Farm News 9/2 a 16/2
Produção de grãos é estimada em 353,4 milhões de toneladas
A produção de grãos no país está estimada em 353,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26, crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25, o que mantém a perspectiva de recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% em relação ao ciclo passado e que corresponde a um avanço de 1,5 milhão de hectares. Já a produtividade média nacional das lavouras tende a recuar 1,5%, saindo de 4.310 quilos por hectares em 2024/25 para 4.244 quilos por hectares em 2025/26.
Neste levantamento, a Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura. As condições climáticas, no período analisado, vêm favorecendo o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.
A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maioria dos estados e atinge 17,4% da área, percentual superior em relação ao mesmo período do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos 5 anos, conforme indica o Progresso de Safra divulgado nesta semana pela estatal.
Fonte: Conab
Agronegócio brasileiro atinge 28,58 mi de trabalhadores no 3º tri de 2025
O agronegócio brasileiro empregou 28,58 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2025, aumento de 2,0% (ou de quase 569 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2024, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Este é o maior contingente registrado para um trimestre, considerando-se toda a série histórica do Cepea/CNA, iniciada em 2012.
No mercado de trabalho brasileiro, a mesma comparação mostra avanço de 1,3%, equivalente a aproximadamente 1,37 milhão de trabalhadores. Diante disso, a participação do setor no total de ocupações do Brasil atingiu 26,35% no terceiro trimestre de 2025, acima dos 26,15% registrados no mesmo período do ano anterior.
Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, no segmento de insumos, a população ocupada cresceu 1,5% na comparação entre anos. Com exceção das indústrias de rações, todas as atividades do segmento registraram crescimento no período, com destaque para as indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas.
O aumento no número de trabalhadores dessas indústrias ao longo do tempo reflete o fortalecimento econômico das atividades agropecuárias, cujo desenvolvimento gradual nos últimos anos tem ampliado a demanda por insumos do agronegócio.
Fonte: Cepea
Demanda externa pressiona fertilizantes em 2026
A demanda internacional tem sustentado a alta dos fertilizantes em 2026 e pressionado as relações de troca no Brasil. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, o movimento tem reduzido o poder de compra do produtor e tornado mais desafiadoras as decisões de aquisição de insumos neste início de ano.
Indicadores da consultoria apontam que são necessárias cerca de 36 sacas de milho para a compra de uma tonelada de ureia, cinco a mais do que no começo de 2026. No caso da soja, quase 29 sacas são exigidas para adquirir uma tonelada de MAP na primeira semana de fevereiro, também cerca de cinco sacas acima do observado no início do ano.
A valorização internacional dos fertilizantes está ligada à preparação de grandes consumidores para a temporada de adubação da primavera. Estados Unidos reforçam estoques para as aplicações no campo, enquanto a China amplia compras internas e reduz exportações, restringindo a oferta global. As negociações pontuais da Índia no mercado de nitrogenados também influenciam as cotações, especialmente diante da expectativa de novos certames de compra.
No mercado doméstico, com a janela da safrinha praticamente encerrada e um intervalo até a próxima safra de soja 2026/27, produtores tendem a adiar negociações. Ainda assim, o cenário indica manutenção de decisões complexas nos próximos meses.
Fonte: Agrolink
Milho cresce 26% em SP e movimenta R$ 4 bilhões no agronegócio
O milho paulista registrou crescimento recorde em 2025, com o Valor de Produção Agropecuária (VPA) do grão ultrapassando R$ 4 bilhões, avanço de 26,24% em relação a 2024. A produção e a produtividade também tiveram aumento expressivo, consolidando o milho como um dos dez principais produtos cultivados no Estado, segundo estimativa preliminar do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).
As cinco regiões que mais se destacam na produção são Itapeva, Assis, Ourinhos, São João da Boa Vista e Presidente Prudente, que juntas concentram mais de 58% do cultivo estadual. Sandro Lemos Parise, engenheiro-agrônomo e especialista em grãos da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Assis, explicou o papel da região.
Bernhard Kiep, diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (ABRAMILHO) e produtor do grão, afirmou que o milho tem se tornado cada vez mais importante para São Paulo e para o Brasil e destacou a relevância da cultura para a sanidade do solo, por meio da palhada e do material orgânico que deixa após a colheita.
Ele acrescentou que a demanda pelo grão cresce com o abate de suínos, bovinos e aves no Estado, e disse que “há um grande potencial para explorarmos melhor a cultura do milho em São Paulo, e a Abramilho apoia cada vez mais os produtores”.
Fonte: Band
RS Safra 2025/26: estiagem reduz potencial da soja
A estiagem e as altas temperaturas reduziram o potencial produtivo da soja no Rio Grande do Sul e pressionaram o milho em fases críticas. O déficit hídrico elevou perdas reprodutivas, favoreceu pragas e limitou o plantio da segunda safra. Os dados são da Emater/RS.
A soja ocupa 6.742.236 hectares na safra 2025/2026. A cultura avança nas fases reprodutivas. São 42% em floração e 39% em enchimento de grãos. Temperaturas alcançaram 40 ºC na Região das Missões. O tempo seco provocou murchamento, senescência precoce, abortamento de flores e vagens e redução de área foliar. As perdas já atingem áreas que enfrentaram restrição hídrica no período de definição de rendimento.
Na regional de Bagé, a estiagem intensificou-se. Em Santana do Livramento, 50% das lavouras em floração registram elevadas perdas por abortamento floral. Em Manoel Viana, as perdas alcançam até 60% nas áreas mais afetadas. A redução média municipal chega a 25%. Em São Borja, as perdas atingem 20%. Em São Gabriel, 5%.
Em Frederico Westphalen, o déficit hídrico causou perda expressiva de área foliar, senescência precoce e abortamento de flores e vagens. A redução média de produtividade pode alcançar 30% e chegar a 50% em áreas críticas. A soja em sucessão ao milho apresenta falhas de estabelecimento.
Fonte: Revista Cultivar
Estoques europeus de café diminuíram 16% no ano passado
Café e cacau, dois produtos que vinham tendo forte aceleração de preços devido a efeitos climáticos e consequente queda na oferta, têm perspectivas de um cenário melhor e de possibilidade de recomposição de estoques por parte de países importadores. O clima, no entanto, ainda continua sendo um ponto de atenção do mercado.
Os estoques de café da ECF (Federação Europeia do Café) fecharam 2025 em 7,65 milhões de sacas, uma queda de 16,1% no ano, devido a uma redução na oferta nas últimas safras.
Em setembro de 2022, os estoques europeus eram de 14 milhões de sacas. A redução na oferta veio, primeiro, do sudoeste asiático, e, depois, do Brasil. Aumento nos preços do café e custos financeiros crescentes desestimularam a formação de estoques pelos países importadores, segundo analistas da Hedgepoint.
As importações recuaram para 46,9 milhões de sacas no ano passado, 5,1% a menos do que em 2024 e abaixo da média de dez anos. A possibilidade de uma safra recorde no Brasil em 2026/27 tende a aliviar os preços e a influenciar positivamente a demanda.
O consumo aparente de café também refletiu essa tendência de baixa. Ao final da temporada 2024/25 (de outubro a setembro) foram consumidas 41,6 milhões de sacas, 1,3% abaixo de 2023/24, e 3,1% abaixo do patamar médio de dez anos.
Fonte: Folha de S.Paulo
Aprosoja MT alerta que chuvas desafiam colheita da soja e plantio da safrinha de milho
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) alerta que a colheita da soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 tem sido marcada por desafios climáticos, principalmente em função do excesso de chuvas registrado nas últimas semanas.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o dia 6 de fevereiro, 39,61% da área prevista já havia sido colhida no estado, um avanço de 11,03 pontos percentuais em relação à semana anterior.
Nos últimos quinze dias, os acumulados de chuva variaram entre 90 mm e 150 mm em diversas regiões produtoras. E o excesso de umidade preocupa os produtores. Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o volume elevado de chuvas impacta diretamente a operação no campo e pode comprometer a qualidade final da produção.
“O excesso de chuva prejudica as operações de colheita, dificulta o acesso das máquinas às áreas e pode causar perda de peso e qualidade do grão. Além disso, o plantio da soja ocorreu em um período mais alongado, o que deve resultar em uma colheita mais tardia em algumas regiões, impactando também a janela ideal para o milho segunda safra”, destaca o presidente.
Fonte: Notícias Agrícolas
