Farm News  13/7 a 19/7

Farm News 13/7 a 19/7

20 de julho de 2026 0 Por admin

VPB da produção agropecuária é estimado em R$ 1,4 milhão

O levantamento mensal do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) aponta que, em junho, o indicador foi estimado em R$ 1,4 trilhão. Do total, R$ 893,1 bilhões correspondem ao faturamento da lavoura, segmento responsável por 64% do VBP.

A pecuária representa R$ 511,1 bilhões, equivalente a 36% do valor estimado. O VBP mede o faturamento da produção agropecuária dentro dos estabelecimentos rurais. Entre os produtos e atividades com maior participação no indicador, a soja apresenta valor estimado de R$ 335,8 bilhões.

Na sequência, estão bovinos (R$ 249,5 bilhões), milho (R$ 155,3 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 108,7 bilhões) e frangos (R$ 107,3 bilhões). Em conjunto, esses itens correspondem a 68,3% do VBP nacional. A soja representa 23,9% do valor total estimado, enquanto a bovinocultura responde por aproximadamente 17,5% do indicador.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15,2% do total. Em seguida aparecem Minas Gerais, com R$ 167,8 bilhões (12%), e São Paulo, com R$ 158,4 bilhões (11,3%).

O VBP é calculado mensalmente com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

Fonte: Mapa

Agricultura de precisão pode somar R$ 11 bilhões ao PIB do agronegócio

A adoção mais ampla de tecnologias de agricultura de precisão nos campos brasileiros poderá acrescentar mais de R$ 11 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio e gerar mais de 400 mil empregos.

Os dados fazem parte de estudos apresentados pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, em Porto Alegre, durante o encerramento do 11º Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP) e a 17ª International Conference on Precision Agriculture (ICPA).

A dirigente da estatal avaliou que a inteligência artificial, aliada à conectividade e ao uso estratégico de dados, será decisiva para transformar a agricultura brasileira em uma atividade cada vez mais preditiva, sustentável e inclusiva. Além disso, destacou que a expansão da agricultura de precisão representa uma oportunidade econômica para o país. 

Ao abordar a evolução da agricultura brasileira, a presidente da Embrapa destacou que o setor vive uma nova fase de transformação. “Se, há cinco décadas, o principal desafio era garantir a segurança alimentar, hoje o foco está na construção de uma agricultura capaz de antecipar cenários, especialmente diante dos impactos das mudanças climáticas”, destacou. 

Para Silvia, eventos extremos, como as enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024, evidenciam a importância de modelos preditivos baseados em inteligência artificial e análise de grandes volumes de dados. 

Fonte: Brasil Agro

Agricultura de precisão pode elevar produtividade e reduzir custos, aponta estudo

A Topcon Agriculture lançou o relatório “Das barreiras ao progresso: acelerando a adoção de tecnologia pelos agricultores brasileiros”, que analisa os desafios e as oportunidades para ampliar o uso da agricultura de precisão no Brasil.

O estudo reúne contribuições de pesquisadores, produtores rurais e especialistas do setor para mostrar como a tecnologia pode aumentar a produtividade, reduzir custos e tornar a produção agrícola mais sustentável.

O relatório destaca que o Brasil ocupa posição estratégica na segurança alimentar global, sendo um dos maiores produtores e exportadores de commodities agrícolas. Segundo Bruno Lucio, diretor da Topcon Agriculture para a América Latina, ampliar a adoção de tecnologias é fundamental para garantir eficiência e competitividade no campo.

Embora soluções como piloto automático e sistemas de orientação tenham sido inicialmente voltadas para grandes propriedades, os avanços tecnológicos ampliaram o acesso a produtores de diferentes portes. Ferramentas como aplicação em taxa variável podem reduzir o consumo de combustível, fertilizantes e horas de trabalho.

O estudo aponta que a adoção dessas tecnologias ainda enfrenta barreiras econômicas, estruturais e políticas. Também defende maior integração entre empresas, governos e instituições de pesquisa para ampliar o financiamento, melhorar a conectividade no meio rural e fortalecer programas de capacitação. O relatório conta ainda com contribuições de especialistas da Embrapa e de produtores rurais.

Fonte: Topcom

Renegociação rural pode alcançar R$ 100 bilhões

A renegociação de dívidas rurais ganhou um novo instrumento com a publicação de uma medida provisória voltada a produtores afetados por conflitos internacionais e eventos climáticos.

A iniciativa prevê alcançar até R$ 100 bilhões em débitos e busca ampliar as condições de recuperação financeira no campo, embora o próprio governo reconheça que nem todos os agricultores serão contemplados.

A medida foi publicada pelo governo federal em edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira, dia 15. A definição ocorreu após reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Segundo Durigan, a proposta foi estruturada para atender o maior número possível de produtores rurais dentro da capacidade financeira disponível. O ministro afirmou que a renegociação representa a resposta possível para as necessidades da agropecuária brasileira em 2026, mas ressaltou que o alcance não será suficiente para cobrir 100% dos agricultores endividados.

Além da renegociação, o texto prevê a criação de um fundo garantidor destinado ao agronegócio. O mecanismo poderá contar com até R$ 2 bilhões em recursos, com o objetivo de dar suporte às operações previstas pela medida. A proposta reúne, assim, renegociação de débitos e garantia financeira em uma mesma iniciativa.

Fonte: Agrolink

Impactos do tarifaço no Brasil sobre o mercado de fertilizantes

Com a confirmação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o agronegócio acompanha os possíveis reflexos da medida em diferentes cadeias produtivas.

Embora a decisão atinja as exportações brasileiras, o impacto direto sobre o mercado de fertilizantes tende a ser limitado, já que a maior parte dos produtos da cadeia permanece na lista de exceções divulgada pelo governo norte-americano, incluindo fertilizantes nitrogenados, fosfatados, potássicos e insumos estratégicos.

Como o Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes que consome e exporta um volume reduzido desses produtos aos Estados Unidos, especialistas avaliam que os efeitos comerciais imediatos devem ser restritos. Ainda assim, o setor permanece atento a possíveis mudanças na lista de exceções e aos desdobramentos das negociações entre os dois países.

O principal risco para o mercado é indireto. Um agravamento das tensões comerciais pode pressionar o câmbio, elevando o custo das importações e encarecendo os fertilizantes no mercado interno. Isso pode comprometer a relação de troca do produtor rural e aumentar os custos de produção da próxima safra.

Além do tarifaço, fatores internacionais continuam exercendo maior influência sobre os preços dos fertilizantes, como a política de exportação de ureia da China, a oferta global de potássio, os preços do gás natural e as tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Fonte: Globalfert

RS Safra 2025/26: semeadura do trigo chega a 93%

A semeadura do trigo no Rio Grande do Sul alcançou 93% da área prevista para a safra 2026 e já está praticamente concluída na região Noroeste. O avanço é mais lento no Sudeste e nas áreas de maior altitude, onde o zoneamento agrícola permite o plantio até o fim de julho. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado nesta quinta-feira (16/7).

As lavouras de trigo encontram-se predominantemente em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento. Segundo a Emater, as baixas temperaturas favoreceram essa fase da cultura e o aumento da incidência de radiação solar contribuiu para melhorar o desenvolvimento e o aspecto das plantas. Para a safra 2026, a estimativa é de cultivo em 814.220 hectares, com produtividade média de 2.701 quilos por hectare.

Na canola, as lavouras apresentam desenvolvimento considerado satisfatório. A maior parte permanece em fase vegetativa, enquanto 6% das áreas já estão em florescimento e pequenas parcelas iniciam o enchimento de grãos.

Embora as geadas recentes possam ter provocado danos, os efeitos ainda dependerão da evolução das plantas. A sanidade das lavouras é considerada adequada e os produtores intensificaram a adubação em cobertura. A área estimada para a cultura é de 353.397 hectares, com produtividade média prevista de 1.619 kg/ha.

Fonte: Revista Cultivar

Taxação de máquinas agrícolas pode provocar ‘efeito bumerangue’

A taxação de 25% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, confirmada pelo governo de Donald Trump, na quarta-feira (15) inclui o setor de máquinas agrícolas.

As exportações brasileiras do setor para os americanos, porém, é pequena e não deve comprometer o setor. No entanto, caso o Brasil aplique a Lei da Reciprocidade, conforme o governo afirmou que fará, o tarifaço pode provocar um “efeito bumerangue” no setor de máquinas. As tarifas entram em vigor no dia 22.

O Brasil possui um déficit comercial no segmento de máquinas com os Estados Unidos. No ano passado, o país importou R$ 383 milhões em equipamentos norte-americanos, enquanto exportou R$ 113 milhões para aquele mercado.

“A balança comercial de máquinas agrícolas com os Estados Unidos é favorável a eles”, afirmou Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq. Ele acredita que o impacto será limitado.

No entanto, apesar da avaliação de impacto limitado, a indústria nacional manifesta preocupação com o ambiente de incertezas. Estevão ressalta que a medida é negativa, já que fecha um potencial mercado. “Se alguém pensa em aumentar exportação de máquinas para lá, não conseguirá”, lamentou o representante da Abimaq.

Fonte: Band