Farm News 1/6 a 7/6
Exportações do agro representam 50,2% do total exportado pelo Brasil em maio
No mês de maio de 2026, as exportações do agronegócio somaram US$ 16 bilhões, representando 50,2% do total exportado pelo Brasil. O valor representa um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o setor havia registrado US$ 14,8 bilhões, no entanto apresentou uma queda de 3,7% na comparação com o mês de abril.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM), que realizou o levantamento, avalia a medida e celebra o avanço da descentralização da riqueza. Isso porque, em maio, 1.496 Municípios brasileiros registraram exportações do agro, uma expansão de 2,3% em relação aos 1.463 Municípios no mesmo período do ano anterior, gerando emprego e renda diretamente nas economias locais. Dentre os principais Municípios destaca-se Rio Verde (GO) com US$ 300,8 milhões resultado da exportação de soja em grãos.
Por outro lado, o levantamento da CNM constatou que as importações de produtos agropecuários alcançaram US$ 1,61 bilhão, apresentando uma queda de 3,6% frente ao mesmo mês do ano anterior. O trigo liderou a pauta de importações do setor com US$ 134,2 milhões.
No acumulado do ano, as exportações do agro totalizaram US$ 70,55 bilhões, registrando uma alta de 4,6% sobre o mesmo período de 2025. Como as importações acumuladas somaram US$ 8,25 bilhões (-3,4%), o saldo da balança comercial do agronegócio acumulado no ano atingiu US$ 62,3 bilhões. No acumulado do ano, o agro respondeu por 47,5% de todas as vendas externas brasileiras.
Fonte: CNM
Anuário Agrologístico destaca papel estratégico da logística para competitividade do agro
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) lançou o Anuário Agrologístico 2026 – Volume 3, publicação técnica que evidencia como a infraestrutura de transporte, armazenagem e portos tornou-se fator decisivo para a competitividade do setor agropecuário nacional.
O documento mostra que a logística deixou de ser mero componente operacional para influenciar diretamente custos, rentabilidade do produtor e inserção do Brasil no mercado internacional.
Com base em dados oficiais da Comex Stat, ANTT e Antaq, o anuário analisa fluxos de soja, milho, farelo e fertilizantes, além da evolução da matriz de transportes e da participação crescente do Arco Norte. Também aborda desafios como dependência de fertilizantes importados e gargalos na armazenagem.
A publicação atende desde produtores rurais – auxiliando no planejamento de vendas e escolha de rotas – até operadores logísticos, acadêmicos e gestores públicos. Segundo a Conab, o monitoramento sistemático desses indicadores é essencial para antecipar desafios e consolidar o Brasil como um dos maiores protagonistas do abastecimento mundial de alimentos.
Fonte: Conab
China reconhece o Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação
A República Popular da China reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão, confirmada dia 2/6, representa um importante avanço para o fortalecimento das relações sanitárias e comerciais entre os dois países.
O reconhecimento é resultado das tratativas conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante a missão oficial do ministro André de Paula à China, realizada em maio deste ano. Em reuniões com autoridades chinesas das áreas de Agricultura e Comércio, foram apresentados os avanços do sistema brasileiro de defesa agropecuária e reforçado o pleito pelo reconhecimento do status sanitário nacional.
A decisão ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, consolidando décadas de trabalho dos serviços veterinários oficiais, dos produtores rurais e dos governos estaduais em prol do fortalecimento da sanidade animal.
Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em 2025. O reconhecimento do status sanitário brasileiro reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e contribui para o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países.
A conquista é resultado do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Fonte: Mapa
Safra recorde brasileira amplia pressão sobre preços do café
Análise da Hedgepoint Global Markets mostra que o mercado global de café segue influenciado por um ambiente macroeconômico desafiador, marcado por pressões inflacionárias persistentes, juros elevados e incertezas geopolíticas, enquanto fundamentos específicos da commodity continuam direcionando a dinâmica dos preços.
Apesar da perspectiva de uma safra recorde no Brasil em 2026/27, fatores como disponibilidade restrita em outras origens, menor comercialização doméstica e riscos climáticos seguem limitando movimentos mais intensos de queda.
Embora discussões recentes sobre um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã tenham contribuído para a maior estabilidade dos preços do petróleo, a crise energética continua pressionando economias globais. Ao mesmo tempo, a inflação nos Estados Unidos segue avançando, com IPC e PCE registrando alta em abril, incluindo os indicadores-base.
Nesse cenário, apesar da manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve, persistem dúvidas sobre os próximos passos da política monetária americana, reforçando um ambiente de custos financeiros elevados, fator que também impacta diretamente o mercado de café.
No Brasil, a valorização do Real em 2026 tornou-se um ponto adicional de atenção para o setor cafeeiro. A moeda brasileira opera em patamares mais fortes, reduzindo o retorno recebido pelos produtores nas exportações. Embora mudanças na política monetária dos Estados Unidos possam reduzir o diferencial de juros, a moeda brasileira continua beneficiada pelo carry trade e pelo fluxo de investimentos estrangeiros.
Fonte: Revista Cultivar
Safra de milho segue sem risco de geadas no Paraná
As lavouras da segunda safra de milho 2025/26 no Paraná mantiveram estabilidade nas condições de desenvolvimento ao longo da última semana. A informação consta no Boletim Conjuntural divulgado dia 3/6 pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Segundo o levantamento, dos 2,9 milhões de hectares cultivados nesta safra, 79% das áreas apresentam boas condições, enquanto 14% estão em situação considerada mediana e 7% registram condição ruim.
De acordo com o Departamento de Economia Rural, a expectativa dos produtores continua sendo de uma safra com bom desempenho produtivo. No entanto, o órgão ressalta que a sequência de dias mais nublados e a ocorrência de temperaturas mais baixas podem influenciar o potencial produtivo médio das lavouras paranaenses.
O boletim destaca que o principal fator de preocupação para a cultura neste momento seria a ocorrência de geadas. Entretanto, conforme a previsão estendida divulgada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, não há indicativos desse fenômeno para os próximos 14 dias, reduzindo os riscos para a produção.
Ainda segundo o relatório do Departamento de Economia Rural, cerca de 17% das lavouras já se encontram em fase de maturação, estágio em que a possibilidade de danos por condições climáticas adversas é considerada baixa.
Fonte: Agrolink
Aos 20 anos, Bahia Farm Show reflete a força e os desafios do agro no Brasil
A Bahia Farm Show caminha para celebrar sua 20ª edição entre os dias 8 e 13 de junho em Luís Eduardo Magalhães, cidade do Oeste da Bahia que se consolidou como símbolo do progresso a partir da expansão agrícola baseada na produção em larga escala de soja, milho e algodão.
O lema, “Somos um só”, reflete a força coletiva e os desafios de um setor que lidera a economia regional, estimada em R$ 40 bilhões, e responde por 14% do PIB (Produto Interno Bruto) da Bahia.
De acordo com dados da Aiba (Associação de Produtores e Irrigantes da Bahia), o Oeste produz entre 9 e 10 milhões de toneladas de grãos por ano, concentrando 89% da produção do estado, além de 96% da produção estadual de algodão, com 843 mil toneladas de algodão em pluma.
Além de Luís Eduardo Magalhães, destacam-se também Barreiras, São Desidério e Formosa do Rio Preto, consolidando uma região agrícola de 171 mil quilômetros quadrados e população próxima de 1 milhão de habitantes.
Muitos desses moradores do Oeste são migrantes do Sul do País que nas décadas de 1970 e 1980 foram para o Cerrado em busca de oportunidades e construíram a vida com base no trabalho ligado ao agronegócio.
Fonte: A Tarde
Financiamento rural exige alta burocracia e tempo de espera superior
O acesso ao financiamento para o setor do agronegócio apresenta dinâmicas operacionais substancialmente distintas das modalidades de crédito vigentes nas áreas urbanas. Marcos, um produtor especializado no cultivo de plantas ornamentais estabelecido na zona sul do município de São Paulo, ilustra essa realidade ao formalizar a compra de um trator novo pelo valor de R$ 220.000.
O contrato de financiamento agrícola do maquinário estipula um prazo total de seis anos para a amortização do saldo devedor, com a aplicação de taxas de juros indexadas em até 8% ao ano.
Apesar de as taxas de juros subsidiadas para o campo se mostrarem atrativas em termos percentuais, as instituições financeiras impõem um denso conjunto de exigências contratuais para a liberação dos recursos.
Para efetivar a contratação da linha de crédito agrícola, o produtor rural precisa submeter à análise bancária uma vasta documentação, que inclui a matrícula atualizada do imóvel rural, a inscrição regular do CNPJ rural e a apresentação de notas fiscais de insumos e equipamentos.
Adicionalmente, as regras do sistema de garantias exigem que a própria propriedade de terra seja alienada como garantia real para lastrear a operação de crédito.
Fonte: Band
