Farm News  4/5 a 10/5

Farm News 4/5 a 10/5

11 de maio de 2026 0 Por admin

Evolução do agronegócio faz Centro-Oeste superar Sul/Sudeste em renda média em 2025

O Brasil registrou um forte aquecimento na geração de renda, ancorado pela resiliência do mercado de trabalho e pelos impactos das mudanças demográficas. Em 2025, o rendimento médio mensal real de todas as fontes, descontada a inflação, atingiu o pico histórico de R$ 3.367, representando um crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. 

Além disso, pela primeira vez na série histórica da pesquisa (iniciada em 2012), a parcela da população com algum tipo de rendimento alcançou 67,2%, o que representa 143 milhões de pessoas.

O mercado de trabalho protagonizou este avanço, que também teve o seu percentual máximo de abrangência: 47,8% da população possui rendimento atrelado à atividade profissional, sem considerar aposentadoria, benefícios ou outras fontes de rendimento.

A força dessa dinâmica se refletiu no rendimento médio recebido de todos os trabalhos, estimado no valor inédito de R$ 3.560. De acordo com a análise de Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do FGV/Ibre, o mercado de trabalho teve um “desempenho extraordinário” nos últimos anos, consolidando-se como o principal motor para explicar o aumento da renda domiciliar no país.

Fonte: Infomoney

Em 2025, agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País

O agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de trabalhadores em 2025, se configurando como um novo recorde, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Esse contingente representa 26,3% do mercado de trabalho nacional, participação superior à observada em 2024 (26,1%). Entre 2024 e 2025, o número de pessoas atuando no agronegócio avançou 2,2% (equivalente a pouco mais de 600 mil pessoas). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas).

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores.

De modo geral, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor.

Fonte: Compre Rural

Algodão brasileiro registra novo recorde de exportações em abril

As exportações brasileiras de algodão somaram 370,4 mil toneladas em abril. Este é o maior volume já registrado para o mês, segundo dados divulgados nesta semana pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). O resultado representa um crescimento de 54,9% em volume na comparação com abril de 2025, enquanto a receita avançou 43,7%, alcançando US$ 560,6 milhões.

O algodão respondeu por 1,64% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 12ª posição no ranking geral de embarques do país e a terceira colocação entre os produtos do setor agropecuário, com participação de 6,07%. O desempenho sugere uma tendência retomada em março, com o Brasil exportando volumes elevados mesmo fora do período historicamente considerado mais forte para os embarques da fibra.

“Os números mostram que o algodão brasileiro ganhou consistência comercial ao longo do ano inteiro. Estamos exportando em ritmo forte mesmo em meses que antes eram vistos como mais lentos para o setor. Isso é resultado da competitividade, confiança dos compradores e da consolidação do Brasil como fornecedor regular para a indústria global”, afirma o presidente da Anea, Dawid Wajs.

Fonte: Revista Cultivar

Alta do diesel gera prejuízo de R$ 7,2 bilhões ao agronegócio

A alta nos preços do diesel desde o início do conflito no Oriente Médio já gerou um impacto de R$ 7,2 bilhões para o agronegócio brasileiro, segundo levantamento da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul).

De acordo com o estudo, que compila dados desde 27 de fevereiro – quando o litro do diesel custava R$ 6,13 – até 10 de abril – quando o preço do litro era de R$ 7,55 –, a cada aumento de  R$ 0,25 no litro do combustível o impacto gerado nos custos do setor é de R$ 1,3 bilhão.

Desde o início do conflito, a alta acumulada no litro do diesel é de 23%, impactando principalmente o setor de cana-de-açúcar. Neste período, o custo de produção dessa cultura aumentou R$ 355/hectare.

O salto nos preços do diesel também aumentou os custos de produção de arroz (R$203,85/ha), algodão (R$80,95/ha), milho 1a safra (R$ 75,75/ha) e 2a safra (R$40,33/ha), Trigo (R$47,94/ha) e soja (R$ 42,74/ha).

Em números totais, essas altas representam um salto significativo no custo total das operações mecânicas no agronegócio. Os setores mais prejudicados foram o de cana-de-açúcar (R$ 3,39 bilhões) e soja (R$ 2,06 bilhões).

Fonte: CNN Brasil

Crédito rural e Prodes: falsos-positivos preocupam produtores e acendem alerta no agronegócio

Desde 1º de abril, produtores rurais brasileiros passaram a enfrentar novas exigências para obtenção de crédito rural no âmbito do Plano Safra. As instituições financeiras agora são obrigadas a consultar dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos, medida que ampliou o controle ambiental sobre as propriedades rurais.

Embora a iniciativa tenha como objetivo fortalecer a sustentabilidade e combater o desmatamento ilegal, produtores e entidades do setor agropecuário alertam para problemas relacionados aos chamados “falsos-positivos” do sistema, que podem bloquear automaticamente o acesso ao crédito mesmo em áreas sem irregularidades ambientais.

Os falsos-positivos ocorrem quando o sistema identifica alterações na vegetação e interpreta a movimentação como possível desmatamento irregular, ainda que a atividade seja legal e faça parte do manejo produtivo da propriedade.

Entre as situações que podem gerar notificações indevidas estão:

  • limpeza de pastagens;
  • troca de culturas agrícolas;
  • manejo florestal autorizado;
  • colheita de eucalipto;
  • recuperação de áreas produtivas.

Na prática, o sistema de monitoramento via satélite não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade agrícola regular de uma supressão ilegal de vegetação nativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Câmara aprova inclusão dos fertilizantes na política de minerais estratégicos

A Câmara dos Deputados aprovou a inclusão dos fertilizantes na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), medida que amplia o acesso do setor a incentivos fiscais, crédito subsidiado e instrumentos especiais de financiamento. A proposta incorpora o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) à nova política e busca estimular investimentos na produção nacional de nitrogenados, fosfatados e potássicos.

O avanço ocorre em um momento de elevada dependência externa do Brasil, que atualmente importa cerca de 80% dos fertilizantes consumidos, incluindo aproximadamente 89% dos nitrogenados e quase 98% do potássio. Ao mesmo tempo, a volatilidade internacional voltou a pressionar o setor, especialmente após as tensões no Oriente Médio elevarem os preços da ureia, amônia e gás natural.

Na prática, a medida abre caminho para que projetos ligados à cadeia de fertilizantes tenham acesso a mecanismos como debêntures incentivadas, crédito fiscal e linhas especiais de financiamento, além de fortalecer o enquadramento do setor como estratégico para a segurança alimentar e econômica do país.

O texto também estabelece critérios para habilitação dos projetos, incluindo investimentos industriais, uso mínimo de bens e serviços nacionais e direcionamento de parte da produção ao mercado interno. A expectativa é ampliar a capacidade produtiva doméstica e reduzir a exposição do agronegócio brasileiro às oscilações do mercado internacional.

Fonte: Globalfert

Biocombustíveis podem injetar R$ 400 bilhões no PIB brasileiro até 2030

O setor de biocombustíveis apresenta um potencial de injetar R$ 400 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até o ano de 2030. Um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) projeta que a produção nacional, somando etanol e biodiesel, alcance a marca de 64 bilhões de litros no período. A expansão do segmento é vista como um motor econômico estratégico, com capacidade de gerar retorno financeiro imediato e criar postos de trabalho em larga escala.

De acordo com os dados da FGV, cada real investido na cadeia de biocombustíveis tem o potencial de gerar R$ 62 em retorno para a economia brasileira. Além do impacto financeiro direto, a estimativa aponta para a criação de mais de 225 mil novos empregos.

No campo ambiental, o avanço dessa matriz energética contribui para a preservação ambiental, com a possibilidade de evitar o desmatamento de até 480 mil hectares de terra.

Paralelamente às projeções de crescimento do setor de combustíveis renováveis, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) formaliza mudanças em sua estrutura diretiva. O agrônomo Silvio Porto assume a presidência da estatal nesta quarta-feira, em cerimônia realizada em Brasília. Ele chega para substituir Edegar Pretto, que estava à frente da companhia desde o início de 2023.
Fonte: Band