Farm News  2/3 a 8/3

Farm News 2/3 a 8/3

9 de março de 2026 0 Por admin

Preços mundiais de alimentos sobem após queda de cinco meses, diz FAO

Os preços mundiais dos alimentos voltaram a subir em fevereiro, após cinco meses consecutivos de queda. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a alta foi impulsionada principalmente pelo aumento nos preços de cereais, carne e da maioria dos óleos vegetais, movimento que superou as quedas registradas para queijo e açúcar.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as mudanças mensais em uma cesta de produtos alimentícios comercializados internacionalmente, atingiu uma média de 125,3 pontos em fevereiro, acima dos 124,2 pontos revisados em janeiro.

O índice ainda ⁠estava 1% abaixo do valor no ​ano anterior e quase 22% abaixo do pico registrado em março de ​2022, alcançado após o início da guerra na Ucrânia.

Os preços médios dos cereais aumentaram ⁠1,1% em relação ao mês anterior, com os ⁠preços do trigo subindo 1,8% devido aos riscos climáticos na Europa ​e ‌nos Estados Unidos, bem como às contínuas interrupções logísticas na Federação Russa e na região ⁠mais ampla do Mar Negro. Mesmo assim, os preços ainda ficaram 3,5% abaixo do nível registrado no ano anterior.

Os preços do arroz avançaram 0,4%, apoiados pela demanda sustentada pelas variedades basmati e ‌Japonica.

Fonte: CNN

Conflito no Oriente Médio ameaça 25% das exportações de frango do Brasil

A escalada dos conflitos no Oriente Médio pode prejudicar o setor agrícola brasileiro, mas principalmente o segmento da avicultura. Os países árabes, com destaque para os Emirados Árabes Unidos, são os principais destinos da carne de frango brasileira e a tensão na região pode prejudicar até 25% das vendas, de acordo com um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Usp).

A preocupação de agentes do mercado e dos produtores de frango é imediata. Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita ocupam, respectivamente, o primeiro e o terceiro lugares no ranking de maiores compradores da proteína nacional. No ano passado, esses dois países sozinhos importaram mais de 877 mil toneladas de frango, conforme registros da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O setor de carne bovina também deve registrar perdas nas exportações devido ao conflito.

A escalada da violência na Península Arábica já atinge países vizinhos como Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Líbano. Os agentes consultados pelo Cepea relataram que novos agendamentos de embarques para a localidade podem ser suspensos a qualquer momento para garantir a segurança das cargas e tripulações.

Os navios e contêineres que partem do Brasil utilizam a região para paradas estratégicas. Além dos países árabes serem os principais destinos, a China também voltou a importar a proteína produzida no Brasil. No entanto, os navios com destino à Ásia também utilizam os portos árabes para escoar a produção.

Fonte: Band

Agro brasileiro exportou US$ 11,7 bi em 2025 para região da guerra

Fevereiro de 2022. A Rússia invade a Ucrânia e o resultado é um desajuste em preços de grãos e de insumos agrícolas no mundo, com uma aceleração da inflação mundial, que já vinha subindo devido à pandemia.

Quatro anos depois, Estados Unidos e Israel bombardeiam o Irã. Donald Trump, assim como Vladimir Putin esperava, prevê uma solução rápida para o novo conflito. Será? Independentemente do tempo de duração, a agricultura será afetada por essa nova escalada bélica, iniciada por Trump.

O custo imediato para o Brasil virá do diesel, um dos principais componentes de gastos nas lavouras. Assim como na invasão da Ucrânia, o conflito ocorre em um período de colheita de soja, compra de insumos para a safra 2026/27 da oleaginosa e preparação do plantio de milho. O custo será alto para a agricultura porque o conflito não se limita ao Irã, país que importa US$ 3 bilhões ao ano em commodities brasileiras. Ele atinge toda a região do Golfo Pérsico.

Pelo menos uma dúzia de países, de alguma forma, já foi envolvida na guerra. Se o cenário deste ano repetir o de 2022, o custo de fertilizantes, de fretes e de seguros subirá. Ao ser bombardeado, o Irã levou o conflito para várias outras áreas do Oriente Médio, atacando bases americanas ou centros comerciais.

Fonte: Folha de S.Paulo

Produção de soja pode atingir novo recorde

A safra brasileira de soja 2025/26 apresenta condições favoráveis nas principais regiões produtoras e pode alcançar um novo recorde de produção nacional. Segundo informações divulgadas pela AgResource Brasil a partir do Crop Tour 2026 – Trilhas da Produção, realizado em parceria com o Banco do Brasil, as observações de campo indicam bom potencial produtivo e cenário positivo para o desenvolvimento das lavouras.

A iniciativa percorreu regiões agrícolas em 12 estados brasileiros para avaliar condições agronômicas, produtividade e variabilidade regional das áreas cultivadas. Os resultados foram apresentados em Brasília durante evento que reuniu representantes da Companhia Nacional de Abastecimento, do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e executivos do Banco do Brasil.

Entre os destaques, Mato Grosso do Sul apresentou desempenho acima de parte das projeções. Plantas com porte elevado, chegando a cerca de 1,20 metro, forte ramificação e predominância de vagens com três ou mais grãos foram observadas em diversas áreas. Em municípios como Amambai e Aral Moreira, parte das lavouras já se encontrava em fase de dessecação ou início de colheita. A produtividade média estimada no estado foi de 62 sacas por hectare.

No Mato Grosso, principal produtor do país, o levantamento apontou produtividade média de 65,23 sacas por hectare, praticamente alinhada às estimativas de mercado. No Sudeste, áreas de Minas Gerais e de São Paulo também apresentaram lavouras bem estruturadas e bom potencial produtivo.

Fonte: Agrolink

Chuvas impactam a logística e o ritmo da colheita da soja no MATOPIBA

A semeadura da soja na safra 2025/26 na região do MATOPIBA ocorreu, de maneira geral, com leve atraso em relação ao padrão observado em safras anteriores, em decorrência da irregularidade e má distribuição das chuvas no início da estação chuvosa. Ao longo dessa safra, ocorreram períodos de deficiência hídrica, principalmente na fase vegetativa e início do período reprodutivo.

Entre a última semana de fevereiro e os primeiros dias de março, observou-se uma mudança no padrão meteorológico da região, com ocorrência de pancadas de chuva de volumes expressivos e significativa recuperação da umidade no perfil do solo.

Esse aporte hídrico contribuiu para restabelecer condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras que se encontram em fase de enchimento de grãos. Contudo, a previsão de continuidade das chuvas no curto prazo impõe restrições operacionais importantes nas áreas onde a cultura já atingiu maturação fisiológica e se encontra apta à colheita.

Nesses casos, o excesso de umidade no solo tem dificultado a entrada de máquinas nas lavouras, comprometido a trafegabilidade em estradas vicinais e elevado o risco de perdas qualitativas, além de impactar a logística de escoamento da produção.

Fonte: Inmet

Agro cresce apesar de juros altos e falta de seguro rural

O desempenho da agropecuária brasileira em 2025, divulgado pelo IBGE na última terça-feira (3), reforçou a importância do setor para o crescimento da economia nacional, na avaliação de parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Mesmo diante de juros elevados, dificuldades de acesso ao crédito e ausência de recursos para políticas públicas relevantes, como o seguro rural, o campo voltou a apresentar resultados expressivos.

Para o vice-presidente da FPA na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), os números confirmam a resiliência do produtor rural brasileiro em um ambiente econômico adverso. “Mesmo diante de tantas dificuldades, o produtor rural brasileiro segue demonstrando resiliência. O setor continua produzindo, investindo e garantindo segurança alimentar para o país”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o cenário recente tem sido marcado por entraves importantes ao financiamento da produção. Ele lembrou que, na última safra, não houve liberação de recursos de subvenção ao seguro rural e que as taxas de juros próximas de 15% tornaram linhas estratégicas de financiamento, como o Moderfrota, mais caras para o produtor.

Arnaldo Jardim também destacou a mudança no perfil do financiamento do agronegócio brasileiro. De acordo com ele, atualmente apenas cerca de 20% do crédito ao setor tem origem em recursos públicos, enquanto 80% já vêm do mercado privado, por meio de instrumentos financeiros criados e aperfeiçoados pelo Congresso Nacional.

Fonte: Dataagro

Embrapa e Paraná firmam parceria para investir na cadeia da soja

Embrapa e Governo do Paraná assinaram hoje carta de intenções com previsão de R$ 5 milhões para fortalecer a agregação de valor na cadeia da soja paranaense. O ato ocorreu na abertura do Dia de Campo de Verão, na Embrapa Soja, com participação da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, em formato remoto, do secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, do chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, e da assessora da Fundação Araucária, Cristianne Cordeiro Nascimento.

A iniciativa reúne pesquisa, desenvolvimento tecnológico e políticas públicas voltadas ao agronegócio sustentável. O projeto prevê quatro eixos. O primeiro mira cultivares com perfis proteicos e de óleo diferenciados.

O segundo busca perfis de aminoácidos capazes de elevar a eficiência da conversão alimentar, ampliar ganho de peso e reduzir custos na produção de carnes. O terceiro foca biocombustíveis avançados, com cultivares de melhor qualidade para esse mercado. O quarto mira novos usos do óleo de soja, como lubrificantes, asfalto e materiais vulcanizados usados em sapatos e correias de máquinas.

Silvia Massruhá afirmou que a parceria projeta a soja brasileira para as próximas décadas. Segundo ela, o trabalho foca inovação, bioeconomia e transição energética. Também amplia o olhar sobre a soja para além da produção de proteína vegetal.
Fonte: Revista Cultivar