
Farm News 16/12 a 22/12
Preços do milho para 2025 são os melhores em 2 anos para vendas antecipadas
Os preços do milho no mercado brasileiro estão sentido pressão negativa de um aumento de oferta acontecendo por parte de produtores e cerealistas ofertando mais o grão nesta reta final de 2024.
O Consultor de Grãos e Projetos na Agrifatto, Stefan Podsclan, explica que a proximidade da colheita da safra de soja 2024/25 e a indicação de grandes níveis de produção estimulam os movimentos de venda para abrir espaço nos armazéns e tentar escapar de dificuldades logísticas.
Porém, quando se olha para as oportunidades já pensando na safra de milho de 2025, o consultor destaca que preços nos portos entre R$ 72,00 e R$ 73,00 para julho, agosto e setembro e indicações entre R$ 45,00 e R$ 47,00 no Mato Grosso, apresentam o melhor patamar para vendas antecipadas dos últimos 2 anos.
Diante desta realidade, 22% da produção esperada de milho no Brasil em 2025 já foi comercializada, conforme a ponta a Agrifatto. No mercado físico brasileiro, os preços da saca de milho não registraram nenhuma movimentação nas principais praças acompanhadas pelo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas.
Fonte: Notícias Agrícolas
Portos paranaenses movimentam 62 milhões de toneladas em 2024
A movimentação nos portos paranaenses alcançou a marca de 62.213.194 toneladas entre os meses de janeiro e novembro de 2024. O número representa um aumento de 5,4% em comparação ao ano passado (59.017.027 toneladas).
“Há cinco anos estruturamos a logística portuária para um trabalho mais eficiente, focado na produtividade. Além disso, ampliamos o calado da maioria dos berços no Porto de Paranaguá, alcançando a profundidade de 13,1 metros, o que aumentou em cerca de 2 mil toneladas a capacidade de carga operada por navio”, afirmou o diretor-presidente Luiz Fernando Garcia.
O farelo de soja está entre os maiores volumes de exportação. De janeiro a novembro deste ano, foram 5.885.834 toneladas, um número 3% superior ao do mesmo período de 2023 (5.701.440 toneladas).
Atualmente, o Porto de Paranaguá é o segundo maior canal de exportação de farelo de soja do Brasil, representando 27,7% da movimentação nacional. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a expectativa é que a exportação de farelo de soja em 2024 fique próxima da registrada no ano passado, entre 22,4 e 22,9 milhões de toneladas movimentadas no país.
A exportação de açúcar a granel também apresentou crescimento no período. Foram 5.864.612 toneladas em 2024, aumento de 24% em relação a 2023.
Fonte: Revista Cultivar
Reforma tributária mantém carnes e queijos na cesta básica
O relatório do projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária, apresentado nesta segunda-feira (9) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, manteve as carnes e os queijos na cesta básica nacional.
O parecer, no entanto, retirou o óleo de milho da isenção e especificou que o produto terá alíquota reduzida para 40% da alíquota-padrão do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA). Segundo o relator do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), a retirada do óleo de milho da isenção permite conceder tratamento igualitário com os demais tipos de óleos vegetais. Somente o óleo de soja será isento.
A versão original do projeto que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo previa apenas 15 itens da Cesta Básica Nacional de Alimentos (CBNA), que terão isenção de IVA, entre os quais arroz, feijão, pão e leite. Durante a tramitação na Câmara, os deputados acrescentaram carnes, queijos, todos os tipos de farinha, aveia, sal e óleo de milho, somando 22 itens.
Antes da ampliação da cesta básica, as carnes teriam apenas alíquota reduzida em 60% (para 40% da alíquota padrão). Com a ampliação da cesta básica e outras medidas incluídas pelos deputados, a Receita Federal prevê que a alíquota padrão de IVA suba de 26,5% para 27,97%.
Fonte: Band
Valor diário da exportação de carne bovina cai 7,5% em dezembro
O mercado brasileiro de boi gordo apresentou preços acomodados para a arroba ao longo da semana e para as exportações de carne nos primeiros dias de dezembro.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Allan Maia, os frigoríficos conseguiram manter escalas de abate alongadas e seguem operando de forma cadenciada na compra de boi, mantendo o ritmo de negócios bastante lento.
“Com a proximidade do final de ano, o mercado sinaliza perda de liquidez, com um viés de queda nos preços da arroba, a depender da resposta sobre a demanda no atacado”. Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 19 de dezembro:
- São Paulo (Capital): R$ 315, estável frente à semana passada
- Goiás (Goiânia): – R$ 300, inalterado na comparação com a última semana
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 310, queda de 1,59% frente aos R$ 315 praticados na semana passada
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, sem mudanças frente à última semana
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, sem mudanças frente à semana passada
- Rondônia (Vilhena): R$ 280, inalterado frente à última semana
O mercado atacadista se deparou com preços mais baixos no decorrer da semana. Segundo Allan Maia, o boi segue perdendo competitividade frente às proteínas de menor preço, como a carne de frango e a suína, o que contribuiu para o declínio nas cotações.
Fonte: Canal Rural
São Paulo pode ter aumento de R$ 4 bilhões anuais no agronegócio
De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), um estudo realizado em parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e pesquisadores revelou que a restauração ecológica pode trazer um crescimento de R$ 4,2 bilhões anuais à produção agrícola do estado em diversas culturas. A iniciativa, que envolve o plantio de espécies nativas ao redor de áreas cultivadas, se destaca pelo impacto positivo da polinização promovida pelas abelhas.
Os resultados mostram que culturas como soja, laranja e café poderiam agregar respectivamente R$ 1,4 bilhão, R$ 1 bilhão e R$ 660 milhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do estado a cada ano.
Outras lavouras, como goiaba, abacate, manga, tomate, amendoim e feijão, também se beneficiariam, totalizando um impacto positivo estimado em R$ 4,2 bilhões. Além do aumento de produtividade, o estudo apontou melhorias na qualidade e no tamanho dos produtos, atribuídas à maior frequência de polinizadores nas proximidades das plantações, conforme o informado pela SAA.
De acordo com a Secretaria de Agricultura, a pesquisa faz parte do projeto Biota Síntese, que integra ciência e política pública com colaborações entre instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Semil.
Fonte: Agrolink
Setor de fertilizantes enfrenta cenário desafiador após escalada do dólar
O setor de fertilizantes atravessa um dos períodos mais difíceis da última década, segundo análise de Anderson Nacaxe, CEO da Agrotoken, empresa de infraestrutura global de tokenização de commodities agrícolas. A combinação de preços reduzidos para commodities agrícolas, como soja e milho, com a escalada do câmbio em mercados emergentes, como o Brasil, tem comprimido margens, elevado custos operacionais e revelado fragilidades estruturais nas grandes empresas do setor.
A baixa nos preços das commodities agrícolas reduziu significativamente o poder de investimento dos produtores rurais, afetando diretamente a receita de grandes players do setor. A Mosaic, por exemplo, registrou queda de 21% em suas receitas no terceiro trimestre de 2024, enquanto Yara e Nutrien tiveram reduções de 6% e 5%, respectivamente. Além disso, a Nutrien anunciou cortes drásticos, incluindo o fechamento de unidades no Brasil, ilustrando os desafios enfrentados mesmo por líderes do mercado.
“O câmbio elevado é um dos principais desafios, especialmente em mercados emergentes como o Brasil. Para empresas que dependem de insumos dolarizados, como gás natural, ou têm operações em moedas locais mais voláteis, o impacto é brutal. O caso da Nutrien, que sofreu perdas de US$ 220 milhões em derivativos cambiais não autorizados no Brasil, é emblemático. Mostra como a gestão de riscos financeiros é essencial em um cenário de volatilidade global”, comenta.
Fonte: Globalfert
Lei antidesmatamento da União Europeia avança para o Conselho Europeu
O Parlamento Europeu aprovou dia 17/12, a adoção do acordo político provisório com o Conselho Europeu para adiar, por um ano, o início da vigência da lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês). A votação registrou 546 votos a favor, 97 contra e 7 abstenções.
O adiamento já havia sido aprovado no Parlamento Europeu em 14 de novembro. A etapa atual é uma fase burocrática, pois a medida também precisa do aval do Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado dos países do bloco. Com o adiamento, a previsão é de que a lei passe a valer a partir de 30 de dezembro de 2025 para grandes empresas e em 30 de junho de 2026 para micro e pequenos empreendedores.
Desde o anúncio da implementação da lei, diversos segmentos do setor agroindustrial, tanto local quanto globalmente, têm se mobilizado para discutir a proposta com o bloco europeu. Contudo, para que o adiamento seja oficializado, o Conselho Europeu ainda precisa aprovar o acordo, e o texto precisa ser publicado no Diário Oficial da União Europeia antes do final do ano.
A legislação do bloco europeu quer assegurar que produtos originários de fora da Europa, mas comercializados no continente, como gado, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja e madeira, não estejam associados ao desmatamento.
Fonte: Exame