Farm News  16/3 a 22/3

Farm News 16/3 a 22/3

23 de março de 2026 0 Por admin

VBP da agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026

O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção.

Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%).

Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%).

Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%).

Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores.

Fonte: Revista Cultivar

Óleo de soja ganha espaço, e Brasil produz 12,4 milhões de toneladas

O óleo de soja entrou na lista dos produtos procurados neste período de conflitos geopolíticos. O Brasil deverá produzir 12,4 milhões de toneladas neste ano, devido à maior oferta de soja e ao consequente aumento do processamento, segundo a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

Dados da associação indicam produção de soja de 178 milhões de toneladas e um processamento recorde de 61,5 milhões da oleaginosa. O óleo de soja já vinha com aumento de procura, devido a implementações de programas de biodiesel misturado ao diesel em vários países. Além disso, a utilização de outros derivados vegetais em combustível renovável, como o óleo de palma, eleva a disputa no mercado pelos demais óleos.

A produção brasileira de óleo de soja é praticamente destinada ao consumo interno, que é de 11 milhões de toneladas. Existe demanda externa para o produto brasileiro, principalmente por parte da Índia, a maior importadora de óleo vegetal no mundo, mas a irregularidade das compras indianas não dá garantia de mercado ao produto brasileiro.

A Índia importa 16,5 milhões de toneladas de óleo vegetal por ano, mas sempre está em busca do produto mais barato, que pode ser o óleo de palma, de colza, de girassol etc. Além dos indianos, que compram 4,25 milhões de toneladas de óleo de soja, os canadenses se tornaram importantes participantes desse mercado.

Fonte: Folha de S.Paulo

Agronegócio brasileiro gerou US$ 169,2 bilhões em exportações em 2025

O Brasil reforça sua posição como um dos principais produtores e exportadores de alimentos do mundo, com capacidade de abastecer o mercado interno e, ao mesmo tempo, contribuir para a segurança alimentar global. Dia 20/3 é celebrado o Dia Mundial da Agricultura, data que destaca a relevância estratégica do setor para a sociedade e para a economia.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o país reúne condições para ampliar ainda mais sua presença no mercado internacional. “O Brasil tem capacidade produtiva, inovação e sustentabilidade para seguir como um dos maiores fornecedores globais de alimentos. Nosso compromisso é produzir mais, com qualidade e responsabilidade ambiental, ampliando o acesso a alimentos”, afirmou.

A força do agronegócio brasileiro se reflete nos números. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em exportações em 2025, respondendo por 48,5% de tudo o que o país vendeu ao exterior. Produtos como soja, milho, açúcar, algodão e suco de laranja seguem entre os principais destaques, com o Brasil ocupando posição de liderança em várias dessas cadeias.

O complexo soja, que inclui o grão in natura, o farelo e o óleo, foi o principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro em 2025. As vendas externas alcançaram US$ 52,9 bilhões, o equivalente a 31,3% de toda a pauta do agro, com embarques de 132 milhões de toneladas. Na prática, isso significa que quase um em cada três dólares gerados pelo agronegócio brasileiro veio da soja.

Fonte: CNN

Outono 2026: o que o agronegócio deve esperar da nova estação

O Outono começou dia 20/3 no Hemisfério Sul e a transição de estações deve trazer mudanças no regime de chuvas nas regiões agrícolas, o que pode influenciar o desenvolvimento da safrinha de milho.

A previsão, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é que diferentemente dos anos anteriores, o outono deste ano será mais quente e chuvoso, antecedendo um inverno seco e muito frio, com uma possível ocorrência de El Niño. Essas condições podem alterar a janela de plantio e a produtividade das lavouras.

Durante o outono, as chuvas tornam-se mais escassas no interior do País, com destaque para a redução de umidade no semiárido nordestino. No entanto, a porção norte das regiões Norte e Nordeste ainda deve registrar volumes importantes de precipitação. Esse fenômeno ocorre devido à atividade convectiva tropical e à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

A estação também é caracterizada pela chegada de massas de ar frio vindas do sul do continente. Essas incursões provocam a queda das temperaturas, sentida principalmente na Região Sul e em parte da Região Sudeste. Para a pecuária e a agricultura nessas áreas, a queda nos termômetros pode influenciar o ritmo de crescimento das pastagens e o ciclo de desenvolvimento de culturas de inverno.

O outono marca as primeiras formações de fenômenos que podem trazer riscos para a produção agropecuária. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, é comum a observação de nevoeiros, que podem impactar a logística de transporte. As geadas passam a ser uma ameaça real no Sul, Sudeste e também no Mato Grosso do Sul, exigindo cautela de produtores de milho safrinha e café.

Fonte: Band

Queda nos preços do arroz reflete excesso de oferta

Os preços do arroz vêm registrando queda nas últimas semanas em meio a um cenário de oferta elevada e demanda enfraquecida em diversos mercados. O ambiente global também tem sido marcado por incertezas geopolíticas, que aumentam a volatilidade e afetam o ritmo das negociações internacionais.

De acordo com a Associação de Produtores de Arroz dos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio tem ampliado a insegurança no comércio, com relatos de embarques sendo retidos e impactos diretos sobre a demanda. A entidade destaca que o aumento dos estoques globais intensifica a pressão sobre os preços, tornando o excesso de oferta ainda mais relevante diante de qualquer retração no consumo.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que, desde fevereiro, as cotações de exportação recuaram entre os principais fornecedores globais, com exceção do Uruguai. Nos Estados Unidos, os preços caíram para 534 dólares por tonelada, refletindo vendas fracas.

Na Índia, Vietnã, Paquistão e Tailândia, os recuos também foram atribuídos à menor demanda e, em alguns casos, ao avanço das colheitas ou à desvalorização cambial. O Uruguai apresentou movimento oposto, com leve alta devido à oferta restrita antes da nova safra.

Fonte: Agrolink

CNA propõe zerar taxa de frete marítimo para conter alta dos fertilizantes no Brasil

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Fazenda a suspensão temporária das alíquotas do Adicional de Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), em uma tentativa de conter a elevação dos custos de fertilizantes importados. A medida surge em um momento de forte pressão sobre os preços internacionais, impulsionada por tensões geopolíticas e restrições logísticas.

Do ponto de vista de mercado, o pleito ocorre em meio à alta expressiva dos nitrogenados, com destaque para a ureia, que já acumula valorização próxima de 35%, refletindo os impactos do conflito no Oriente Médio sobre energia e oferta global. Esse cenário tem elevado os custos de importação, especialmente para o Brasil, que depende do mercado externo para cerca de 85% a 90% do consumo total de fertilizantes.

Atualmente, o AFRMM incide com alíquotas de 8% sobre o frete marítimo em rotas de longo curso e pode atingir até 40% para granéis líquidos destinados às regiões Norte e Nordeste, ampliando significativamente o custo logístico. Em um ambiente de fretes elevados e maior competição por cargas, esse encargo passa a ter peso relevante na formação do preço final dos insumos agrícolas.

A suspensão do tributo teria efeito direto na redução dos custos de importação, funcionando como mecanismo de amortecimento frente aos choques externos. Ainda assim, o impacto dependerá da evolução dos preços internacionais e da normalização das rotas logísticas, uma vez que a pressão atual está fortemente ligada a fatores estruturais do mercado global de fertilizantes.

Fonte: Globalfert

STF abre caminho para conciliação entre produtores e tradings na ação que julga os efeitos da Moratória da Soja

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) considera um marco relevante a decisão do Supremo Tribunal Federal de buscar a construção de um acordo entre tradings e produtores rurais no debate sobre a Moratória da Soja.

Em um cenário historicamente dominado por uma narrativa que, por anos, camuflou potenciais infrações à ordem econômica, a evolução do caso demonstra que garantias constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a livre iniciativa e o direito de propriedade foram efetivamente consideradas na análise.  

O avanço do tema no âmbito do STF evidencia que a reclamação dos produtores ecoou institucionalmente e possui grande capacidade de alterar o rumo de uma discussão que, por muito tempo, foi conduzida de forma assimétrica.  

Ao sinalizar que não haverá convalidação automática de práticas privadas que impactaram diretamente milhares de produtores, o STF reconhece, na prática, a existência de um conflito real, complexo e que exige enfrentamento sério. A tentativa de algumas empresas de simplesmente se retirarem do acordo, encerrando uma conduta que produziu efeitos profundos por quase duas décadas, sem qualquer compromisso efetivo de não reincidência, não encontrou respaldo no ambiente institucional.  
Fonte: Notícias Agrícolas