Farm News 01/09 a 07/09
União Europeia reconhece status do Brasil como livre de gripe aviária
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou que a União Europeia (UE) reconheceu o status do Brasil de livre de gripe aviária. “Recebemos uma excelente notícia: a União Europeia reconheceu o Brasil como livre de gripe aviária, o que vai permitir a retomada das exportações de carne de frango do Brasil para a Europa”, afirmou Fávaro, em vídeo nas redes sociais.
O reconhecimento europeu da retomada do status sanitário brasileiro, já formalizado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), foi informado pelo Comissário de Saúde e Bem-Estar Animal da Comissão Europeia, Olivér Várhelyi, em reunião por videoconferência, nesta quinta-feira (4), com Fávaro e com o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula.
As exportações de frango brasileiro para a União Europeia estão suspensas desde 16 de maio, quando foi registrado um caso de gripe aviária em um plantel comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul.
Após controle do foco e sem surgimento de novos casos, o Brasil recuperou o status de livre da doença em granjas comerciais junto à OMSA, mas ainda aguardava o reconhecimento do status pelo bloco europeu. O Brasil vem pedindo a retomada dos embarques à UE, o que foi recentemente reiterado em carta enviada por Fávaro à Comissão Europeia.
Fonte: Band
Produção de café é estimada em 55,2 milhões de sacas na safra 2025
Com 96% da área do café já colhida no final de agosto, a safra de 2025 do grão está estimada em 55,2 milhões de sacas beneficiadas. Mesmo este ano sendo caracterizado por ser um ciclo de baixa bienalidade, o volume estimado aponta um crescimento de 1,8% em comparação com o resultado obtido em 2024.
Os dados estão no 3º levantamento da cultura, divulgado dia 4/9 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção estimada de café em 2025 é influenciada pela recuperação de 3% na produtividade das lavouras na média nacional, saindo de 28,8 sacas por hectare em 2024 para 29,7 sacas por hectare neste ano.
É importante lembrar que em 2024, ano de bienalidade positiva, o desempenho das lavouras foi prejudicado devido às adversidades climáticas registradas em diversas regiões produtoras.
Já a área em produção para o atual ciclo está estimada em 1,86 milhão de hectares, redução de 1,2% ao se comparar com 2024, enquanto a área em formação registra um aumento de 11,9%, podendo chegar a 395,8 mil hectares.
Com isso, a área total destinada à cafeicultura em 2025, considerando as espécies arábica e conilon tanto em produção como em formação, é de 2,25 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior.
Fonte: Conab
União Europeia dobra importações de milho brasileiro em 2025/26
Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 29 de agosto a 4 de setembro e publicada na quinta-feira (4), o milho voltou momentaneamente ao patamar de US$ 4,00 por bushel em Chicago, mas não sustentou o nível. O contrato do primeiro mês cotado fechou a quinta-feira em US$ 3,99, contra US$ 3,85 uma semana antes.
De acordo com a Ceema, a média de agosto ficou em US$ 3,83 por bushel, queda de 5,7% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2024, o valor foi apenas 1,9% superior, o que, segundo a entidade, “indica uma longa estabilidade nas cotações do cereal em Chicago”.
Nos Estados Unidos, em 31 de agosto, as lavouras de milho estavam classificadas em 69% entre boas e excelentes condições, 22% regulares e 9% entre ruins a muito ruins.
Já as importações de milho brasileiro pela União Europeia mais do que dobraram nos dois primeiros meses do novo ano comercial 2025/26, que se iniciou em julho. O volume chegou a 688,6 mil toneladas, enquanto o produto proveniente dos Estados Unidos recuou para 286,8 mil toneladas no mesmo período.
Fonte: Agrolink
APSUL América 2025 reúne agro e tecnologia no RS
O APSUL América 2025 será nos dias 23 e 24 de setembro, no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Reconhecido como um dos maiores congressos de Agricultura de Precisão do Brasil e da América Latina, o evento chega à sua sétima edição consolidado como ponto de encontro de produtores, pesquisadores, empresários e especialistas interessados nas tecnologias que estão transformando o agronegócio.
A programação deste ano promete uma imersão completa nas inovações do setor. Estão previstos painéis com especialistas nacionais e internacionais, demonstrações práticas de ferramentas de alta tecnologia, como drones e máquinas conectadas, além de minicursos técnicos e a apresentação de trabalhos científico-tecnológicos. A proposta é oferecer conhecimento aplicado e soluções que aumentem a eficiência, a rentabilidade e a sustentabilidade no campo.
Mais do que um espaço de atualização, o APSUL América se consolida como uma oportunidade única de networking, aproximando produtores, lideranças do agro, cientistas e formuladores de políticas públicas. É o ambiente ideal para quem deseja conhecer as tendências mais recentes da agricultura digital e trocar experiências que moldam o futuro da produção agrícola.
As inscrições já estão abertas no site www.apsulamerica.com.br
Fonte: JE Acontece
Seguro rural perde força e deixa produtores mais expostos a riscos
Os efeitos das mudanças climáticas já impactam fortemente o agronegócio mundial. Secas recordes derrubaram safras de café em diversos países, elevando os preços da commodity, enquanto o calor excessivo afetou a cadeia de ovos, provocando alta de cerca de 40% no início do ano.
No Brasil, a próxima preocupação é a safra de soja de 2026, já que modelos climáticos indicam que o fenômeno La Niña deve atingir o Centro-Norte do país em fevereiro, aumentando a intensidade das chuvas justamente durante a colheita.
“Fenômenos naturais extremos provocam alterações relevantes nos padrões de pluviosidade e afetam a carteira (de seguros) de forma distinta”, afirma Mauricio Masferrer, diretor executivo de negócios corporativos da Allianz Seguros. Segundo ele, o maior desafio para as seguradoras é precificar corretamente os riscos sem comprometer a sustentabilidade do negócio.
Para enfrentar esse cenário, a Allianz tem apostado em tecnologia. “Aqui na Allianz usamos modelos geoespaciais que se baseiam em dados históricos para analisar a performance do solo, a cobertura vegetal e os índices de pluviosidade.
Além disso, empregamos análises preditivas e séries temporais, incorporando variáveis climáticas externas. Também mantemos um sistema contínuo de monitoramento climático com base em dados fornecidos por consultorias externas”, explica o executivo.
Fonte: Valor
Mesmo com tarifaço, carne eleva exportação diária; café perde
O tarifaço de Donald Trump mostrou seus efeitos sobre a balança do agronegócio em agosto. Pelo menos sobre dois produtos de grande expressão nas exportações do Brasil para os Estados Unidos: café e carne bovina.
Devido à importância dos americanos nas importações de café brasileiro, os efeitos da tarifa sobre a bebida ficaram mais evidentes do que os da carne bovina, que vem buscando mercados alternativos.
Segundo os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) desta quinta-feira (4), as exportações de café para os Estados Unidos recuaram para 18,1 mil toneladas no mês passado, o menor volume do ano. Os americanos vêm diminuindo as compras do produto brasileiro desde maio, quando haviam adquirido 28,4 mil toneladas.
As exportações totais de café do país recuaram para US$ 887 milhões em agosto, após ter registrado US$ 1,05 bilhão em julho. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas já rendem US$ 9,2 bilhões, e somam 1,42 milhão de toneladas. O preço médio do produto exportado pelo Brasil recuou para US$ 6.180 por tonelada no mês passado, 5% a menos do que em julho, segundo os dados da Secex.
Os Estados Unidos também reduziram as compras de carne bovina do Brasil, mas, mesmo assim, o setor aumentou o total das vendas externas diárias em agosto.
Fonte: Folha de S.Paulo
Mercado de fertilizantes desafia produtores na safra 2025/26
O Brasil inicia a safra 2025/26 em um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos no mercado de fertilizantes, marcado por relações de troca bastante desfavoráveis. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, esse movimento é observado em outros países e tende a pressionar as margens dos agricultores e colocar em dificuldades os produtores que não possuem um bom gerenciamento de custos e de risco.
Segundo o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, a última vez em que a relação de troca atual foi observada ocorreu em 2022, ano em que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia eclodiu e os preços dos fertilizantes dispararam.
No caso do MAP (fosfatado), 2025 tem sido um ano de oferta global apertada, com disputa acirrada entre compradores. De acordo com o analista, os preços permaneceram elevados e, somados às cotações enfraquecidas da soja, resultaram em algumas das piores relações de troca já registradas.
“Em momentos críticos, o produtor precisou de ao menos 30 sacas de soja para adquirir uma tonelada de MAP. Esse quadro levou importadores brasileiros a buscar alternativas à base de fósforo menos concentrado, que por vezes ofereceram um melhor custo-benefício”, realça Pernías.
Fonte: Revista Cultivar
