a persistência dos efeitos inflacionários do choque energético ainda demande cautela por parte dos bancos centrais.

No agro, os fundamentos seguem mistos entre as principais commodities. No açúcar, o cenário permanece pressionado pelo excesso de oferta, ainda que haja suporte vindo do complexo energético, em função da relação com o etanol e da alocação do mix produtivo no Brasil.

Fonte: Revista Cultivar

El Niño deve retornar em 2026 com riscos de seca e quebra de safra

Os órgãos internacionais e nacionais de meteorologia elevaram a probabilidade de formação do fenômeno El Niño no Brasil no segundo semestre deste ano. De acordo com os dados do Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a chance de estabelecimento do fenômeno supera 60% no trimestre maio–junho–julho e pode ultrapassar os 90% a partir de agosto. Alguns órgãos já classificam o fenômeno como “El Niño Superpoderoso”.

Atualmente, o monitoramento climático aponta para o fim da fase La Niña, com a vigência de neutralidade no Pacífico equatorial central. Esta condição neutra tem 80% de chance de persistir até o encerramento do primeiro semestre, antes da transição para a fase quente do sistema ENOS (El Niño-Oscilação Sul).

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Para que o episódio seja configurado, as temperaturas da superfície do mar devem permanecer, no mínimo, 0,5°C acima da média por um período prolongado.

O comportamento dos ventos alísios — ventos constantes que sopram do leste para o oeste na Linha do Equador — é fundamental nesse processo. Quando esses ventos enfraquecem ou invertem a direção, a troca entre águas superficiais quentes e águas profundas frias não ocorre, elevando a temperatura do oceano em até 3°C acima da média.

Fonte: Band

Pesquisas da Embrapa retornam R$ 27,12 à sociedade para cada 1 real investido na empresa

A Embrapa divulgou dia 23/4 o Balanço Social 2025 com dados que atestam: a cada R$ 1 investido na empresa, R$ 27 retornam para a sociedade. O valor é resultado da relação entre o lucro social e a receita operacional líquida (ROL) da instituição no ano.

Em 2025, o lucro social foi de R$ 124,76 bilhões que, divididos pelos R$ 4,6 bilhões da ROL, resultam nos R$ 27,12. De modo simplificado: em 2025, para cada R$ 1 investido na Embrapa, o retorno para a sociedade foi multiplicado 27 vezes. Em termos reais, houve um aumento de 17% no lucro social da empresa em relação a 2024.

Os impactos relatados no Balanço Social são fruto dos investimentos na pesquisa agropecuária ao longo das cinco décadas de existência da Embrapa. Os conhecimentos científicos levam anos para completar o ciclo que parte da pesquisa básica, passa pelos experimentos em campo, desenvolvimento em escala das tecnologias com resultados comprovados e se completa com a efetiva adoção das soluções pelo mercado produtivo. 

Os recursos do orçamento são destinados à empresa pela Lei Orçamentária Anual (LOA), proposta pelo Governo Federal e aprovada todos os anos pelo Congresso Nacional.

Fonte: Embrapa

Bahia ganha rota turística de cafés especiais

O turismo da Bahia acaba de ganhar uma nova atração: a Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista, região tradicional na produção de café arábica. O roteiro de 54 quilômetros inclui 22 fazendas dos municípios de Barra do Choça e Vitória da Conquista, oferecendo ao visitante a experiência imersiva na história e cultura cafeeira, do plantio às opções na gastronomia.

A iniciativa, resultado da parceria entre a Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) e a Prefeitura de Barra do Choça, foi lançada por uma comitiva que reuniu autoridades, produtores e representantes do trade turístico. A parceria incluiu a abertura de um posto do Serviço de Atendimento ao Turista (SAT) na cidade.

A comitiva esteve nas fazendas Estância da Barra, Ouro Verde e Vidigal e na sede da Cooperativa Mista dos Cafeicultores (Cooperbac), onde conferiu o processo da produção de cafés de qualidade. Haroldo Simões, gerente de Produtos da CVC Corp, a maior operadora de viagens da América Latina, integrou o grupo e destacou o potencial do novo roteiro. 

“A Bahia é um destino muito rico, que vai muito além do sol e mar. A Rota dos Cafés é um produto que oferece uma experiência diferenciada, com potencial para atrair um público de maior valor agregado, que busca vivências mais exclusivas, em grupos menores ou viagens personalizadas. Trata-se de uma iniciativa com grande capacidade de impulsionar o turismo nessa região”.

Fonte: Secom/Bahia

Governo sugere renegociação de até R$ 81,6 bilhões em dívidas rurais

O governo apresentou na quinta-feira (23), ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) uma proposta de renegociação de dívidas do crédito rural, que deve ser incorporada ao relatório sobre securitização das dívidas em tramitação na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

O tema já havia sido discutido na semana passada e deve avançar ao longo da próxima semana, com previsão de uma reunião na terça-feira (28) entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, calheiros, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e equipes técnicas.

A proposta apresentada prevê a prorrogação de operações de crédito rural até 30 de abril de 2026, incluindo contratos firmados até 31 de dezembro de 2025. Também entrariam no escopo operações que ficaram inadimplentes entre 1º de julho de 2024 e 30 de abril de 2026.

O modelo não permitiria acúmulo com renegociações recentes, especialmente aquelas feitas com recursos do Fundo Social ou sob supervisão da Fazenda. A primeira, com recursos controlados, atende produtores do Pronaf e do Pronamp, além de médios e grandes, com taxas de 6% ao ano para o Pronaf, 8% para o Pronamp e 12% para os demais, e prazo de até seis anos.

Fonte: CNN