Farm News 12/1 a 18/1
Produção de grãos e área plantada da safra 2025/26 serão recordes
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou dia 15/1 o Quarto Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, que apresenta o aumento de 0,3% na produção brasileira de grãos e crescimento de 2,6% na área cultivada em relação ao ciclo agrícola anterior.
Neste cenário, a produção estimada das 16 principais culturas do país chegará a 353,1 milhões de toneladas, com área prevista de 83,9 milhões de hectares, o que representa 987,5 mil toneladas a mais e 2,1 milhões de hectares superior à safra de 2024/25.
A Região Norte/Nordeste, com a produção estimada em 55,8 milhões de toneladas (15,8% do total), e a produção da Região Centro-Sul, projetada em 297,3 milhões de toneladas, corresponde a 84,2% da produção nacional. Destaque para a Região Centro-Oeste, principal produtora, com 174,5 milhões de toneladas – 49,4% do total.
A soja, principal cultura do país, alcançou 176,1 milhões de toneladas, quantidade 2,7% maior que a da safra passada, o que significa dizer um aumento de 4,6 milhões de toneladas da oleaginosa. O plantio também teve um acréscimo de área de 1,3 milhão de hectares (+2,8%), saindo de cerca de 47,4 milhões de hectares para 48,7 milhões de hectares.
Fonte: Conab
Soja: consultoria estima produção de mais 182 milhões de toneladas em 2025/26
A colheita de soja no Brasil em 2025/26 deve alcançar o volume inédito de 182,2 milhões de toneladas, segundo estimativa divulgada dia 15/1 pela Agroconsult, que organiza o Rally da Safra, expedição que percorre as principais regiões produtoras do país.
Pelos cálculos da consultoria, a colheita nacional deve crescer mais de 10 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, graças ao desempenho das lavouras em regiões do Sul, como o Rio Grande do Sul, e ainda ao clima adequado para o desenvolvimento das plantas.
“Essa safra começou diferente das outras. Ano passado, nessa mesma época, já tínhamos problemas de produtividade no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Não me lembro de uma safra começar com uma situação tão favorável como essa [de 2025/26]”, disse, em coletiva, André Debastiani, coordenador do Rally da Safra.
“Caso boas previsões para os próximos três meses se concretizem, e beneficiando as lavouras de ciclo médio e tardio, a safra pode ser ainda maior”, acrescentou.
Diferentemente do ano passado, quando o Rally da Safra apontou recorde de produtividade em oito Estados, neste ano, o rendimento deverá ter um desempenho mais uniforme ao analisar as principais regiões produtoras. Um dos destaques será o Rio Grande do Sul.
Fonte: Globo Rural
Mercado de milho inicia o ano com liquidez limitada
O mercado de milho no Sul do país inicia o ano com negociações lentas, preços defensivos e atenção crescente ao avanço das lavouras, em um ambiente marcado pela cautela dos compradores e pela expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas.
De acordo com a TF Agroeconômica, a combinação entre colheita em andamento, consumo seletivo e desalinhamento entre pedidas e ofertas segue limitando a liquidez nos principais estados produtores.
No Rio Grande do Sul, as negociações continuam pontuais, concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, enquanto compradores aguardam maior disponibilidade com o avanço da colheita da safra de verão. As referências permanecem amplas, entre R$ 59,00 e R$ 72,50 por saca, e o valor médio estadual recuou para R$ 62,27, segundo a Emater.
A demanda interna segue moderada, com exportações lentas e pouca influência no mercado doméstico. Do lado da oferta, produtores permanecem focados na colheita e no cumprimento de contratos.
As condições climáticas são favoráveis, com 94% da área semeada e 11% já colhida, além de revisão para baixo das perdas estimadas. A produtividade média projetada é de 7.370 quilos por hectare.
Fonte: Agrolink
Abundância global de milho marcou 2025 e derrubou preços
O ano de 2025 foi determinante para o mercado mundial do milho, especialmente na América do Sul, onde Brasil e Argentina protagonizaram safras robustas, consolidando recordes de produção e ampliando a competitividade global do cereal. A StoneX, por meio de sua equipe de Inteligência de Mercado, analisou os fatos mais relevantes do ano e as projeções para o mercado do cereal em 2026.
No Brasil, a produção alcançou a marca histórica de 139,4 milhões de toneladas em 2025, impulsionada por chuvas favoráveis no Centro-Oeste, enquanto a Argentina, apesar de uma leve retração na área plantada devido ao receio de pragas, também apresentou bons níveis de produtividade.
O cenário de abundância resultou em uma sobreoferta mundial, pressionando os preços internacionais. Entretanto, o consumo doméstico brasileiro seguiu em forte expansão, puxado principalmente pelo setor de etanol de milho, que registrou significativo aumento na capacidade instalada e ampliou sua presença para novas regiões, como Maranhão, Tocantins, Paraná e Piauí.
Em 2025, o consumo nacional atingiu cerca de 91 milhões de toneladas, 6,5 milhões a mais que em 2024, com destaque para a utilização do cereal na alimentação animal e no crescente segmento de biocombustíveis.
Fonte: Revista Cultivar
Conflitos geopolíticos mantêm o mercado de café em alerta
O café, que vem passando por momentos conturbados nos anos recentes, devido a clima, quebra de safra e redução mundial dos estoques, está sempre no meio das questões geopolíticas de Donald Trump.
Agora a preocupação da indústria dos Estados Unidos se restringe não apenas ao potencial de oferta mundial mas também aos embates políticos e comerciais que envolvem o país.
Brasil, maior fornecedor mundial de café arábica, e Vietnã, o maior de robusta, entraram na lista de Trump logo cedo. México, Guatemala, Nicarágua e Colômbia, também fornecedores de café, ainda passam por ameaças reais.
A Colômbia é a terceira maior produtora mundial, seguida por Indonésia, que também teve de fechar acordo comercial com os americanos. Com isso, nem informações de produção mundial recorde de 179 milhões de sacas, dadas pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em dezembro, acalma o setor. Os preços voltaram a subir no início deste ano, atingindo o maior valor em três semanas.
Desta vez, o foco foi a Colômbia, ameaçada pelo presidente dos Estados Unidos. Por ora, parece reinar uma trégua na troca de farpas entre os dois. Uma das exceções entre os ameaçados é a gélida Groenlândia, também um sonho de consumo de Donald Trump, mas que não produz café.
Fonte: Folha de S.Paulo
CNPJ passa a ser obrigatório para produtores rurais a partir de 2026
A Reforma Tributária vai tornar obrigatório, em todo o país, o uso de CNPJ por produtores rurais a partir de 2026. A medida unifica regras que hoje variam entre os estados e terá impacto direto na emissão de notas fiscais, no imposto de renda e no enquadramento dos produtores nos novos tributos, que entram em fase de testes em 2026 e passam a valer plenamente em 2027.
Até então, muitos produtores ainda operavam apenas com CPF, mas o CNPJ passará a ser a base de toda a vida fiscal do setor. Segundo a advogada Viviane Morales, diretora administrativa da Lastro, quem não se adaptar com antecedência pode enfrentar problemas cadastrais justamente no período de transição do novo sistema tributário.
Em estados como São Paulo, a exigência já existe, mas produtores com propriedades em outros estados precisarão de atenção redobrada. De acordo com o advogado Gustavo Venâncio, diretor comercial e de marketing da Lastro, esses imóveis deverão ser registrados como filiais, mantendo a mesma estrutura societária, para evitar inconsistências fiscais.
Além disso, a Receita Federal adotará o CNPJ alfanumérico, combinando letras e números, diante do aumento no número de registros. Para especialistas, 2026 será um ano decisivo para organização e ajuste à nova realidade tributária do agro.
Fonte: Band
FAFENs do Nordeste retomam operações e ampliam a oferta nacional de fertilizantes
O mês de janeiro marca um avanço relevante na retomada da produção nacional de fertilizantes nitrogenados, com a entrada em operação das FAFENs da Bahia e de Sergipe. Em Sergipe, a unidade iniciou a produção de ureia no início do mês, após já produzir amônia desde o final de dezembro.
Na Bahia, a planta concluiu a manutenção e avança no comissionamento, com expectativa de iniciar a produção de ureia até o fim de janeiro. As duas unidades produzirão amônia, ureia e ARLA 32, com investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada fábrica e geração de mais de 5 mil empregos diretos e indiretos.
A FAFEN de Sergipe, localizada em Laranjeiras, possui capacidade para produzir 1.800 toneladas diárias de ureia, o equivalente a cerca de 7% do mercado nacional. Já a FAFEN da Bahia, em Camaçari, tem capacidade de 1.300 toneladas por dia, representando aproximadamente 5% do consumo do país. A operação baiana também inclui os terminais marítimos de amônia e ureia no Porto de Aratu, fortalecendo a logística e a distribuição dos produtos.
Segundo a Petrobras, a retomada das FAFENs, em conjunto com a Araucária Nitrogenados S.A no Paraná, permitirá que a produção nacional responda por cerca de 20% da demanda brasileira de ureia.
Fonte: Globalfert
