Farm News 2/2 a 8/2

Farm News 2/2 a 8/2

9 de fevereiro de 2026 0 Por admin

Conab estima produção de café de 66,2 milhões de sacas

A primeira estimativa para a produção de café em 2026 aponta para uma produção de 66,2 milhões de sacas beneficiadas, um aumento de 17,1% em relação ao volume registrado no ciclo do ano anterior.

Em ano de bienalidade positiva, o crescimento previsto é influenciado pelo incremento de 4,1% na área em produção em relação a 2025, estimada em 1,9 milhão de hectares na atual temporada, algo esperado para o ciclo.

Além disso, as condições climáticas mais favoráveis registradas ao longo do ciclo da cultura e a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras influenciam em uma melhora na produtividade, que também deve registrar uma elevação de 12,4% em relação à safra passada, sendo esperada uma colheita de 34,2 sacas por hectare.

Esses dados estão no 1º Levantamento da Safra de Café em 2026, divulgado pela Conab. Se confirmado o resultado, este será um novo recorde na série histórica da Companhia, ultrapassando a safra de 2020 quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas.

Para a produção de arábica, espécie que registra maior influência da bienalidade, a empresa pública federal espera uma colheita de 44,1 milhões de sacas na atual safra, aumento de 23,3% sobre o ciclo passado.

Fonte: Conab

Preço do arroz para de cair e pode já ter atingido seu mínimo

Fim de entressafra, os preços do arroz pararam de cair e se sustentam. Segundo acompanhamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o preço do cereal em casca permanece firme no Rio Grande do Sul. Para a instituição, há uma demanda pontual na recomposição de estoques, e a oferta atual está ajustada.

Vlamir Brandalizze, analista de arroz, diz que o fundo do poço parece ter sido atingido, mas que a recuperação de preços será lenta. Há uma alta de 1% a 2% nos preços pagos aos produtores no Rio Grande do Sul, com a saca ficando, em média, em R$ 53.

Os produtores do Tocantins também querem mais pelo cereal, e a negociação está acirrada entre compradores e vendedores. Os primeiros pedem R$ 80 por saca, enquanto os segundos oferecem R$ 75.

O arroz terminou 2025 com preço médio de R$ 72 por saca no campo, 36% a menos do que em 2024. A queda nos preços pagos aos produtores deu um alívio aos consumidores, que pagaram 25% a menos pelo cereal, segundo apuração da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O cereal viveu um cenário bem incerto nos anos recentes. A opção por soja, com maior liquidez nas vendas e mais rentável, fez parte dos produtores trocar o plantio do cereal pelo da oleaginosa. 

Fonte: Folha de S.Paulo

Fazenda prevê PIB de 2,3% e avanço de 0,5% para o agronegócio

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2,3% em 2026. O novo Boletim Macrofiscal, divulgado dia 6/2, aponta que o setor agropecuário deve registrar um avanço moderado de 0,5% no mesmo período. A estimativa reflete uma desaceleração natural do setor após o desempenho recorde alcançado em 2025.

O ajuste na previsão do PIB nacional, que anteriormente era de 2,4%, foi motivado por um “carregamento estatístico” menor proveniente do segundo semestre do ano anterior. No campo, o otimismo com as culturas de soja e cana-de-açúcar é equilibrado pela perspectiva de retração nas produções de milho e arroz.

A projeção de crescimento de apenas 0,5% para o PIB agropecuário é influenciada por desafios em cadeias produtivas específicas. Além da queda esperada nas safras de milho e arroz, a Fazenda projeta uma menor oferta de carne bovina no mercado. Esse movimento decorre do ciclo de retenção de fêmeas, quando o pecuarista opta por manter as matrizes para reprodução em vez de enviá-las ao abate. 

Na visão oficial do governo, o crescimento econômico de 2026 será mais dependente do ciclo doméstico, impulsionado pelo consumo e pelo setor de serviços, do que da pujança do agronegócio. 

Fonte: Band

Exportação de carne bovina tem o melhor mês de janeiro da história

As exportações de carne bovina do Brasil atingiram 264 mil toneladas em janeiro, aumento de 26,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do governo federal compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e divulgados 6/2. É o melhor desempenho de janeiro na série histórica.

Com os embarques, a receita somou US$ 1,404 bilhão em janeiro de 2026, avanço de 40,2% no comparativo anual. O resultado considera as vendas externas de carne in natura e industrializada.

A China foi o principal destino da carne bovina brasileira em janeiro, com importações de US$ 657,2 milhões e 123,2 mil toneladas, respondendo por 46,8% do valor e 46,6% do volume total exportado pelo Brasil no mês. Os embarques para o país asiático cresceram 32,7% no volume e 45,4% em receita em janeiro, na variação anual.

A partir deste mês, entrou em vigor uma cota de 1,1 milhão de toneladas da China para os embarques de carne bovina brasileira, após uma investigação de salvaguarda chinesa que visa reduzir o impacto, para a indústria local, das importações de diversos fornecedores globais. 

Fonte: Globo Rural

Biodefensivos ganham espaço nas principais culturas

O mercado brasileiro de biodefensivos registrou crescimento na atual safra, impulsionado pela busca por sistemas produtivos sustentáveis, pelo avanço da resistência de pragas aos defensivos químicos e pela demanda por alimentos com menor resíduo. O segmento movimentou R$ 4,35 bilhões, alta de 18% em relação a 2023/24, de acordo com o estudo FarmTrak Bioinsumos 2024/25, da Kynetec.

A adoção dos bioinsumos é liderada pela soja, que responde por 48% do volume utilizado no país, seguida por milho, cana-de-açúcar, algodão, café e hortaliças e frutíferas. A perspectiva de expansão do mercado é reforçada pela projeção de 177 milhões de toneladas na safra 2025/26 e por uma área plantada estimada em 49,1 milhões de hectares, crescimento de 3,6% em relação ao ciclo anterior, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Nesse contexto, o avanço tecnológico tem contribuído para a consolidação do segmento, com destaque para produtos à base de baculovírus, que já alcançam eficiência superior a 80% no controle de pragas, com compatibilidade com programas de Manejo Integrado de Pragas. O movimento acompanha a incorporação de soluções biológicas às estratégias de manejo adotadas no campo.

Fonte: Agrolink

Colheita de soja de Mato Grosso avança para 39,61%

A colheita de soja em Mato Grosso na safra 2025/26 atingiu 39,61% da área até 6 de fevereiro, avanço de 14,64 pontos percentuais na semana, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), publicados nesta sexta-feira.

O ritmo supera o registrado em igual período do ciclo passado, quando o índice estava em 28,58%, refletindo forte aceleração em regiões como Médio-Norte, Norte e Oeste, segundo levantamento do instituto ligado aos produtores.

A média histórica para o período, de 25,71% da área, também indica como os trabalhos estão acelerados. O plantio do milho segunda safra, realizado logo após a colheita da soja, atingiu 28,30% da área até 6 de fevereiro, um salto de 12,71 pontos percentuais na semana. Na mesma época do ano passado, produtores tinham semeado 23,46% da área.

O plantio de algodão no Estado também mostra forte aceleração. Até 6 de fevereiro, 89,91% da área estava semeada, avanço semanal de 22,16 pontos percentuais, segundo o Imea. O índice supera os 79,56% registrados na mesma data da safra anterior.

Fonte: Notícias Agrícolas

Painel do Zarc ganha nova interface e agiliza consulta ao risco climático

O Painel de Indicação de Riscos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) recebeu atualização e passou a oferecer interface mais moderna, navegação intuitiva e maior velocidade de resposta. A mudança facilita o acesso às informações técnicas usadas no planejamento das safras em todo o país.

A nova versão prioriza a experiência do usuário. O layout renovado organiza melhor os dados e reduz o tempo de busca por informações essenciais ao planejamento agrícola. O painel funciona como principal ferramenta de consulta às indicações de risco publicadas nas portarias do Zarc. Os normativos divulgados no Diário Oficial da União fazem referência direta ao sistema, que permite visualizar municípios indicados ao plantio e janelas de semeadura.

Para acessar o mapa e a tábua de riscos, o usuário precisa preencher filtros como safra, cultura, outros manejos, clima, grupo de cultivar, tipo de solo e unidade da Federação. Após clicar em “Aplicar Filtros”, o sistema exibe o mapa com os municípios indicados. A opção “Tábua de Risco” mostra o risco por decêndio.

A atualização integra a estratégia de modernização das ferramentas de divulgação do Zarc. A iniciativa inclui o aplicativo Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa, que orienta o produtor sobre o que plantar, quando plantar e onde plantar, com base em menor risco climático.
Fonte: Revista Cultivar