
Farm News 06/01 a 12/01
Abate de bovinos chegou 38,6 milhões em 2024, aponta relatório da Safras
Os abates de bovinos no Brasil em 2024 atingiram um volume recorde de 38,6 milhões de cabeças, segundo estimativa da consultoria Safras & Mercado, com um avanço de 12,6% frente ao volume registrado em 2023, de 34,28 milhões de animais.
Segundo o analista Fernando Iglesias, parte desse crescimento leva em conta o abate de fêmeas, que cresceu significativamente no ano passado. “O elevado abate de fêmeas, que chegou a 9,894 milhões de cabeças em 2024, superando em 13,3% as 8,798 milhões de cabeças em 2023, deve trazer impacto na oferta de bezerros ao longo de 2026”, alerta.
Iglesias afirma que o mercado de carne bovina, bastante pressionado por conta da elevada oferta na primeira metade de 2024, conseguiu reagir de forma bastante expressiva no segundo semestre, diante da boa demanda interna e, especialmente, do avanço contundente das exportações.
“Os embarques de carne bovina brasileira ao longo de 2024, atingindo patamares recordes, conseguiram amenizar o efeito da entrada elevada da proteína no mercado interno”, pontua.
Em 2025, o mercado do boi gordo segue em alta moderada. Segundo a Scot Consultoria, a segunda semana de janeiro encerrou com negociações reduzidas e variações de preços moderadas no mercado, com reajustes pontuais nas cotações, principalmente para fêmeas.
Fonte: Band e Agrolink
Exportações de gado vivo aumentaram 76,3% em 2024
Repetindo o extraordinário sucesso do nosso setor pecuário no mercado internacional de carne no 2024 que acaba de ser arrematado, as exportações brasileiras de gado vivo no ano passado também entraram pra história carregando igualmente a glória de ter registrado o melhor resultado de todos os tempos desde que a primeira boiada foi embarcada aqui pra ser terminada lá no estrangeiro.
De acordo com o balanço divulgado pela Secex, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, os fazendeiros brasileiros despacharam lá pra fora exatamente 1.026.422 de cabeças, o que representou um fortíssimo aumento de 76,3% em relação ao rebanho que tinha sido vendido em 2023.
Como pagamento por esta gigantesca boiada, os exportadores receberam uma bolada de nada menos que US$854,687 milhões, com um espantoso crescimento de 74,9%, fazendo a mesma comparação, e superando com muita folga o valor faturado no já distante ano de 2013, que era até agora o melhor já registrado.
Mais uma vez o nosso maior freguês neste mercado foi a Turquia, que só de janeiro a novembro já tinha comprado da gente 280,3 mil animais, o que corresponde a 31,7% do total exportado nos onze primeiros meses do ano.
Fonte: Terra Viva
Drones aceleram seleção de milho resistente à seca em estudo brasileiro
Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma metodologia inovadora que utiliza drones equipados com câmeras RGB para acelerar a seleção de plantas de milho geneticamente modificadas, tornando o processo mais eficiente e menos custoso.
A técnica foi testada em experimentos conduzidos em Campinas (SP) e os resultados foram publicados na revista The Plant Phenome Journal no dia 5 de janeiro.
O estudo foi conduzido por pesquisadores do Centro de Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC), uma parceria entre a Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Segundo Juliana Yassitepe, pesquisadora da Embrapa Agricultura Digital e autora do estudo, os métodos tradicionais de avaliação em campo são demorados e caros, dificultando avanços no desenvolvimento de cultivares mais resilientes.
“Nos métodos convencionais, é necessário esperar o ciclo completo da planta e realizar medições manuais, muitas vezes com equipamentos caros e processos lentos”, afirma.
Com a nova abordagem, drones realizam voos semanais sobre as plantações, capturando imagens que são convertidas em índices para avaliar a saúde das plantas. Isso permite identificar rapidamente variedades promissoras e simular seu desempenho em diferentes condições ambientais.
Fonte: Canal Rural
USDA revisa os números de produção de milho
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou suas perspectivas de oferta e demanda para produtos agropecuários, com os dados de dezembro e janeiro revelando pequenas variações na produção, estoques e exportações nos principais países produtores de soja.
Em dezembro, a produção mundial de soja foi estimada em 1.217,89 milhões de toneladas, com estoques de 296,44 milhões de toneladas. No entanto, em janeiro, houve uma leve queda na produção, que passou para 1.214,35 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais diminuíram para 293,34 milhões de toneladas.
No Brasil, os números se mantiveram estáveis entre dezembro e janeiro. A produção foi estimada em 127 milhões de toneladas em ambos os meses, e os estoques finais permaneceram em 2,84 milhões de toneladas. As exportações, por sua vez, registraram uma ligeira queda, de 48 milhões de toneladas em dezembro para 47 milhões de toneladas em janeiro.
Nos Estados Unidos, a produção também apresentou uma redução entre dezembro e janeiro, passando de 384,64 milhões de toneladas para 377,63 milhões de toneladas. Os estoques finais caíram de 44,15 milhões de toneladas para 39,12 milhões de toneladas.
Fonte: Agrolink
Recordes históricos de exportações acendem sinal de alerta para fiscalização agropecuária
O Brasil fechou 2024 com recordes históricos em exportações, reafirmando a relevância do país como um dos principais fornecedores globais de alimentos. Produtos como açúcar, café, algodão, carnes, celulose e suco de laranja impulsionaram a balança comercial, enquanto itens como limões, chocolate e gengibre, ampliaram a diversificação da pauta exportadora.
Apesar do otimismo para 2025, com a projeção de uma safra promissora e a abertura de novos mercados, um grave entrave ameaça o crescimento sustentável do setor: a falta de investimentos na carreira de auditores fiscais federais agropecuários.
De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o agronegócio correspondeu a 49% das exportações totais do país. Apenas com relação à carne bovina, que é inspecionada pelos auditores fiscais federais agropecuários durante toda a cadeia produtiva, antes mesmo do abate até os embarques nos navios, foram quase 2,8 milhões de toneladas enviadas para 157 países, incluindo os da União Europeia, China, Estados Unidos, México e Emirados Árabes.
Para 2025, o cenário é ainda mais promissor, já que estão previstas novas aberturas de mercados, além dos 300 abertos nos últimos dois anos. Japão, Vietnã, Coreia do Sul e Turquia estão na lista de tratativas para o recebimento do produto brasileiro.
Fonte: Notícias Agrícolas
Preços globais da ureia sobem em dezembro de 2024
Os preços globais da ureia seguiram uma trajetória ascendente durante a segunda metade de dezembro de 2024, impulsionados por vários fatores. A aproximação da temporada de plantio aumentou a demanda, enquanto uma escassez de ureia, exacerbada por severas interrupções climáticas em regiões-chave de produção, criou restrições significativas de fornecimento.
No mercado europeu de ureia, os preços experimentaram um aumento notável, apesar do declínio nos preços da amônia, que normalmente serve como matéria-prima essencial para a produção de ureia.
O impacto dos preços mais baixos da amônia nos preços da ureia permaneceu limitado, pois outros fatores de mercado superaram esse desenvolvimento. O principal impulsionador por trás do aumento de preço foi a reposição de estoques em preparação para a demanda futura. Fabricantes e distribuidores buscaram repor estoques em antecipação às próximas temporadas agrícolas e potenciais incertezas na cadeia de suprimentos.
No mercado asiático, os preços da ureia seguiram uma trajetória ascendente, com a Índia sendo a região mais impactada. O anúncio da abertura do leilão indiano, em 19 de dezembro, para compra de até 1,5 milhão de toneladas com embarque até janeiro de 2025, desencadeou um aumento significativo de preços em todos os setores.
Fonte: Globalfert
Cenário do café em 2025 é de produção em risco e preços voláteis
O mercado global de café entra em 2025 com uma combinação de desafios, marcada por estoques baixos, problemas climáticos e consumo crescente. Enquanto a produção enfrenta dificuldades para atender à demanda, os preços seguem em alta, refletindo o desequilíbrio entre oferta e procura.
Fenômenos climáticos globais continuam prejudicando a produção de café, impedindo um crescimento significativo. Além disso, não há perspectiva de aumento na produção global que supere confortavelmente o consumo no curto e médio prazo.
Contratos de arábica (ICE Futures US): encerraram o pregão na sexta (3) a US$ 3,1865 por libra peso, com queda de 820 pontos. Contratos de robusta (ICE Europe): fecharam na sexta (3) a US$ 4.968 por tonelada, em baixa de 88 dólares. Já a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 6,1820, pressionando custos e negócios no mercado físico.
Países produtores e consumidores lidam com níveis reduzidos de café disponível. Os estoques certificados na ICE somam 985.672 sacas, um aumento de 732.528 sacas em comparação ao ano passado.
As exportações brasileiras estão em declínio. Em dezembro, os embarques totalizaram 3.294.946 sacas até sexta (3), contra 4.544.079 no mesmo período de novembro. Apenas 20% da safra 2024/2025 ainda está com os produtores.
Fonte: Cafepoint