Farm News 22/12 a 28/12

Farm News 22/12 a 28/12

26 de dezembro de 2025 0 Por admin

Agro registra maior avanço em acesso a mercados internacionais da história

O núcleo de exportações do agronegócio brasileiro registrou o maior avanço da história no acesso a mercados internacionais em 2025. De acordo com o governo federal, o país adquiriu 200 novos mercados este ano, somados aos 500 prospectados desde 2023.

No período que compreende de janeiro a novembro deste ano, as exportações do agronegócio nacional contabilizaram US$ 155,25 bilhões, o que representa aumento de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os produtos em destaque são: soja em grãos, carne bovina in natura, café verde, celulose, farelo de soja, algodão e carne suína.

“Eu acho que nós estamos vivendo um momento, do ponto de vista do crescimento da agricultura, quase que ímpar na história desse país. Ou seja, muito mais importante é que nós vamos terminar o ano aprovando algumas coisas sagradas nesse país”, enfatizou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O impacto direto no desenvolvimento regional ao que tange o aspecto de exportações adicionais atingiu o dígito de US$ 3,4 bilhões desde 2023. As novas transações comerciais ficaram em cerca de 20%, contemplando produtos não tradicionais, como ervas, especiarias e proteínas alternativas.

O governo federal aplicou no setor, na fase de janeiro de 2023 a novembro de 2025, a concessão de crédito no montante de mais de R$ 1 trilhão para a produção agropecuária brasileira, distribuídos R$ 903 bilhões para o agronegócio e R$ 174 bilhões para a agricultura familiar.

Fonte: TrendsCE

Receita amplia conceito de insumo e afeta créditos tributários

A interpretação da legislação sobre créditos de PIS e Cofins passou por recente ajuste administrativo que pode alterar de forma relevante a gestão tributária de empresas sujeitas a exigências regulatórias específicas.

O novo entendimento reconhece como insumos determinadas despesas obrigatórias impostas por normas ambientais, sanitárias e operacionais setoriais, o que amplia o espaço para recuperação de créditos e tende a influenciar o contencioso tributário.

No agronegócio, a mudança é vista como fator de redução do custo regulatório, ao permitir que gastos antes tratados apenas como ônus passem a gerar compensação tributária. Setores com controles contínuos e certificações obrigatórias, como processamento de proteínas, laticínios, usinas, agroindústrias e estruturas de armazenagem, aparecem entre os mais impactados, com efeitos diretos sobre fluxo de caixa e margem operacional.

“A possibilidade de aproveitamento de créditos tende a reduzir sensivelmente o custo regulatório das cadeias do agronegócio. Obrigações de compliance, antes tratadas apenas como custo, passam a gerar recuperação tributária, melhorando o fluxo de caixa e ampliando a margem operacional”, afirma André Aidar, sócio e head de Direito do Agronegócio no Lara Martins Advogados, doutor e mestre em Agronegócio.

A nova orientação também pode estimular investimentos em automação sanitária, controle ambiental e adequação a padrões internacionais, ao integrar compliance regulatório e planejamento financeiro. Ao mesmo tempo, a alteração tende a reorganizar disputas administrativas, deslocando o foco para a definição do que caracteriza obrigação setorial específica em oposição a exigências genéricas aplicáveis a qualquer empresa.

Fonte: Agrolink

Conab destina R$ 106 milhões para compra emergencial de leite em pó

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai investir até R$ 106 milhões na compra de mais de 2,5 mil toneladas de leite em pó de associações e cooperativas da agricultura familiar – o que representa mais de 20 milhões de litros de leite integral –, com foco principal nos estados da região Sul do país, a principal produtora do Brasil. A medida tem execução imediata e busca mitigar a crise enfrentada pelos produtores, causada pelo excesso de produção.

O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (23) pelo presidente da estatal, Edegar Pretto, na Superintendência Regional da Companhia no Rio Grande do Sul, após reunião com representantes de entidades do setor leiteiro, na qual também participaram o diretor de Políticas Agrícola e Informações, Silvio Porto, e o superintendente regional do estado, Glauto Lisboa.

O Brasil é o terceiro maior produtor de leite do mundo, tendo a produção concentrada nos estados de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul que, juntos, somam 70% da produção nacional.

Apenas no ano passado a produção de leite do país foi de 35,6 milhões de litros. De acordo com dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 98% dos estabelecimentos rurais dedicados à bovinocultura de leite, têm produção de até 500 litros/dia, respondendo por 70% da produção do país.

Fonte: Conab

Acordo Mercosul–UE exige preparo jurídico e novas certificações do agro

A reativação das negociações para o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia coloca o agronegócio brasileiro diante de uma dualidade: a promessa de expansão econômica com a redução de tarifas para produtos como carnes, grãos, café e suco de laranja contrasta com o desafio de atender a uma rigorosa nova ordem regulatória.

A competitividade do setor pode alcançar um novo patamar, mas esse ganho está condicionado à capacidade de adaptação a padrões internacionais de sustentabilidade e sanidade.

O especialista Adriano de Almeida alerta que o acesso ao mercado europeu exige cumprimento de normas técnicas e fiscais que ainda são gargalos para muitos produtores. Embora haja expectativa de redução de impostos na Europa, a complexa estrutura tributária brasileira para exportação permanece, exigindo um planejamento robusto para que questões como créditos fiscais e custos logísticos não neutralizem as vantagens do acordo. 

Um ponto crítico é o impacto desigual: pequenos e médios produtores podem enfrentar maior dificuldade para arcar com os investimentos necessários em rastreabilidade, certificações de baixo carbono e adequação sanitária, com risco de concentração de mercado se não houver políticas públicas de apoio. 

Enquanto o acordo ainda tramita na Europa, a mensagem é clara: o sucesso dependerá não apenas da assinatura do tratado, mas da segurança jurídica e da modernização produtiva para atender a um consumidor global cada vez mais exigente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Sucessão familiar é desafio para a sustentabilidade do agronegócio no Brasil

As empresas familiares, que representam 90% do tecido empresarial brasileiro, geram 75% dos empregos e contribuem com mais da metade do PIB, enfrentam um desafio crítico de sobrevivência: apenas 30% chegam à terceira geração.

Este cenário evidencia a extrema importância do planejamento sucessório, um tema frequentemente negligenciado. Especialistas como a psicóloga Sarah Figueiredo destacam que a sucessão é um processo delicado e decisivo para a longevidade do negócio, exigindo método, clareza e diálogo para evitar disputas e a perda do legado.

Empresas que se estruturam com antecedência têm 23% mais chances de crescer após a troca de comando. No agronegócio, setor vital para a economia, o desafio é ainda mais premente.

Como destacado na Agrishow 2025 por especialistas do Banco do Brasil, a sucessão rural deve ser um processo contínuo e planejado, iniciado muito antes de um evento como o falecimento do patriarca.

O erro comum é inverter prioridades, focando primeiro na transferência patrimonial em vez de no treinamento dos herdeiros e na definição de regras familiares claras. 

O planejamento antecipado, com o apoio de instrumentos jurídicos e financeiros, é fundamental para evitar conflitos, garantir a continuidade dos negócios e preservar a harmonia familiar, assegurando a competitividade e a sustentabilidade do empreendimento para as futuras gerações.

Fonte: Agrishow Digital

Importação de fertilizantes cresce e atinge recorde em 2025

A importação de fertilizantes no Brasil somou 41,73 milhões de toneladas entre janeiro e novembro de 2025, volume recorde para o período e superior às 40,84 milhões de toneladas internalizadas nos mesmos meses de 2024. Os dados constam na edição de dezembro do Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a estatal, o avanço reflete a percepção dos produtores rurais sobre um cenário mais favorável para o agronegócio brasileiro no mercado internacional. Para o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, as negociações tarifárias envolvendo Estados Unidos e China, além de possíveis mudanças regulatórias e sanitárias, ampliam as oportunidades para os produtos brasileiros, estimulando o planejamento antecipado da safra.

O porto de Paranaguá (PR) segue como principal porta de entrada de fertilizantes no país, com 10,16 milhões de toneladas desembarcadas no período. O Arco Norte consolidou-se como a segunda maior rota de internalização desses insumos, com 7,56 milhões de toneladas, superando pela primeira vez, ainda que de forma marginal, o volume registrado no porto de Santos. Já pelo estado de São Paulo entraram cerca de 7,52 milhões de toneladas.

Fonte: Revista Cultivar

Paraná lidera produção de erva-mate e exportações do setor crescem 19%

O Paraná consolidou sua posição como o maior produtor de erva-mate do Brasil na safra 2024/2025. A produção de erva-mate no Brasil, produto que foi chamado de “ouro verde” nos anos 1930, está movimentando o agronegócio e entra em um novo ciclo de expansão. O impacto econômico já é bilionário. Apenas em 2024, a cadeia produtiva alcançou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 1,3 bilhão.

Iniciativas atuais focam em três pilares: reposicionamento da marca, conquista do mercado internacional e inovação tecnológica. A meta é garantir maior lucro para quem cultiva. Dados do Departamento de Agricultura do Estado, o Deral, apontam que a região registrou um crescimento de 5,2% no volume de erva-mate produzido.

Esse desempenho supera o ritmo de expansão de vizinhos tradicionais no setor. No mesmo período, o Rio Grande do Sul cresceu 4,6% e Santa Catarina registrou alta de 2,5%.

Segundo o relatório do Deral, a liderança no campo é impulsionada por polos regionais fortes. Apenas 10 municípios do Paraná são responsáveis por cerca de 47% de toda a produção nacional da cultura. As cidades de Cruz Machado e São Mateus do Sul são os grandes destaques. Juntas, elas somaram mais de 150 mil toneladas colhidas recentemente.

Cruz Machado lidera o ranking com 88 mil toneladas. Já São Mateus do Sul entregou 63 mil toneladas, reafirmando a força do agronegócio na região Sul.

Fonte: Band