Farm News 24/03 a 30/03

Farm News 24/03 a 30/03

31 de março de 2025 0 Por admin


Com preço do café em alta, maior cooperativa do país distribui R$ 134 mi a produtores de MG e SP

O ótimo momento vivido pelos cafeicultores, com preço da saca em alta, impulsionou o faturamento recorde da Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores) em 2024 e a maior distribuição de sobras já feita aos seus cooperados.

Principal cooperativa de café do país, ela alcançou faturamento de R$ 10,7 bilhões no ano passado, alta de 67% em relação aos R$ 6,4 bilhões, em valores nominais, de 2023 —R$ 6,78 bilhões, corrigidos pela inflação.

O anúncio aos cooperados foi feito na tarde desta sexta-feira (28) durante a AGO (Assembleia-Geral Ordinária) da cooperativa, em Guaxupé (MG).

De acordo com o balanço da Cooxupé, serão distribuídos aos cooperados R$ 134,4 milhões, ante os R$ 101,4 milhões do ano passado (R$ 107,4 milhões, corrigidos). O montante representa alta de 25,13%, já levando em conta o valor atualizado pela inflação.

O cenário é visto pela cooperativa como extraordinário, mas poderia ser ainda melhor, não fossem alguns problemas enfrentados no decorrer do ano, como o clima e a logística para exportação, de acordo com o presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo.

“O clima prejudicou. De certa forma, foi a razão de não ter recebido o que desejávamos [sacas de café na cooperativa] e também tem a questão logística, que foi um grande desafio administrar a questão portuária e fazer o café chegar ao seu destino”, afirmou.

Fonte: Folha de S.Paulo

Monitoramento dos cultivos de verão analisa o impacto do clima na safra 2024/25

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou dia 27/03 a edição de março do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), com dados e informações parciais de março sobre o clima nas lavouras.

De acordo com o estudo, os maiores volumes de chuva ocorreram no Centro-Norte do país, favorecendo os cultivos de primeira e segunda safras. A umidade no solo foi suficiente para o desenvolvimento das lavouras na maioria das áreas, exceto em parte do Nordeste e no Norte de Minas. 

Também houve restrição hídrica em algumas áreas de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, devido às chuvas irregulares e mal distribuídas, que afetaram a semeadura e o início do desenvolvimento de parte do milho da segunda safra.

Os dados espectrais mostram condições favoráveis de desenvolvimento das lavouras, sobretudo dos cultivos de primeira safra. Apesar do atraso na semeadura da soja, o NDVI (índice de vegetação por diferença normalizada) da safra atual evoluiu acima da média e da safra passada durante a maior parte do período reprodutivo das lavouras.

Contudo, em Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul, houve uma desaceleração no crescimento do índice da safra atual em dezembro e janeiro, devido à falta de chuvas e às temperaturas elevadas.

Fonte: Conab

Avanço da colheita de soja e milho no Brasil enfrenta desafios

A colheita de soja no Brasil alcançou 76,4% da área cultivada, com os estados apresentando diferentes cenários de produtividade devido às condições climáticas. Mato Grosso, por exemplo, está próximo de concluir a colheita, com boas produtividades mantidas. É o que aponta o boletim de Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras, divulgado pela Conab.

No Rio Grande do Sul, o tempo seco acelerou a colheita, mas também prejudicou o desenvolvimento das lavouras. Na Fronteira Oeste e Missões, algumas áreas enfrentam produtividades abaixo de 10 sacas por hectare. Já no Paraná, a colheita chegou a 81% da área cultivada, com boas produtividades em boa parte das lavouras.

Em outras regiões, como em Mato Grosso do Sul, as chuvas interromperam a colheita em algumas áreas, enquanto Goiás e Minas Gerais apresentam redução na produtividade devido ao veranico ocorrido em fevereiro. A escassez de chuvas em Santa Catarina afetou a safra no Oeste, assim como em lavouras tardias na Bahia. 

Em contrapartida, o Maranhão avançou rapidamente com a colheita, embora as lavouras mais tardias no estado também tenham sido afetadas pela falta de chuvas. No Piauí, o déficit hídrico em algumas áreas prejudicou o desenvolvimento das lavouras, mas no Pará, as culturas de Paragominas e Santarém apresentam bom desenvolvimento.

Fonte: Revista Cultivar

Safra de soja sobe de patamar e atinge 172 milhões de toneladas

A produção de soja vem mudando de patamar no Brasil. Neste ano, a safra deverá atingir 172,1 milhões de toneladas, um volume nunca registrado antes e 16 milhões acima do da safra anterior.

Os dados são da Agroconsult, com base no Rally da Safra, um evento em que a consultoria avalia anualmente as regiões produtoras do país. Na safra 2024/25, a produtividade média deve atingir 60 sacas por hectare, e a área semeada subiu para 47,8 milhões de hectares.

A Datagro, que também acompanha a evolução da safra brasileira de soja, estima uma área igual à da Agroconsult, mas uma produção total de 169,1 milhões de toneladas. A consultoria prevê uma produção média nacional de 59 sacas por hectare.

Ambas as consultorias preveem uma produção próxima de 50 milhões de toneladas para Mato Grosso, líder nacional em produção. Se esse volume for concretizado, o estado deverá superar a Argentina, terceiro maior produtor mundial de soja.

O volume de produção registrado neste ano se deve, em parte, ao aumento de área, mas não é só isso, diz André Pessoa, presidente da Agroconsult. O patamar de produtividade teve grande avanço nos últimos anos, atingindo números acima do esperado.

Fonte: Folha de S.Paulo

Mercado agropecuário mantém estabilidade, enquanto exportações seguem aquecidas

O setor agropecuário brasileiro iniciou o mês com sinais de estabilidade nos preços de algumas commodities, enquanto as exportações mantêm um ritmo acelerado. De acordo com o boletim agropecuário de março, diversos fatores estão influenciando a dinâmica do mercado, incluindo a resistência dos produtores em aceitar cotações mais baixas e a forte demanda externa por produtos nacionais.

No caso do boi gordo, os preços vêm operando dentro de um intervalo estreito em São Paulo, oscilando entre R$ 309,20 e R$ 312,95 por arroba. Segundo pesquisadores do Cepea, os frigoríficos seguem cautelosos, ajustando suas escalas de abate entre 5 e 7 dias, enquanto os pecuaristas mantêm baixa a oferta e pressionam por valores mais altos.

No cenário internacional, as exportações brasileiras de carne bovina registram crescimento expressivo, com um aumento de 51% no volume de embarques em comparação com março do ano passado.

Outro destaque do boletim é o impacto das chuvas sobre a cafeicultura. Após um período de estiagem que limitou o enchimento dos grãos, as precipitações de março trouxeram alívio para os produtores. O mercado do café robusta, em especial, deve se aquecer nas próximas semanas, impulsionado pela proximidade da colheita e pela redução dos estoques de compradores.

Fonte: Band

Milho: oferta melhora em março, mas preços seguem em alta

O ritmo das negociações de milho nas praças brasileiras aumentou com a maior oferta em alguns Estados do país ao longo da última semana, o que resultou em uma queda nas cotações em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e parte do Paraná.

De acordo com o levantamento da Safras & Mercado até a sexta-feira (28), o recuo pode ser pontual, já que os preços permaneceram a maior parte de março na curva positiva. No dia 28 de março, o preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 84,86, uma alta de 5,76% em relação aos R$ 80,24 registrados no fechamento de fevereiro.

O cenário no Brasil, de forma geral, é de oferta restrita, com produtores segurando as vendas devido a preocupações climáticas que podem prejudicar a safrinha.

“Esse cenário tem dificultado a recomposição de estoques pelos consumidores. Além disso, fatores como logística, colheita da safra de verão e plantio da safrinha também influenciaram o mercado”, afirmou o boletim da Safras.

Na bolsa de Chicago, a sequência de preços é oposta a do Brasil, com forte queda nas cotações em março, pressionada por incertezas comerciais decorrentes da imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre China, México e Canadá. Com isso, há, sinais de demanda enfraquecida para o cereal americano e expectativas de aumento na área de plantio de milho em 2025.

Fonte: Globo Rural

Massas de ar polar a caminho do Brasil: veja quando chega o frio em abril

O mês de abril deve marcar o início efetivo do outono no Brasil, com a chegada das primeiras massas de ar frio de origem polar e uma mudança gradual no padrão de chuvas, segundo previsão da Climatempo.

A tendência é de que o mês seja de transição, com períodos mais curtos de temperaturas amenas no Centro-Sul do país e redução progressiva das precipitações em várias regiões.

De acordo com os meteorologistas, duas massas de ar polar devem se destacar em abril: uma no fim da primeira quinzena e outra no fim do mês.

A primeira queda de temperatura, entre os dias 5 e 8 de abril, trará um resfriamento leve de algumas áreas. Essa variação será sentida em porções da região Sul e Sudeste, assim como na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Um pouco antes do fim da primeira quinzena do mês, aí sim deve ocorrer um resfriamento mais acentuado, já com possibilidade de geada nas áreas mais elevadas do Sul. 

Além dessa região, a massa de ar frio deve ocasionar queda de temperatura de moderada a forte intensidade em partes de São Paulo e de Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, em Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de Mato Grosso.

Fonte: Canal Rural