Farm News  29/6 a 5/7

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6 de julho de 2026 0 Por admin

Plano Safra 26/27 destina R$ 525 bilhões para fortalecer a agricultura empresarial

O Governo do Brasil lançou dia 30 de junho o Plano Safra 2026/2027, com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial. Com acréscimo de R$ 9 bilhões em relação à safra anterior, a iniciativa oferece linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores, com o objetivo de fortalecer a produção agropecuária brasileira. 

Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, garantindo recursos para despesas essenciais da produção agropecuária, como a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção.

Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos, apoiando a modernização produtiva, a ampliação da capacidade de armazenagem, a irrigação, a inovação tecnológica, a renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.

Um dos principais avanços do Plano Safra 26/27 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial. A queda da taxa Selic abre uma importante janela para a redução do custo financeiro do produtor e para a ampliação da capacidade de contratação do crédito rural.

Com juros menores, o produtor ganha mais previsibilidade para planejar a safra, realizar investimentos na propriedade e organizar sua atividade produtiva.

Fonte: Mapa

Cooperativas agrícolas dobram participação no PIB do agronegócio

As cooperativas agrícolas brasileiras  emergem como uma das principais vencedoras do ciclo recente de aperto financeiro de algumas partes do agronegócio. Levantamento da L.E.K. Consulting mostra que a participação dessas organizações no PIB do setor passou de 8,1% em 2019 para 15,4% em 2024, crescimento de cerca de 90% no período.  

O avanço ocorreu em um ambiente marcado pela reversão dos preços das commodities, aumento da inadimplência rural e dificuldades financeiras enfrentadas por parte das revendas de insumos. 

Segundo Eric Emiliano, sócio da L.E.K. Consulting responsável pelos setores de agronegócio e alimentos, o movimento reflete uma transformação mais ampla no sistema de financiamento do campo.

“O Plano Safra vem perdendo representatividade ao longo dos anos, principalmente entre os grandes produtores. Durante muito tempo a cadeia financiou o agro por meio de barter e crédito comercial. Nos últimos anos, esse modelo sofreu um choque importante com o aumento da inadimplência”, afirma.

A diferença de desempenho entre cooperativas e revendas ficou mais evidente após a queda dos preços da soja e do milho. Enquanto empresas como AgroGalaxy, Lavoro e Belagrícola entraram em processos de recuperação judicial ou extrajudicial, cooperativas preservaram crescimento e ampliaram participação de mercado.

Fonte: CNN Brasil

Aporte de R$ 51 milhões fortalece pesquisa em genômica aplicada ao agronegócio paranaense

Com investimentos superiores a R$ 51 milhões, a Fundação Araucária lançou nesta quinta-feira (02) os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) Agrogenômica Feijão, Agrogenômica Soja e Microbioma de Solos, além da Rede Multiusuária de Equipamentos em Agrogenômica.

A iniciativa conta com a parceria da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e reúne universidades, centros de pesquisa e parceiros do setor produtivo em uma ampla rede de colaboração científica voltada ao desenvolvimento de soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio paranaense.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou a importância dos NAPIs como instrumentos de articulação entre ciência e desenvolvimento.

“A iniciativa fortalece a integração entre universidades, institutos de pesquisa, governo e setor produtivo, criando condições para que o Paraná continue avançando na geração de soluções inovadoras com impacto direto na economia e na sociedade”, disse.

Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de novas tecnologias, geração de conhecimento científico e formação de recursos humanos altamente qualificados para atender as demandas do setor agropecuário. 

“A iniciativa integra diferentes competências científicas e institucionais para acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras capazes de responder aos desafios da agricultura paranaense e ampliar a competitividade do setor”, afirmou o esponsável pela articulação dos NAPIs Agrogenômica, o top manager da Fundação Araucária, Evaldo Ferreira Vilela.

Governo quer cortar dependência de fertilizantes para 34,9% até 2050

O governo federal quer reduzir a dependência externa do Brasil em fertilizantes de fósforo e potássio, de 87,3% para 34,9% até 2050. Os números fazem parte do Plano Nacional de Mineração 2050. 

O PNM 2050 traça metas para os próximos 25 anos e coloca a produção mineral voltada a fertilizantes como uma das frentes de segurança estratégica do país, tratando a redução da dependência externa como parte de uma agenda de segurança alimentar.

A avaliação do governo é que, sem ampliar a produção nacional de insumos minerais usados em fertilizantes, o Brasil seguirá vulnerável em uma cadeia essencial para sustentar a produção de grãos, carnes e alimentos. A estratégia combina expansão da produção mineral, pesquisa geológica, desenvolvimento de projetos, infraestrutura e maior previsibilidade regulatória. 

Entre as metas do plano está elevar os investimentos em pesquisa mineral de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões por ano, etapa considerada central para identificar novas reservas, ampliar o conhecimento geológico e viabilizar projetos de fosfato, potássio e outros minerais da cadeia de fertilizantes. 

O governo também quer reduzir o tempo médio de análise de processos minerários de 1.563 dias para 780 dias. Outra frente é fortalecer a agregação de valor no setor mineral, ampliando a participação da transformação mineral no PIB do setor de 51,5% para 65% até 2050.

Fonte: Globalfert

El Niño deve elevar desafios da safra 2026/27

O Itaú BBA divulgou nesta semana a 7ª edição do Visão Agro, relatório anual elaborado pela Consultoria Agro do banco que reúne as perspectivas para o agronegócio brasileiro no ciclo 2026/27.

O estudo indica que a nova safra será marcada por um ambiente mais desafiador para os produtores, diante da combinação de riscos climáticos, custos elevados de produção, preços pressionados das commodities e incertezas no cenário internacional.

De acordo com o relatório, após quatro anos de margens comprimidas e oferta abundante de produtos agrícolas, o setor inicia um novo ciclo sob a influência de um forte fenômeno El Niño, que pode afetar a produtividade de forma diferente entre as regiões do país.

O estudo também destaca que o ambiente geopolítico continua sendo um fator de preocupação, especialmente pela dependência brasileira de fertilizantes importados.

A volatilidade dos nitrogenados e os preços elevados dos fosfatados, aliados à fragilidade financeira de parte dos produtores, devem reduzir os investimentos em tecnologia na próxima safra, tornando o uso eficiente dos insumos e a qualidade da assistência agronômica fatores decisivos para a rentabilidade.

Segundo o Visão Agro, as commodities agrícolas iniciam o ciclo 2026/27 com preços pressionados. Uma recuperação mais consistente dependerá de ajustes na oferta global. Caso as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento das safras, a expectativa é de manutenção desse cenário de preços mais baixos.

Fonte: Revista Cultivar

Preços do milho permanecem estáveis no mercado

Os preços do milho permaneceram estáveis no mercado brasileiro durante a última semana, enquanto a colheita da segunda safra continua avançando nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), em análise referente ao período de 26 de junho a 2 de julho.

Segundo a Ceema, as principais praças do Rio Grande do Sul mantiveram negociações em torno de R$ 58,00 por saca. Nas demais regiões produtoras, as cotações variaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00 por saca.

O levantamento destaca que, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da segunda safra de milho alcançava 18,8% da área cultivada até o dia 26 de junho. No Centro-Sul do país, a AgRural estimava avanço de 22% até 25 de junho.

O Mato Grosso, maior produtor nacional do cereal, liderava o ritmo dos trabalhos, com 32,4% da área colhida, de acordo com informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Ainda segundo a Conab, além do Mato Grosso, os estados com maior avanço na colheita eram Tocantins, com 28% da área colhida, Maranhão, com 20%, e Piauí, com 18%. Minas Gerais registrava 7% dos trabalhos concluídos, enquanto Goiás e Paraná alcançavam 3%. Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, a colheita chegava a 2% da área.

Fonte: Agrolink

Receita das exportações da agropecuária sobe 9,2% no primeiro semestre

No ano, as exportações totalizam US$ 184,8 bilhões e as importações, US$ 142,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 327,2 bilhões. Esses, e outros dados, foram apresentados nesta sexta-feira (3), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparados o mês de junho / 2026 (US$ 36,28 bilhões) com junho / 2025 (US$ 29,04 bilhões), houve crescimento de 24,9%. Em relação às importações houve crescimento de 14,4% na comparação entre o mês de junho / 2026 (US$ 26,52 bilhões) com o mês de junho / 2025 (US$ 23,18 bilhões).

Assim, no mês de junho/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 62,8 bilhões e o saldo foi de US$ 9,76 bilhões. Comparando-se este período com o de junho/2025, houve crescimento de 20,3% na corrente de comércio.

Nas exportações, comparado o valor de janeiro/junho – 2026 (US$ 184,77 bilhões) com o de janeiro/junho – 2025 (US$ 165,72 bilhões) houve crescimento de 11,5%. Em relação às importações, houve crescimento de 5,1% entre o valor do período de janeiro/junho – 2026 (US$ 142,42 bilhões) com janeiro/junho – 2025 (US$ 135,53 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 327,19 bilhões e apresentou crescimento de 8,6% na comparação entre estes períodos.

Fonte: Dataagro