Farm News 19/1 a 25/1

Farm News 19/1 a 25/1

26 de janeiro de 2026 0 Por admin

Governo propõe novas regras para descontos na tarifa de energia de irrigação e aquicultura

O governo federal, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), propôs novas diretrizes para a concessão dos descontos especiais na tarifa de energia elétrica destinados a produtores rurais que atuam nas atividades de irrigação e aquicultura. A consulta pública 209/2025, que se encerra no dia 27 de janeiro, foi aberta para receber contribuições sobre o tema.

Voltada às unidades consumidoras classificadas na Classe Rural, a iniciativa permite que o desconto seja aplicado em um período diário de 8 horas e 30 minutos, de forma contínua ou intercalada, em horários acordados entre o consumidor e a distribuidora local. A única exceção é o horário de maior demanda do sistema, entre 18h e 22h59, quando o benefício não se aplica.

Segundo o MME, a proposta representa mais autonomia no planejamento das atividades dos produtores rurais, permitindo adequar o uso da energia às necessidades agronômicas de cada cultura ou sistema produtivo. A flexibilização contribuiria para a redução de custos operacionais, preservando o incentivo tarifário já existente e ampliando a previsibilidade para irrigantes e aquicultores.

Além disso, a medida também reconhece que diferentes culturas demandam horários distintos de irrigação para evitar perdas por evaporação ou reduzir riscos fitossanitários (ameaças de pragas e doenças).

Fonte: Globo Rural

Impasse com União Europeia adia benefícios do Acordo

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) manifestou preocupação com o futuro do Acordo de Associação entre Mercosul e União Europeia após a decisão do Parlamento Europeu de submeter a revisão do texto à Suprema Corte Europeia. Segundo a entidade, o encaminhamento representa um retrocesso no processo de integração entre os blocos e um sinal negativo para o comércio internacional.

“O acordo já passou por amplas análises técnicas e jurídicas ao longo de mais de duas décadas. Esse novo impasse limita o potencial da parceria e adia benefícios concretos para ambas as regiões”, afirmou a ABAG, em nota oficial.

Na avaliação da entidade, a medida posterga oportunidades de geração de valor, expansão de mercados e fortalecimento das cadeias produtivas. Além disso, enfraquece o multilateralismo em um momento de elevada incerteza geopolítica global.

“Em vez de estimular a cooperação e a previsibilidade nas relações comerciais, a decisão do Parlamento Europeu fragiliza a própria União Europeia em seu esforço por uma soberania compartilhada”, criticou a entidade.

Para o agronegócio brasileiro, o acordo representa uma via estratégica para ampliar o acesso a mercados com alto poder de consumo e padrões regulatórios reconhecidos. Segundo especialistas, a integração entre os blocos impulsionaria setores como carnes, grãos, frutas e produtos industrializados, com ganhos também para a sustentabilidade e rastreabilidade — exigências cada vez mais presentes no comércio europeu.

Fonte: Notícias Agrícolas

Brasil inicia colheita recorde de soja em fase de muita oferta

Este é o melhor início de safra de soja nos anos recentes. O período de plantio foi um pouco conturbado, mas o clima melhorou na sequência, permitindo avaliações positivas da safra 2025/26. Essa é a visão de André Debastiani, da Agroconsult, consultoria que realiza anualmente o Rally da Safra, uma expedição por lavouras de soja de todo o Brasil.

Até aqui as condições foram boas, mas a maior parte das lavouras ainda depende da continuidade de clima favorável e de que a chuva não atrapalhe a colheita. Pelos cálculos da AgRural, 2% da área semeada no Brasil já foi colhida. Para Mato Grosso, principal estado produtor, o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) calcula 7%.

As condições de produção são boas, mas as de mercado nem tanto. A Agroconsult espera uma produção de 182,2 milhões de toneladas, com uma média de rendimento de 62,3 sacas por hectare. A AgRural prevê 180,4 milhões, com rendimento médio de 61,2 sacas.

Como em todo início de safra, as projeções divergem muito entre as entidades. O Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) calcula a safra brasileira em 178 milhões de toneladas, acima dos 177 milhões do IGC (International Grains Council) e dos 176 milhões da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) têm número menor, projetando 170,3 milhões. As estimativas de área plantada ficam próximas de 49 milhões de hectares.

Fonte: Folha de S.Paulo

Recursos das CPR atingiram R$ 121 bilhões entre julho e dezembro de 2025

Os recursos captados por meio das Cédulas de Produto Rural (CPR), destinados ao custeio da safra 2025/2026, atingiram R$ 121,9 bilhões, um aumento de 30% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

As CPR consideradas nessa contabilização são apenas aquelas emitidas por produtores rurais em favor das instituições financeiras e que são contabilizadas no cumprimento das exigibilidades de aplicação das LCA’s e da poupança rural.

Os dados são da edição 01/2026 do Boletim de Desempenho do Crédito Rural, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No período observado, o crédito rural registrou crescimento nos recursos contratados.

O volume total de recursos contratados, sem considerar o Pronaf, entre julho e dezembro de 2025, atingiu R$ 284,08 bilhões, representando crescimento de 3% em relação aos R$ 275,18 bilhões contratados no mesmo período de 2024.

Outro destaque foi o crescimento de 43% nos recursos contratados para industrialização, totalizando R$ 17,6 bilhões.

A participação da CPR no total do crédito concedido evoluiu de 34%, para 45%.

Fonte: Mapa

Colheita do arroz começa em SC sob pressão econômica

Em um cenário marcado por dificuldades econômicas severas, o setor orizícola catarinense demonstrou força e união na 8ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz de Santa Catarina, realizada nesta sexta-feira, 23, na Fazenda Limoeiro, em São João do Itaperiú.

O evento, que marca simbolicamente o início da safra 2025/2026 e conta com a participação ativa do Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz‑SC), reuniu produtores, lideranças institucionais, pesquisadores, representantes das indústrias e do governo.

Em meio a uma das maiores crises de rentabilidade da última década, a cerimônia foi marcada por falas de resiliência, apelo por medidas estruturantes e expectativa de retomada da competitividade do arroz catarinense.

Segundo dados da Conab, o país inicia o novo ciclo com cerca de 2,5 milhões de toneladas de arroz em casca em estoque de passagem, o que exerce forte pressão sobre os preços e acentua a desvalorização do grão.

Em Santa Catarina, a situação é também preocupante. No último ano, o valor da saca de arroz sofreu uma queda superior a 50%, sendo atualmente comercializada a menos de R$ 50, o que compromete a sustentabilidade da produção, reduz margens e gera insegurança em toda a cadeia.

Fonte: Revista Cultivar

Mercado hortigranjeiro registra estabilidade nos preços da laranja e da maçã

Os preços da laranja e da maçã se demonstraram estáveis em dezembro de 2025 na média das 11 principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, com sutil variação negativa nas médias ponderadas da fruta cítrica e leve oscilação positiva no fruto pomáceo.

As informações integram o 1º Boletim Prohort de Janeiro/2026, edição que traz dados de Dezembro/2025, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que acompanha a comercialização de hortigranjeiros com maior representatividade no consumo nacional nos principais entrepostos do país.

O preço médio da laranja apresentou uma leve variação negativa de -0,68%. A queda nos valores foi mais acentuada em praças como Rio Branco/AC (-35,08%) e Goiânia/GO (-12,78%), em um cenário de maior oferta do produto nos mercados atacadistas. Já no caso da maçã, a variação positiva foi sutil, de +0,64%, em um contexto de maior oferta paulista, demanda mais fraca e estoques da safra 2024/25 em fase final.

As demais frutas analisadas no Boletim Prohort não seguiram o mesmo movimento de manutenção de valores e registraram aumento nos preços médios em dezembro do ano passado. A banana apresentou alta de 4,02% nas cotações das variedades nanica e prata provenientes das regiões Nordeste e Sudeste, influenciada pela menor oferta típica do período e pela melhora na qualidade do produto.

Fonte: Conab

O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul

A Comissão Europeia avalia a possibilidade de implementar, em caráter provisório e sem ratificação legislativa, o acordo de livre comércio com o Mercosul.

A medida tem um caráter temporário, sua vigência só seria interrompida com uma votação contrária do Parlamento ou uma sentença desfavorável da Corte de Justiça.

Na prática, para o Brasil, o acordo de livre comércio eliminaria as tarifas de exportação na entrada dos produtos brasileiros na União Europeia. Esse cenário permitiria aos fornecedores nacionais uma maior competitividade frente aos europeus.

Destaque para os setores de café (45%), soja (37%) e floresta (18%) que, no acumulado, disponibilizam 16,3 bilhões de toneladas dos insumos para a região.

O governo brasileiro avalia que a melhor resposta por parte do Mercosul ao Parlamento Europeu, neste momento, é acelerar a ratificação do acordo e concluir sua tramitação ainda no primeiro semestre.

A leitura, em Brasília, é que a rápida aprovação do tratado pelos países do bloco sul-americano daria elementos para a Comissão Europeia também pressionar a Corte de Justiça da UE.

Se entrar em vigor, a medida tende a fortalecer financeiramente os produtores agrícolas brasileiros que, mais capitalizados, devem ampliar a demanda por fertilizantes e intensificar a movimentação de um mercado já pressionado pela redução da oferta global.
Fonte: Globalfert