Farm News 5/1 a 11/1
Agronegócio brasileiro fecha 2025 com recorde em exportações de US$ 169 bilhões
Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 169,2 bilhões, o que representa aumento de 3,0% em relação aos US$ 164,3 bilhões registrados em 2024. O valor corresponde a 48,5% de todo o valor exportado pelo Brasil no ano passado.
O resultado foi impulsionado pelo aumento de 3,6% no volume de produtos enviados ao exterior, desempenho que compensou a queda de 0,6% nos preços médios.
De acordo com o ministro Carlos Fávaro, o recorde no valor exportado é resultado da estratégia oficial de diversificação de produtos e destinos, além da resiliência e do esforço do produtor brasileiro, que produziu em 2025 quantidade suficiente para abastecer o mercado interno, ajudando no controle dos preços, e exportar os excedentes.
Por sua vez, as importações de produtos agropecuários no ano passado somaram US$ 20,2 bilhões, um aumento de 4,4% em relação a 2024. Com isso, a corrente de comércio agropecuário no último ano foi de US$ 189,4 bilhões, e o saldo da balança comercial do agronegócio, ou seja, a diferença entre o que o setor vendeu e o que comprou do exterior, fechou o ano com um superávit de US$ 149,07 bilhões.
Fonte: Mapa
Acordo Mercosul-UE deve elevar PIB do Brasil em 0,5%
A aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia encerrou uma maratona diplomática de 25 anos, mas o mercado deve calibrar as expectativas quanto aos resultados imediatos. Estudos de organismos multilaterais indicam que o Brasil pode registrar um acréscimo de 0,3% a 0,5% em seu PIB.
Para Fabio Ongaro, economista e vice-presidente de finanças da Câmara Italiana de Comércio de São Paulo (Italcam), os efeitos econômicos mensuráveis do tratado só devem ser sentidos, na prática, entre dois e quatro anos após a entrada em vigor.
Segundo Ongaro, o acordo marca o início de uma fase complexa de implementação. O texto deixa o campo das negociações políticas e passa a exigir ajustes práticos nas cadeias produtivas.
Segundo Ongaro, é fundamental dissipar a ilusão de que as mudanças ocorrerão da noite para o dia. O processo envolve não apenas a redução de tarifas, mas uma profunda adaptação regulatória e logística.
Ele explica que o cronograma de dois a quatro anos é o tempo necessário para que as tarifas caiam progressivamente e para que novos contratos comerciais amadureçam. No entanto, os ganhos estruturais mais robustos devem demorar um pouco mais. O economista estima que a consolidação plena dos benefícios ocorra entre sete e dez anos.
Fonte: Band
Rastreabilidade ganha ainda mais importância com acordo Mercosul-UE
A nova regulamentação da União Europeia (EUDR) proíbe a comercialização de produtos provenientes de áreas desmatadas, exigindo comprovação precisa da origem. Esta regra impacta diretamente sete cadeias produtivas brasileiras fundamentais: carne e couro, madeira, soja, café, cacau, óleo de palma e borracha.
O principal desafio é garantir a rastreabilidade completa. Cadeias complexas, como a da carne bovina (onde um animal pode passar por várias fazendas) e da soja (com lotes frequentemente misturados), tornam a rastreabilidade um processo difícil. Atualmente, a falta de um padrão comum dificulta o acompanhamento seguro de cada etapa.
A solução proposta é a adoção dos padrões globais da GS1 Brasil, como o GTIN (identificação do item), GLN (localização) e EPCIS (serviço de informação). Esses padrões criam uma linguagem universal, permitindo que a informação de rastreabilidade seja estruturada e compreendida globalmente, assegurando a conformidade com a EUDR.
Embora haja resistência de setores que já possuem sistemas próprios, a padronização é vista como um investimento estratégico. A rastreabilidade robusta pode se tornar um diferencial competitivo, posicionando o Brasil como referência em sustentabilidade e abrindo portas no mercado internacional.
Portanto, para evitar perdas e transformar a exigência em oportunidade, é essencial que o agronegócio brasileiro invista em tecnologia e adote sistemas padronizados de rastreabilidade, garantindo a interoperabilidade e o fluxo confiável de informações.
Fonte: Datagro
Leite, arroz, açúcar, café e óleo puxam queda do preço da cesta básica
A pesquisa da cesta básica de dezembro/2025, divulgada pela Conab e pelo Dieese, mostra que, enquanto o custo aumentou em 17 capitais, a queda em nove cidades foi impulsionada principalmente pela redução nos preços de cinco alimentos essenciais.
Os produtos que mais contribuíram para a baixa foram: leite integral, arroz agulhinha, açúcar, café em pó e óleo de soja. O arroz apresentou a queda mais generalizada, com preços menores em 23 das 27 capitais, influenciado por menor volume exportado e demanda retraída. O leite ficou mais barato em 22 cidades, devido à maior oferta interna proveniente da produção nacional e de importações.
O açúcar recuou em 21 capitais, beneficiado por maior disponibilidade no varejo. O café em pó diminuiu em 20 cidades, pressionado pela redução das exportações diante de tarifas e incertezas comerciais. Por fim, o óleo de soja ficou mais barato em 17 localidades, impactado pela maior oferta global da commodity.
Apesar das quedas nesses itens, São Paulo permanece como a capital com a cesta mais cara (R$ 845,95), enquanto Aracaju tem a mais barata (R$ 539,49). A pesquisa evidencia que a dinâmica de preços varia significativamente entre as regiões do país.
Fonte: Conab
Paraná registra 88 casos de ferrugem-asiática da soja
De acordo com o Consórcio Antiferrugem, a safra de soja 2025/2026 conta com 144 registros de ferrugem-asiática da soja, uma das doenças mais severas para a cultura da soja: sendo 88 casos no Paraná, 44 no Mato Grosso do Sul, 5 no Rio Grande do Sul, 4 em São Paulo, 2 em Santa Catarina e 1 registro em Minas Gerais.
Ao se comparar o mesmo período do ano passado, observa-se que o Paraná havia registrado 41 no início de janeiro. Portanto, o Paraná tem o dobro das ocorrências da safra passada.
“O aumento no número de relatos não indica perda de controle da doença, mas sim que a ferrugem foi identificada na região e precisa ser manejada adequadamente. É um sinal de que há esporos circulando e de que o produtor precisa utilizar Fungicidas com eficiência para o manejo da ferrugem.”, destaca a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa soja.
Na avaliação da pesquisadora, a maior ocorrência de relatos de ferrugem-asiática da soja na região Sul do Brasil está relacionada à maior sobrevivência de plantas voluntárias de soja na entressafra, à janela de semeadura, na região, e ao monitoramento da doença.
A pesquisadora afirma que o clima mais úmido durante o inverno, no Sul, favorece a sobrevivência da soja voluntária – plantas que nascem espontaneamente após a colheita e, consequentemente, do fungo causador da ferrugem.
Fonte: Agrolink
Tecnologia no preparo do solo garante eficiência e menor consumo
Com a safra de verão em fase avançada, especialmente para culturas como soja e milho, produtores brasileiros enfrentam uma janela decisiva para garantir produtividade e rentabilidade.
Um estudo recente, conduzido em parceria internacional, demonstrou que o uso de agricultura de precisão no preparo do solo pode trazer benefícios operacionais e ambientais significativos.
A pesquisa foi realizada em uma área de 50 hectares com diferentes tipos de solo. Por meio do uso de mapas de compactação e maquinário conectado, foi possível ajustar automaticamente a profundidade e intensidade do cultivo conforme as necessidades específicas de cada trecho do terreno.
Essa técnica de preparo variável resultou em:
- Otimização da produtividade, ajustando a intensidade do cultivo de acordo com o nível de compactação do solo.
- Economia de mais de 5 litros de combustível por hectare ao reduzir a intensidade do trabalho onde não era necessária.
- Ganho de eficiência operacional superior a 1 hectare por hora.
- Preservação da estrutura e saúde do solo a longo prazo.
Especialistas destacam que essa tecnologia funciona como um seguro contra condições climáticas adversas e pressões de tempo, permitindo que o operador se concentre na qualidade da operação enquanto o equipamento realiza ajustes
Fonte: Revista Cultivar
Café atingiu preços recordes em 2025 após mais de duas décadas
Depois de mais de duas décadas, o café voltou a operar em níveis históricos de preço. Em 2025, as cotações do arábica atingiram o maior patamar da série do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), iniciada em 1999, enquanto o canéfora também renovou máximas reais, segundo o último relatório divulgado pela entidade, em 30 de dezembro.
No caso do arábica, a média registrada no início do ano foi de R$ 2.565,41 por saca, o maior valor real da série histórica. Já o canéfora alcançou R$ 2.001,42 por saca, recorde desde o início do acompanhamento do Cepea, em 2001.
De acordo com o relatório, a expectativa de uma safra brasileira maior de arábica sofreu reveses climáticos logo após o primeiro trimestre do ano. Um período de cerca de 30 dias de calor intenso e baixo volume de chuvas comprometeu o desenvolvimento dos grãos em praticamente todas as principais regiões produtoras do país.
A escalada dos preços também refletiu um quadro mais amplo de oferta restrita. A colheita brasileira, abaixo do volume de 2024/25, não foi suficiente para recompor os estoques globais, ao mesmo tempo em que o mercado acompanhava a expectativa de menor produção de robusta no Vietnã e o Brasil lidava com o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, em agosto, fatores que mantiveram as cotações acima de R$ 2.000 por saca em praticamente todo o ano, com exceção de julho, mês de pico da colheita.
Fonte: Cafepoint
