
Farm News 13/01 a 19/01
Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas
Os agricultores brasileiros deverão colher 322,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25. O resultado equivale a um crescimento de 8,2% frente à produção da safra anterior, ou seja, 24,5 milhões de toneladas a mais a serem colhidas. A nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mantém a previsão de recorde na produção na série histórica, caso o resultado se confirme.
O bom desempenho acompanha o clima favorável registrado durante o desenvolvimento das culturas de primeira safra. Aliado a isso, a área total semeada está estimada em 81,4 milhões de hectares e deve crescer 1,8% quando comparada com o ciclo 2023/24. Os dados foram divulgados pela Companhia dia 14/01, durante o anúncio do 4º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25.
Principal produto cultivado no país, a soja deve registrar uma produção de 166,33 milhões de toneladas, 18,61 milhões de toneladas acima do total produzido na safra anterior. Após um ano de quebra na safra, o atual ciclo tende a recuperar a produtividade média das lavouras. Para esta temporada, é esperado um desempenho médio de 3.509 quilos por hectare, frente a 3.201 kg/ha registrado em 2023/24.
Fonte: Conab
Gripe Aviária mata mais de 20 milhões de galinhas nos EUA
Mais de 20 milhões de galinhas poedeiras nos Estados Unidos morreram no último trimestre devido à gripe aviária, conforme dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Este número representa o pior registro de mortes desde o início do surto, incluindo aves sacrificadas em decorrência da infecção.
O aumento significativo no número de mortes resultou em um disparo nos preços dos ovos, que atingiram os níveis mais altos em anos. Diferentemente de anos anteriores, todos os principais sistemas de produção, incluindo os convencionais em gaiolas, sem gaiolas e orgânicos certificados, sofreram perdas expressivas.
Para ajudar os agricultores a combater o vírus, o governo federal implementou um programa que oferece compensação aos produtores pelas aves e ovos sacrificados. Desde o início do surto, em 2022, o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal dos EUA informou que gastou US$1,2 bilhão em pagamentos a fazendeiros.
As autoridades americanas estão sempre em alerta durante o inverno, quando as aves selvagens migratórias, conhecidas por espalhar o vírus, se deslocam para o sul. O inverno deste ano, no entanto, apresentou um desafio adicional, com uma cepa do vírus da gripe aviária se espalhando rapidamente para rebanhos inteiros, resultando em centenas de animais infectados em Nova York.
Fonte: Band
Cresce 160% a certificação de café do Cerrado Mineiro em 2024
A Região do Cerrado Mineiro, reconhecida por sua excelência na produção de cafés de origem controlada, alcançou um marco significativo em 2024 ao registrar um crescimento expressivo de 160% no número de sacas certificadas com o selo de Denominação de Origem (DO).
O volume saltou de 115 mil sacas em 2023 para aproximadamente 300.500 sacas este ano. O desempenho reforça o papel estratégico da Região como referência global em qualidade e rastreabilidade no mercado de cafés de origem controlada e reflete o sucesso das novas políticas implementadas para fortalecer a autenticidade do grão.
De acordo com Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, esse avanço é resultado de uma série de medidas estratégicas e inovadoras adotadas para ampliar o controle da origem e a rastreabilidade dos cafés da região, aprimorar o processo de certificação e promover a marca da Região do Cerrado Mineiro.
“Entre as mudanças, estão a viabilização da certificação de cafés em bica corrida nas cooperativas, a implementação de normas que asseguram a certificação de todos os cafés com pontuação acima de 80 pontos e a continuidade da rastreabilidade em armazéns fora da área demarcada da região”, comenta.
Fonte: Revista Cultivar
BNDES aprova R$ 52,3 bi para o agro em 2024, 26% a mais do que no ano anterior
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, de janeiro a dezembro de 2024, R$ 52,3 bilhões em financiamentos para o agro brasileiro, o que representa crescimento de 26% em relação aos R$ 41,5 bilhões aprovados no ano anterior e de 92% na comparação com o volume de aprovações de 2022 (R$ 27,2 bilhões).
Os recursos foram destinados a produtores rurais, cooperativas, agricultores familiares e agroindústrias, para custeio e investimento com diversas finalidades, incluindo ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.
Foram realizadas 191.231 operações, 27,9% a mais do que as 149.430 de 2023 e 60% a mais que em 2022 (119.304). O total engloba tanto operações feitas diretamente pelo BNDES, quanto aquelas efetuadas por meio de instituições financeiras credenciadas, que incluem os empréstimos dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), disponibilizados com juros mais baixos — equalizados pelo Tesouro Nacional — e recursos do Fundo Social.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou o papel essencial desempenhado pelo BNDES no fortalecimento da agropecuária brasileira, oferecendo soluções de crédito alinhadas às demandas do setor.
Fonte: Mapa
Preocupações com o clima movimentam a colheita da soja
A colheita da safra de soja 2024 no Brasil começou, mas o ritmo é mais lento do que o esperado. Até o momento, apenas 0,3% da área foi colhida, e os trabalhos estão sendo dificultados por condições climáticas adversas.
O excesso de chuvas em Mato Grosso tem dificultado o andamento da colheita, enquanto a falta de umidade no sul do país tem gerado preocupações quanto à produtividade das lavouras. Apesar desses desafios, o mercado de grãos ainda não reagiu de maneira significativa a essas dificuldades, principalmente no que diz respeito ao preço da soja.
Para entender melhor o cenário e as perspectivas para o mercado de grãos, conversamos com Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, que analisou a situação atual e as projeções para os próximos meses.
Apesar do pequeno atraso no início da colheita e dos problemas de produtividade em algumas regiões, como Mato Grosso, o mercado ainda não apresentou grandes movimentos. Segundo Cristiano, as movimentações do mercado não estão diretamente ligadas a esses fatores climáticos, mas sim a outros elementos, como a variação cambial e os preços internacionais.
Fonte: Canal Rural
Poder de compra de fertilizantes registra alta em dezembro
O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou uma ligeira alta em dezembro de 2024, fechando em 1,05, superando o valor registrado no mês anterior. Esse índice reflete a relação entre os preços dos fertilizantes e das commodities agrícolas e indica que o início de 2025 será marcado por um cenário de planejamento estratégico para os produtores rurais, especialmente durante a curta janela de plantio de milho segunda safra.
Produtores que realizam compras antecipadas tendem a obter preços mais favoráveis, além de evitar congestionamentos logísticos nas entregas de insumos e garantir que os fertilizantes cheguem no momento ideal para a aplicação. No período analisado, o preço médio dos fertilizantes apresentou um aumento de cerca de 2%, impulsionado principalmente pela alta de 4% no cloreto de potássio (KCl).
Por outro lado, as commodities registraram uma queda média de 6%, com destaque para a soja, que foi impactada pela valorização do dólar, que subiu cerca de 5% em relação ao mês anterior. Essa desvalorização das commodities, no entanto, não afetou a demanda interna de milho, que segue firme, especialmente devido à procura das usinas de etanol, o que tem sustentado os preços da commodity no mercado doméstico.
Fonte: Agrolink
2024 foi o melhor ano da história das exportações totais de carne bovina
A Abrafrigo, que é a Associação Brasileira de Frigoríficos, divulgou o seu balanço a respeito das nossas exportações totais de carne bovina em 2024, incluindo o produto in natura, refrigerado, congelado e industrializado, e ainda os miúdos comestíveis, e o resultado confirmou o que tava sendo perfeitamente esperado pelo povo todo do mercado, que este foi simplesmente o melhor ano da história do setor.
Conforme o relatório distribuído na praça, com base nos dados da Secex, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, nestes 12 meses considerados foram despachadas daqui pro estrangeiro pouco mais de 3,193 milhões de toneladas, o que representou um aumento muito substancioso de 26% em relação ao que tinha sido registrado em 2023.
Já o dinheiro apurado pelos exportadores somou a impressionante quantia de US$13,135 bilhões, com um engordamento de 21%, na mesma comparação. No total, 163 países fizeram parte da lista da nossa freguesia no mercado internacional, sendo que, para surpresa de ninguém, o nosso principal cliente foi a China, que no ano passado comprou da gente nada menos que um 1,326 milhão de toneladas, pagando por esta mercadoria US$5,986 bilhões de dólares.
Fonte: Terra Viva