Farm News  30/3 a 5/4

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6 de abril de 2026 0 Por admin

Março termina com volume recorde de exportação de soja e milho

As exportações de produtos agrícolas em março bateram recordes. Pelos dados estimados pela Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), saíram do país 17,1 milhões de toneladas de grãos, incluídas as vendas externas de soja, milho e trigo. Os dados foram coletados com base no calendário de saída de navios.

As exportações de soja estão estimadas em 15,9 milhões de toneladas, superando o recorde de 15,7 milhões de março do ano passado. É o maior volume para este mês em todos os anos. O farelo de soja também esteve em patamar recorde para os meses de março, segundo a Anec. Saíram do país 2,24 milhões de toneladas no mês passado, 50 mil a mais do que no mesmo período do ano anterior.

O volume das exportações de soja do primeiro trimestre atingiu 27,2 milhões de toneladas, acima dos 26,6 milhões de janeiro a março de 2025, nos números da Anec. Esse avanço mostra que as expectativas de mais um ano com exportações recordes devem se confirmar.

A estimativa é de uma venda externa de 111,5 milhões de toneladas de soja neste ano e de 24,6 milhões de toneladas de farelo de soja, segundo a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). A exportação de milho, ao atingir 888 mil toneladas, superou até mesmo o volume de março de 2023, ano em que o país atingiu 56 milhões de toneladas exportadas.

Fonte: Folha de S.Paulo

Crescimento das exportações de soja é acompanhado pelo aumento de fretes

As exportações de soja cresceram no mês de fevereiro, contribuindo para o aumento no preço dos fretes. Além da colheita, o período chuvoso é outro fator que influencia na alta dos preços do serviço de transporte de grãos. A análise está na edição de março do Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O monitoramento dos corredores logísticos evidencia o Arco Norte e o porto de Santos (SP) como principais canais de exportação de soja e milho no início de 2026. Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja. Já pelo Porto de Santos foram exportados 33,5% da safra de milho e 36,8% da de soja.

Com a previsão de safra recorde divulgada pela Conab no último levantamento da safra de grãos, os próximos meses devem ser marcados pelo aumento dos fretes rodoviários. “No mercado externo, oscilações cambiais, incertezas geopolíticas e o valor do petróleo devem continuar influenciando o preço dos fretes.

Já no mercado interno, os produtores devem lidar com o avanço da colheita das culturas de primeira safra, o que também mantém a pressão de alta nas cotações para a remoção dos grãos”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

Fonte: Conab

Milho 2025/26 tem 91% das lavouras em boa condição

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 no Paraná alcançou 99% da área prevista de 2,86 milhões de hectares, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. De acordo com o relatório, “o pequeno volume de área restante deve ser finalizado ainda esta semana”.

No campo, as condições das lavouras permaneceram estáveis em relação à semana anterior. Conforme o boletim, “da área já plantada, 91% apresenta boa condição e potencial para atingir a produtividade média esperada”.

Ainda segundo o Deral, parte das áreas apresenta desempenho intermediário. O documento informa que “em condição mediana estão 8% das lavouras, área que pode ou não alcançar a produção projetada”.

Uma parcela menor das lavouras apresenta situação desfavorável. O boletim aponta que “apenas 1% da área encontra-se em situação ruim e deve resultar em produtividade abaixo do esperado, gerando potenciais perdas”.

O relatório também destaca que as condições climáticas registradas em março não favoreceram o desenvolvimento da cultura. Segundo o Deral, “o mês de março não foi favorável para a cultura, apresentando chuvas irregulares e ondas de calor que afetaram o pleno desenvolvimento das lavouras e podem refletir um resultado menor do que o inicialmente previsto”.

Fonte: Agrolink

Tensão geopolítica eleva custos e pressiona insumos agrícolas

O mercado internacional registra nova escalada de tensão geopolítica e impacto direto sobre energia e insumos agrícolas. Declarações recentes de Donald Trump elevaram o risco de conflito com o Irã. O petróleo reagiu com forte alta. O barril WTI supera US$ 110. O Brent alcança US$ 115. Esse movimento pressiona custos de fertilizantes e amplia risco de desabastecimento global.

O setor de fertilizantes enfrenta cenário crítico. Rússia e China sinalizam restrições ou suspensão de exportações. A ureia já acumula valorização próxima de 70%. Produtores precisam antecipar compras para garantir oferta na próxima safra. A disponibilidade de produto surge como principal risco no curto prazo.

No mercado agrícola, Chicago mostra leve sustentação. A soja opera entre 1150 e 1190 pontos. O contrato maio trabalha acima de 1170. O julho supera 1180. O mercado aguarda definições comerciais entre Estados Unidos e China. Um acordo pode destravar volumes próximos de 20 milhões de toneladas da safra antiga e até 25 milhões da nova safra.

O clima no hemisfério norte preocupa. O inverno segue ativo. Nevascas atingem Estados Unidos e leste europeu. O plantio de milho avança com atraso. O trigo de inverno apresenta falhas de germinação. O cenário indica suporte para preços agrícolas no médio prazo.

Fonte: Revista Cultivar

Conflitos no Oriente Médio e restrições da Rússia redesenham o mercado global de nitrogenados

O conflito entre Irã e Estados Unidos tem provocado impactos diretos no mercado global de fertilizantes, especialmente nos nitrogenados, ao restringir fluxos logísticos e elevar os custos energéticos.

O fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento de insumos, reduziu a disponibilidade global de ureia e contribuiu para uma mudança de patamar nos preços internacionais, com altas superiores a 50% em regiões como Oriente Médio, Norte da África e Báltico, além de elevações adicionais de até 30% no custo do frete marítimo associadas à interrupção dos embarques no Golfo.

Do lado da oferta, o cenário é de forte restrição. Países-chave da região enfrentam limitações produtivas, com destaque para paralisações no Catar após danos à infraestrutura de gás, restrições no Irã e aumento de custos na Arábia Saudita.

O Egito também permanece sob risco devido à menor disponibilidade de gás proveniente de Israel, enquanto outros mercados já registram redução na produção de ureia diante das limitações no fornecimento de gás. Esse conjunto de fatores reforça o aperto na oferta global em um momento de demanda sazonalmente elevada.

A pressão também se intensifica via custos de energia. Após interrupções na produção de GNL, os preços do gás natural na Europa subiram mais de 60%–70%, elevando diretamente os custos de produção de amônia e ureia.

Fonte: Globalfert

Avicultura do Paraná sofre com alta de até 20% nos custos com guerra

O avanço das tensões no Oriente Médio elevou o nível de alerta na avicultura do Paraná, principal polo produtor e exportador de carne de frango do Brasil. A escalada dos custos de produção, combinada à instabilidade global, já impacta diretamente a rentabilidade das agroindústrias e deve levar a reajustes de preços ao longo da cadeia, segundo avaliação do Sindicato das Indústrias Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).

A entidade avalia que os custos do setor subiram entre 15% e 20% nos últimos ciclos. A entidade avalia que o repasse desse aumento é inevitável para compensar perdas acumuladas e garantir a sustentabilidade da atividade.

O Paraná concentra cerca de 34% da produção nacional de frango e responde por até 41% das exportações brasileiras. A cadeia avícola estadual movimenta aproximadamente R$ 45 bilhões por ano e gera mais de 100 mil empregos diretos, além de até 1,5 milhão de postos indiretos.

“O ecossistema agroindustrial do Paraná é um dos maiores do mundo e posiciona o estado como peça-chave na segurança alimentar global”, afirma o presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer.

A pressão de custos é puxada principalmente pela alta dos insumos. Milho e farelo de soja, que representam até 70% do custo da ração, seguem como os principais vetores de aumento. Energia elétrica com reajustes acima da inflação, elevação do diesel, gargalos logísticos e encarecimento de embalagens ligadas ao petróleo também pesam sobre a indústria.

Fonte: CNN

Mapa lança diagnóstico para mapear inovação agropecuária em São Paulo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu início, nesta semana, ao Diagnóstico Estadual de Inovação Agropecuária no Estado de São Paulo. A iniciativa busca fortalecer os ecossistemas tecnológicos do setor em todo o país, mapeando os ativos e desafios regionais para subsidiar novas políticas públicas.

Atores do ambiente de inovação paulista já começaram a receber os formulários para a coleta de dados. O levantamento conta com o apoio do Conselho Estadual de Inovação Agropecuária, órgão que está em fase de estruturação e reúne diversas instituições parceiras.

O objetivo central do projeto é compreender a realidade de cada estado para criar estratégias integradas. Segundo Jane Malaguti, consultora de inovação do Mapa e coordenadora do diagnóstico em São Paulo, a meta é identificar gargalos que travam o desenvolvimento e oportunidades que podem impulsionar o agro de forma conectada.

O questionário foi desenhado para captar informações de diversos segmentos, desde a estrutura produtiva até instituições de pesquisa e ensino. Também estão no radar os mecanismos de fomento, políticas de governança e a atuação de AgTechs — startups focadas especificamente em soluções tecnológicas para o agronegócio.

Fonte: Band