Farm News 04/11 a 10/11

Farm News 04/11 a 10/11

11 de novembro de 2024 0 Por admin


Área agrícola tratada com bioinsumos crescerá 13% na safra 2024/2025

A área potencial tratada com bioinsumos, considerando o número de aplicações de produtos biológicos na mesma área, deve chegar a 155,4 milhões de hectares na safra 2024/2025.

A projeção representa um aumento de 13% em relação à safra 2023/2024 e 22% em relação à safra 2022/2023, nos principais cultivos brasileiros. Os dados foram divulgados dia 6/11, no Fórum Bioinsumos Brasil, realizado pela Croplife (CLB), em Brasília (DF).

As vendas tiveram crescimento médio de 6% no acumulado dos últimos três anos. Já o volume registrou aumento médio de 13% no mesmo período. Ambos os percentuais consideram o fechamento do último trimestre, de acordo com informações do painel estatístico da CLB.

A expectativa é de que o quarto trimestre do ano represente maior peso em vendas e volume para a indústria, de acordo com a diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari.

“A demanda pela adoção de bioinsumos segue com tendência de alta e a inovação contínua será ainda mais essencial para manter essa trajetória a longo prazo,” projetou Borsari. O manejo sinérgico de biológicos e químicos segue como oportunidade para intensificação de manejo para as principais culturas,” explica.

Fonte: Band

Carne bovina eleva inflação dos alimentos

A pressão voltou forte em alguns produtos agropecuários, e a inflação dos alimentos foi de 1,34% em São Paulo em outubro, a maior taxa mensal deste ano. Os dados foram divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) nesta segunda-feira (4). A inflação média foi de 0,8% para o período.

Uma das principais pressões vem das carnes, principalmente da bovina. O preço do boi gordo, após recuar para R$ 215 em São Paulo, em junho, passa por forte recuperação e, neste início de mês, está em R$ 320, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A carne bovina subiu 3,15% em outubro. A menor oferta de bois e exportações recordes mantêm os preços da arroba elevados no campo.

As vendas externas de carne “in natura” somaram 236 mil toneladas nas primeiras quatro semanas do mês passado, 27% a mais do que as de todo outubro de 2023. Se considerada a média diária, a alta é de 40%, segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior). As receitas somam US$ 1,1 bilhão.

A demanda externa é maior também para aves e suínos. As exportações de carne de frango “in natura” subiram para 381 mil toneladas, 13% a mais do que no ano passado, com receitas 22% superiores.

Fonte: Folha de S.Paulo

Petróleo lidera a pauta de exportação do país no terceiro trimestre

No terceiro trimestre de 2024, o Brasil registrou uma nova dinâmica nas exportações, com o petróleo como o principal produto exportado, superior aos setores do agronegócio e mineração. A Petrobras, que responde por quase 90% da produção nacional, liderou esse movimento, com o óleo cru alcançando um novo patamar no mercado externo.

De acordo com a presidente da Petrobras, Magda Chambriand a exportação superou farelos de soja, agronegócio, mineração e ferro, consolidando o óleo cru como o principal produto de saída do país. A produção no país tem se mostrado um dos motores do comércio exterior, o que reforça a importância estratégica do setor energético para a economia nacional.

A Petrobras comemorou resultados operacionais e financeiros positivos no terceiro trimestre de 2024. Em setembro, a companhia atingiu a marca histórica de 3 bilhões de barris de petróleo produzidos, com destaque para as áreas de Tupi e Iracema, no pré-sal.

Em termos financeiros, a empresa registrou um lucro de R$ 32,6 bilhões, representando um aumento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, foi anunciada a distribuição de R$ 17,1 bilhões em dividendos aos acionistas.

Fonte: Canal Rural

Vendas de milho sobem nos EUA

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas semanais de milho para exportação apresentaram um aumento significativo na última semana de outubro, enquanto as vendas de trigo e soja registraram quedas.

Entre os dias 25 a 31 de outubro, as vendas de milho para exportação alcançaram 2,77 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 18% em relação à semana anterior e à média dos últimos cinco anos.

O México liderou as compras, com 1,4 milhão de toneladas, seguido por um país não identificado, com 673.500 toneladas, e o Japão, com 296.200 toneladas. Outros destinos importantes incluíram a Colômbia, com 155.200 toneladas, e Portugal, com 87.900 toneladas. As exportações da semana totalizaram 917.600 toneladas, um aumento de 17% em relação à semana anterior.

Por outro lado, as vendas de trigo para exportação caíram 9% em comparação com a semana passada e 20% em relação à média, somando 374.700 toneladas métricas. O México foi o maior comprador, com 105.800 toneladas, seguido por um país não identificado, com 73.000 toneladas, e a Tailândia, com 55.000 toneladas.

Fonte: Agrolink

Produtores de trigo poderão vender até 200 mil toneladas do cereal da safra para o Governo Federal

Produtores de trigo do Rio Grande do Sul poderão vender ao Governo Federal até 200 mil toneladas do grão da safra 2024/2025, por meio do mecanismo de Aquisição do Governo Federal (AGF), previsto na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). A compra  será realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e conta com recursos de R$ 261 milhões.

A medida atende o Rio Grande do Sul, estado onde o preço médio pago ao produtor do grão se encontra em torno de R$ 67,11 a saca de 60 quilos, abaixo do mínimo estabelecido pelo governo que é de R$ 78,51 na praça gaúcha.

No entanto, a Companhia continua acompanhando o mercado uma vez que o mecanismo pode ser utilizado nos demais estados produtores que tenham o preço de mercado inferior ao mínimo, limitado ao volume de recursos disponível.

O anúncio da ação foi feito nesta quinta-feira durante coletiva de imprensa que contou com a participação do ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), do presidente da Conab, Edegar Pretto, da diretora Administrativa, Financeira e de Fiscalização, Rosa Neide e dos diretores de Política Agrícola e Informações, Sílvio Porto, e de Operações e Abastecimento, Arnoldo de Campos.

Fonte: Conab

BNDES aprova financiamento de R$ 500 milhões para nova usina de etanol de milho da 3tentos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para a Três Tentos Agroindustrial S/A implantar uma nova usina de etanol a partir de milho e sorgo na cidade de Porto Alegre do Norte (MT). A nova planta terá capacidade de produzir 935 mil litros de biocombustível, 587 toneladas de grãos secos de destilados e 37 toneladas de óleo de milho por dia.

Além disso, os recursos permitirão a implantação de uma usina cogeradora de vapor e energia elétrica a partir de biomassa, com capacidade de geração de até 184.000 MWh por ano.

A produção de etanol é nova para a 3tentos e a utilização do sorgo de forma adicional ao milho apresenta a introdução de uma nova matéria-prima para o biocombustível no Brasil.

A nova unidade está sendo construída ao norte do Vale do Araguaia, região que está em plena ampliação da área de plantio de cereais, e produzirá etanol anidro combustível (EAC) e etanol hidratado combustível (EHC), além de produzir a ração animal (DDG’s) produto com alto conteúdo proteico, direcionado a pecuária de corte em modelo de confinamento, e óleo vegetal.

Fonte: Exame

Apesar da boa florada dos cafezais, expectativa para a próxima temporada é negativa

Outubro foi marcado pela volta das chuvas no cinturão cafeeiro brasileiro, cenário que proporcionou alívio significativo aos produtores e estimulou as floradas nas principais regiões produtoras de arábica, informa o relatório mensal do Cepea/Esalq.

A continuidade das precipitações em novembro, porém, é fundamental para garantir o pegamento e a formação dos chumbinhos e evitar o comprometimento da próxima safra 2025/26. 

Vale lembrar que o alto índice de desfolhamento das lavouras, em especial nas lavouras de sequeiro, pode ser um fator limitante nesta fase crucial do desenvolvimento da temporada.

Nas praças produtoras de café arábica, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) indica, em outubro, que na região de Franca, as precipitações totalizaram 243,6 mm. Em Varginha, no Sul de Minas Gerais, o volume total foi de 195 mm no mesmo período. 

Já em Garça (SP), nos municípios paulistas próximos à divisa com o Paraná, as chuvas somaram apenas 63 mm em outubro, sendo a região com o menor volume. Essa quantidade está aquém do necessário para recuperar o déficit hídrico e possibilitar um bom desenvolvimento da produção.

Quanto ao robusta, o desenvolvimento da próxima safra já está um pouco mais adiantado, e as chuvas têm colaborado com o pegamento das últimas floradas e com o desenvolvimento dos chumbinhos. 

Fonte: Cafepoint