Farm News 9/3 a 15/3
Safra de grãos será de 344,1 milhões de toneladas em 2026
A estimativa de fevereiro de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 344,1 milhões de toneladas, 0,6% menor (dois milhões de toneladas a menos) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas).
A estimativa de fevereiro foi 0,4% maior que a de janeiro (aumento de 1,4 milhão de toneladas). Os dados estão no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), produzido pelo IBGE.
A área a ser colhida foi de 82,9 milhões de hectares, com aumento de 1,6% (ou 1,3 milhão de hectares) frente a 2025. Em relação à estimativa de janeiro, a área a ser colhida cresceu 0,3% (aumento de 213.075 hectares).
A soja, o arroz e o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida.
Para a soja, a estimativa de produção foi de 173,3 milhões de toneladas (4,3% de alta em relação a 2025); para o arroz (em casca) a estimativa foi de 11,6 milhões (8,0% inferior) e para o milho a estimativa foi de 134,3 milhões de toneladas (5,3% menor). A estimativa do milho foi de 28,9 milhões para a primeira safra (12,2% acima de 2025) e 105,4 milhões na segunda (9,1% menor).
Fonte: IBGE
Produção de café deve chegar a 64,1 milhões de sacas
A produção brasileira de café deve alcançar 3,8 milhões de toneladas na safra de 2026, o equivalente a 64,1 milhões de sacas de 60 kg. O volume representa um acréscimo de 3,9% em relação à estimativa de janeiro e consolida um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2002.
O crescimento projetado em comparação ao total produzido em 2025 é de 11,5%. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgadas nesta sexta-feira (13).
O desempenho é puxado principalmente pelo café arábica, que entra em um ano de bienalidade positiva. Esse fenômeno natural da espécie faz com que os cafeeiros produzam mais em anos pares. Além das características biológicas, o clima tem beneficiado as lavouras nas principais regiões produtoras do Centro-Sul do país.
A produção estimada para o café arábica é de 2,6 milhões de toneladas, o que corresponde a 43,9 milhões de sacas. O número indica uma alta de 5,6% frente ao levantamento de janeiro. Minas Gerais, o maior produtor nacional da espécie, reavaliou suas projeções em fevereiro e elevou o rendimento médio em 5,5%.
No estado mineiro, a área plantada também registrou crescimento de 2,6%. Em relação à safra de 2025, o rendimento médio em Minas Gerais subiu 18,4%, enquanto a área a ser colhida avançou 5,3%.
Fonte: Band
Receita com exportação do agro do Brasil cresce 7,4% em fevereiro, recorde para o mês
O agronegócio brasileiro obteve US$12,05 bilhões em receitas com exportações em fevereiro, o melhor resultado da série histórica para o mês, com aumento de 7,4% na comparação anual impulsionado por embarques de soja e carnes, de acordo com nota do Ministério da Agricultura.
Os produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) registraram aumento de 16,4% no total exportado, para US$3,78 bilhões; seguidos pelas carnes, com US$2,7 bilhões, alta de 22,5%.
Os produtos florestais geraram receitas de US$1,27 bilhão, recuo de 1%; o café, US$1,12 bilhão, praticamente estável; e complexo sucroalcooleiro teve vendas externas de US$861,35 milhões, queda de 4,2%.
A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$802,9 milhões (7%).
Fonte: Notícias Agrícolas
Faturamento do setor de máquinas e implementos agrícolas cai 7% em seis meses
Nos últimos seis meses, o faturamento do setor de máquinas e implementos agrícolas registrou queda de 7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apenas em janeiro de 2026, a retração foi ainda mais acentuada, de 15,6%, sinalizando um cenário mais desafiador para a indústria.
Os dados foram apresentados pela Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq na sexta-feira (13/3), durante reunião de associados realizada na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).
De acordo com o presidente da Câmara, Pedro Estevão Bastos, entre os principais fatores que explicam o recuo do mercado estão a alta inadimplência no campo, maior rigor na concessão de crédito, juros elevados e a queda nos preços das commodities agrícolas.
Além disso, o cenário internacional adiciona novas incertezas. Segundo Bastos, o conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã pode trazer impactos adicionais ao setor, variáveis que ainda não foram consideradas no balanço atual e deverão ser avaliadas posteriormente.
Em um contexto de margens mais apertadas e elevada imprevisibilidade, os produtores rurais tendem a priorizar a compra de insumos para a safra, enquanto os investimentos em renovação de máquinas e equipamentos acabam ficando em segundo plano.
Fonte: Revista Cultivar
Preço do milho tem leve alta no mercado externo
As cotações do milho registraram alta na Chicago Board of Trade durante a semana de 6 a 12 de março, embora em ritmo inferior ao observado para a soja. A análise consta em relatório semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgado dia 12/3.
Segundo o levantamento, o primeiro contrato do cereal em Chicago encerrou o pregão de quinta-feira (12) cotado a US$ 4,48 por bushel, ante US$ 4,41 registrados uma semana antes. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o conflito no Oriente Médio também influencia esse mercado, mas ainda com impacto limitado nas negociações em Chicago.
O relatório também destaca a divulgação do balanço de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicada em 10 de março. Segundo o documento, não houve alterações nas estimativas de produção e estoques finais do cereal nos Estados Unidos em relação às projeções divulgadas em fevereiro.
No entanto, o órgão revisou as estimativas para a América do Sul. A produção do Brasil foi elevada para 132 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina foi reduzida para 52 milhões de toneladas. Em ambos os casos, a diferença em relação ao relatório anterior é de um milhão de toneladas.
Fonte: Agrolink
Energia renovável aumenta consumo mundial de óleos vegetais
Consumo humano e utilização em energia renovável imprimiram forte evolução à produção de óleos vegetais nos anos recentes. O consumo mundial na safra 2025/26 deverá atingir 229 milhões de toneladas, conforme dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). É uma alta de 13% nos últimos quatro anos. Em tempos de guerra, como o atual, o produto passa a ser visto como uma saída para uma menor oferta de petróleo.
O crescimento maior do consumo ocorre em países que têm mandatos de mistura dos óleos vegetais a derivados fósseis. São os casos de Indonésia, Estados Unidos e Brasil. Os chineses são os principais consumidores mundiais e vão utilizar 41 milhões de toneladas dos diversos óleos vegetais neste ano, um aumento de 11% desde 2022.
Indonésia, que tem um programa forte de mistura de 35% de óleo de palma ao combustível, e que pretende elevar esse percentual para 40%, aumentou o consumo total de óleos vegetais em 26% no mesmo período.
O Brasil, com mistura de 15% de biodiesel ao diesel, e que pretende chegar a 20% até 2030, elevou o uso total de óleos vegetais em 39% desde 2022, segundo o Usda. Entidades ligadas ao agronegócio brasileiro querem um aumento da mistura para 17% ainda neste ano.
A alta nos Estados Unidos atingiu 16%, mas o país tem um programa que deverá acelerar esse consumo, principalmente o de óleo de soja. A EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) tem um plano, que ainda está sendo discutido, de o país utilizar 21,2 bilhões de litros de biodiesel e diesel renovável no sistema de combustíveis.
Fonte: Folha de S.Paulo
Chuvas irregulares afetam lavouras e geram prejuízos em Mato Grosso do Sul
Os acumulados de chuva têm sido distintos no Estado de Mato Grosso do Sul nas últimas semanas, impactando a fase final de cultivo da soja e o início do cultivo do milho de segunda safra, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A redução e a irregularidade dos eventos de chuva, juntamente com temperaturas mais elevadas, têm afetado principalmente as lavouras de soja com semeadura mais tardia, que ainda se encontram em fases fenológicas críticas da cultura.
Esse período é decisivo para a definição de componentes de rendimento, como o número de grãos por vagem e o peso de grãos. A situação mais crítica ocorre no setor sul e sudeste do Estado, onde o déficit hídrico vem sendo observado de forma mais constante, gerando uma estimativa de perda de produtividade de até 35% até a metade de março.
Esse período é decisivo para a definição de componentes de rendimento, como o número de grãos por vagem e o peso de grãos. A situação mais crítica ocorre no setor sul e sudeste do Estado, onde o déficit hídrico vem sendo observado de forma mais constante, gerando uma estimativa de perda de produtividade de até 35% até a metade de março.
Fonte: Globo Rural
