
Farm News 20/01 a 26/01
Safra de café encerra em 54,2 milhões de sacas em 2024 impactada por clima adverso
As condições climáticas se mostraram desafiadoras para o setor cafeeiro nos últimos quatro anos – geadas, restrição hídrica e altas temperaturas, ocasionadas pelos fenômenos climáticos.
O clima adverso registrado no ano passado e no final de 2023 trouxe impacto para importantes regiões produtoras de café, influenciando negativamente na produtividade média das lavouras.
Com isso, a safra do grão se encerra estimada em 54,2 milhões de sacas de 60kg, como mostra o 4º e último levantamento da cultura para o ciclo de 2024 divulgado nesta terça-feira (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O resultado é 1,6% abaixo do volume produzido na safra de 2023. Quando comparado com 2022, último ano de alta da bienalidade, observa-se um crescimento de 3,3 milhões de sacas.
A área total destinada à cafeicultura no país, em 2024, totaliza 2,23 milhões de hectares, sendo 1,88 milhão de hectares com lavouras em produção e 353,6 mil hectares em formação. A produtividade média nacional de café, finalizada em 28,8 scs/ha, é 1,9% abaixo da obtida na safra de 2023.
Maior estado produtor de café no país, responsável por 52% da produção, Minas Gerais registra uma colheita de 28,1 milhões de sacas, queda de 3,1% em comparação ao total colhido na safra anterior.
Fonte: Conab
Pragas impulsionam mercado de agroquímicos
A Kynetec Brasil divulgou o estudo FarmTrak algodão, que revelou um aumento de 9% no mercado de defensivos agrícolas para o algodão na safra 2023-24. O setor movimentou R$ 7,4 bilhões, ante R$ 6,8 bilhões na temporada anterior. Segundo Felipe Lopes Abelha, analista de inteligência de mercado da Kynetec, esse crescimento está relacionado à expansão da área plantada e ao aumento de aplicações específicas.
O algodão é a sexta cultura mais relevante para a indústria de defensivos e alcançou uma área recorde de 2 milhões de hectares, 18% superior à safra 2022-23, que foi de 1,64 milhão de hectares.
Os inseticidas mantiveram a liderança entre os agroquímicos, movimentando R$ 3,7 bilhões, um crescimento de 21% em relação à safra anterior. Pragas como o bicudo, a mosca-branca e as lagartas exigiram maior atenção, com destaque para o bicudo, que passou de 13 para 15 aplicações.
As lagartas contribuíram com 1,5 aplicação extra, e, juntas, essas pragas geraram R$ 700 milhões em negócios. Em contrapartida, o mercado de herbicidas registrou queda de 22%, totalizando R$ 1,148 bilhão, R$ 300 milhões a menos que no ciclo anterior, reflexo da redução nos preços desses produtos.
Fonte: Agrolink
Venda de máquinas agrícolas cai 20% em 2024
Após três anos de crescimento consistente, com um pico de mais de 70 mil unidades vendidas em 2022, entre tratores de roda e colheitadeiras de grãos, as vendas de máquinas agrícolas registraram uma queda de 19,8% em 2024, em relação ao ano anterior.
Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em balanço divulgado dia 23/01. De acordo com a associação, foram vendidas 48,9 mil unidades no atacado em 2024.
A queda foi mais evidente no segmento de colheitadeiras, e não tanto no dos tratores, aponta a entidade, que considera que em 2025 não se espera mudança nos patamares. Ainda de acordo com o comunicado, apenas o anúncio de uma política muito consistente do Plano Safra pode reverter o cenário e fazer o setor ter uma recuperação ao longo deste ano.
As exportações de máquinas agrícolas tiveram queda de 31%, com envios de 6 mil
unidades, e deverão crescer apenas 1% pelas projeções da Anfavea.
“O ponto de maior atenção no momento é para as importações. O crescimento acentuado dos importados transformou o superávit em déficit na balança comercial desde o ano passado, dobrando o déficit em 2024, de 20,7% para 43% em de construção e de 7,7% para 12,7% em agrícolas″, afirma o presidente da Associação, Márcio de Lima Leite.
Fonte: Anfavea
Carne e café devem pressionar preços do agro em 2025
Embora a expectativa do mercado seja de uma supersafra de soja para 2025 – o que deve contribuir para um alívio nos preços agropecuários no atacado – as carnes e o café, que ainda devem seguir pressionados, devem barrar uma desaceleração mais expressiva para os preços agropecuários ao produtor em 2025, segundo economistas consultados pelo Estadão/Broadcast.
A perspectiva de uma carne mais cara é sustentada pelo ciclo pecuário atual do boi gordo, além dos efeitos climáticos e depreciação do câmbio, que marcaram o fim de 2024. Adicionalmente, observam os analistas, a expectativa de um aumento das exportações brasileiras deve ser mais um vetor de pressão.
Por consequência, o aumento da carne bovina contamina os preços de proteínas alternativas, como carne de frango, de porco, e também, o consumo de ovos.
“A carne vai ficar cara e isso vai ter efeitos políticos. Vai ficar cara também em 2026 e 2027. Se tivesse de fazer uma aposta, a mais segura que eu teria é: o boi gordo vai ficar mais caro em 2025 e vai demorar um pouco para cair”, avalia o economista da LCA Intelligence Francisco Pessoa. O cenário da casa conta com alta de 17% do boi gordo na ponta e de mais de 35% na média anual em 2025.
Fonte: Canal Rural
Colheita do milho verão chega a 91%, indica Conab
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu acompanhamento semanal das lavouras brasileiras e atualizou o estágio de desenvolvimento das lavouras de milho da safra de verão 2024/25. Na primeira safra do ciclo 2024/25, os trabalhos de plantio avançaram dos 87,1% da semana anterior para 91% até o último dia 19 de janeiro.
Este patamar fica a frente dos 90,4% registrados no mesmo período da safra passada 23/24. Os estados que já encerraram a semeadura de verão são Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina (100%), seguidos por Rio Grande do Sul (95%), Bahia (94%), Piauí (66%) e Maranhão (60%).
Ao mesmo tempo, a colheita dessas áreas já está avançando, com 4,4% das lavouras colhidas, subindo dos 2,3% da última semana, mas atrás dos 8,6% registrados no mesmo período de 2024.
“Em Minas Gerais, as lavouras se encontram em boas condições, mas o excesso de chuvas no Noroeste do estado prejudica a polinização”, aponta a publicação. Por outro lado, no Rio Grande do Sul, o tempo seco favoreceu a evolução da colheita, mas a falta de chuvas tem causado estresse hídrico nas plantas e perda de produtividade nas áreas em florescimento e enchimento de grãos.
Fonte: Notícias Agrícolas
Guerra comercial entre Trump e China: como o agro brasileiro ganha ou perde
O retorno do republicano Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos oferece uma oportunidade — mesmo que limitada — às exportações do agronegócio brasileiro para a China, segundo análise divulgada pelo Santander dia 21/01.
De acordo com o banco, as oportunidades para o setor brasileiro podem se concentrar em produtos como soja, milho e no setor de proteínas, incluindo carne bovina, suína e de aves. Esses são segmentos nos quais a China já é uma grande compradora do Brasil, mas que podem ganhar mais força diante de uma nova guerra comercial entre EUA e China.
Além da China, outros mercados também podem se beneficiar do fortalecimento do comércio agrícola brasileiro. Para José Luiz Pimenta Júnior, diretor de Comércio Internacional e Relações Governamentais na BMJ Associados, o Brasil assume uma posição estratégica para países que buscam reduzir sua dependência de fornecedores tradicionais, como os EUA.
“A diversificação das fontes de importação cria uma oportunidade para o agronegócio brasileiro expandir sua participação de maneira seletiva e direcionada”, afirma Pimenta.
Segundo o Santander, no entanto, será necessário acompanhar as respostas da China diante de possíveis medidas tarifárias adotadas por Donald Trump. O banco aponta que o impacto dessas ações dependerá de como o país asiático reagirá a eventuais aumentos de tarifas sobre produtos agrícolas.
Fonte: Exame
Mosaic aponta que a relação de troca para o agricultor brasileiro piorou
O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) pelo agricultor brasileiro fechou dezembro em 1,05, ante 0,98 no mês anterior, indicando uma piora na relação de troca para o produtor rural comprar adubos, informou a produtora de fertilizantes Mosaic, que elabora o indicador.
Quanto menor a relação, mais favorável é o índice e melhor é a relação de troca para o produtor comprar fertilizantes. O cálculo do IPCF leva em consideração soja, milho, açúcar, etanol e algodão.
No mesmo mês de 2023, o indicador estava em 0,89, mostrando maior vantagem para os produtores adquirirem fertilizantes à época. Em dezembro, registrou queda média de cerca de 6% nas cotações das principais commodities agrícolas em relação ao mês anterior, segundo relatório.
A redução nos preços das commodities agrícolas foi liderada pela soja, de acordo com nota da Mosaic. “Em contrapartida, a demanda por milho no mercado interno, principalmente para as usinas de etanol de milho, segue trazendo firmeza para os preços da commodities no mercado doméstico”, completa.
A Mosaic acrescentou que há um “saldo” de 20% do fertilizante a ser negociado para o ciclo atual, ao comentar sobre a proximidade do plantio da segunda safra de milho.
Fonte: Globalfert