Farm News 30/12 a 05/01

Farm News 30/12 a 05/01

6 de janeiro de 2025 0 Por admin


Cresce pesquisa de problemas na soja nesta safra de 2024/25

Nos últimos 30 dias, as chuvas vêm ocorrendo com regularidade e frequência nas principais regiões produtoras do brasil. Nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais praticamente todas as áreas fecharam o mês de dezembro com chuvas muito acima da média.

Além desses estados, áreas de Mato Grosso, Goiás, Pará, Amazonas, também estão com excedente de chuvas neste verão. De fato, uma condição mais úmida é muito mais propícia para as lavouras do que o oposto.

Porém com as chuvas mais recorrentes, os tratamentos fitossanitários vem sendo limitados.

Alguns produtores relatam que chove desde início de dezembro, o período mais úmido e com grande presença de nebulosidade, vem limitando a oferta de radiação solar, ou seja, vem faltando luminosidade para as plantas, limitando o desenvolvimento das lavouras. Contudo, ainda não é notado algum prejuízo significativo.

A região de Rondonópolis (MT), apresenta dificuldades na pulverização contra pragas, mesmo com o uso de aviões. De acordo com os dados preliminares da plataforma agrolinkfito, o número de consultas para ferrugem asiática (Phakopsora Pachyrhizi) em dezembro de 2024 foi 3,48x maior do que os registros de dezembro de 2021 e 9,95x superior às pesquisas realizadas no mesmo período de 2023. 

Fonte: Agrolink

Brasil deve consolidar liderança no mercado global de açúcar em 2025

As projeções do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para 2025 indicam que o Brasil continuará a se destacar como o maior exportador global de açúcar, graças a uma combinação de fatores favoráveis tanto no mercado interno quanto no externo.

No Brasil, os preços devem se manter elevados, impulsionados por uma arbitragem positiva entre os mercados interno e externo. Grande parte das exportações já foi negociada em patamares elevados, garantindo rentabilidade para o setor. Além disso, mesmo com um crescimento econômico moderado, a demanda interna deve absorver parte significativa da produção destinada ao mercado doméstico.

No mercado internacional, a baixa reposição dos estoques globais nos últimos dois anos é um fator que pressiona a alta dos preços, com previsões de cotações acima de 18 centavos de dólar por libra-peso na ICE Futures, em Nova York. Países emergentes, como Paquistão e Indonésia, desempenham um papel fundamental no crescimento da demanda, favorecendo o açúcar brasileiro.

Outro ponto crucial é o câmbio. A valorização do dólar frente ao real reforça a competitividade do Brasil no mercado global, tornando suas exportações ainda mais atrativas. As tensões comerciais entre grandes potências, como Estados Unidos e China, também podem beneficiar o Brasil.

Fonte: Band

Cenário global beneficiará pecuária brasileira em 2025, diz analista

Assim, é prevista uma menor disponibilidade das categorias de animais mais jovens, levando a um aumento contundente na reposição. “O custo da recria e da engorda de gado tendem a aumentar, exigindo cada vez mais estratégias por parte do pecuarista”.

Sob o prisma da demanda, Iglesias destaca que a agroindústria brasileira centrará seus esforços nas exportações, considerando a enorme competitividade do país no mercado internacional.

“Como se sabe, o Brasil segue como melhor alternativa global para o fornecimento de carne bovina perante os principais concorrentes, como Estados Unidos, Austrália, União Europeia, Argentina e Uruguai”, pontua.

De acordo com o analista, o bom relacionamento construído com os principais parceiros comerciais do Brasil é uma variável importante a ser considerada, uma vez que outros países ocidentais e a Austrália têm adotado uma postura mais agressiva em relação aos produtos manufaturados chineses.

“Com isso, o aumento de eventuais tensões comerciais tende a beneficiar o Brasil, que construiu uma sólida relação diplomática/comercial com a China“, sinaliza.Iglesias afirma que as exportações devem se tornar cada vez mais atrativas ao Brasil, considerando a atual movimentação cambial, acima da linha dos R$ 6,20/dólar, o que torna os produtos ainda mais competitivos no ambiente internacional. 

Fonte: Canal Rural

Verão quente da Argentina começa a prejudicar colheitas, diz bolsa de cereais de Buenos Aires

Um verão quente e seco no Hemisfério Sul está começando a causar danos às safras de soja e milho de 2024/25 da Argentina, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires nesta sexta-feira, depois de ter relatado condições de cultivo praticamente ideais graças às chuvas abundantes da primavera.

A Argentina é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja e o terceiro maior exportador de milho, além de ser um importante fornecedor de trigo. Até algumas semanas atrás, a bolsa não havia relatado praticamente nenhum sinal de danos às safras graças ao clima úmido da primavera.

No entanto, com o início do verão, no final de dezembro, começaram a ser observados impactos das altas temperaturas e da escassez de chuvas sobre as plantações.

Para as culturas de milho, cultivadas na seção sul do coração agrícola da Argentina, a bolsa disse que “os sintomas de estresse hídrico estão começando a ser observados, como o amarelecimento das folhas basais com possíveis perdas de rendimento”.

Até o momento, os produtores de milho plantaram 87% dos 6,6 milhões de hectares de soja previstos pela bolsa e 93% dos 18,4 milhões de hectares estimados de campos de soja. A área de terras cultivadas com soja que se beneficiaram de condições hídricas “adequadas a ótimas” encolheu para 81% da área total plantada. 

Fonte: Notícias Agrícolas

Boletim Logístico mostra desempenho das exportações de soja e milho em 2023/24 e aponta tendência para 2024/25

As exportações de soja e milho do Brasil apresentaram resultados distintos em novembro de 2024, de acordo com a edição de dezembro do Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A soja, com desempenho abaixo do esperado, registrou 2,55 milhões de toneladas embarcadas, o que representou uma queda de 45,8% em relação ao mês anterior. Esse recuo é reflexo da quebra na safra 2023/24, mas a expectativa para a próxima temporada, com a recuperação da produção, é que as exportações atinjam cerca de 105,48 milhões de toneladas, superando as vendas do ciclo atual.

O Brasil, maior exportador global de soja, viu redução no volume exportado em 2024 em comparação aos recordes de 2023. No acumulado de janeiro a novembro, o país exportou 96,8 milhões de toneladas de soja, contra 101,8 milhões no mesmo período do ano anterior, devido à quebra de safra e à queda nos preços internacionais.

Esse desempenho fez com que a soja perdesse a liderança nas exportações do Brasil para o petróleo, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A última vez que a soja não foi líder na receita exportadora do país foi em 2021, quando o minério de ferro assumiu o topo.

Fonte: Conab

Irrigação abrange 1,7 milhão de hectares no Brasil

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) encerra 2024 com um marco significativo para a agricultura brasileira: a formalização de quatro novos Polos de Agricultura Irrigada.

A iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal em garantir a segurança alimentar do país e ampliar a produção de alimentos diante da crescente demanda global, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento regional sustentável e enfrenta a escassez de água. Ações que se destacam no balanço de 2024 da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH). 

Os Polos de Agricultura Irrigada fazem parte da Política Nacional de Irrigação (PNI), instituída pela Lei nº 12.787/2013, que tem como objetivo diagnosticar e superar gargalos que impedem o avanço da produção irrigada no Brasil. Atualmente, o país já conta com 16 polos em operação, que abrangem uma área de 1,7 milhão de hectares irrigados e um potencial de expansão para mais 8 milhões de hectares. 

Em 2024, foram oficializados os seguintes Polos:

Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins (Portaria nº 2880/2024);

Polo de Agricultura Irrigada do Centro Sul do Mato Grosso do Sul (Portaria MIDR/SNSH nº 3.724/2024);

Polo de Irrigantes do Distrito Federal (Portaria nº 4.043/2024);

Polo de Irrigação da Região do Vale do Paranã (Portaria nº 4.055/2024).

Fonte: Revista Cultivar

Preços do nitrato de potássio caem em dezembro com enfraquecimento do mercado de potássicos

O mercado de fertilizantes viu flutuações de preços notáveis, particularmente para Nitrato de Potássio, influenciado pelas tendências do mercado de potássio em dezembro de 2024. Os preços do produto na Jordânia caíram devido a uma cadeia de suprimentos estável, uma produção eficiente e menores custos de matéria-prima.

Apesar de uma desaceleração sazonal na atividade agrícola, que geralmente reduz a demanda, o mercado permaneceu estável. A atividade agrícola mais fraca durante a entressafra reduziu a demanda por fertilizantes, especialmente para Nitrato de Potássio, pois o cultivo menos intensivo levou a menos compras dos agricultores.

Na China, a demanda por Nitrato de Potássio foi reduzida devido às condições de entressafra e à acessibilidade limitada em mercados-chave. Enquanto os níveis de produção aumentaram, especialmente para fertilizantes nitrogenados, a demanda por Nitrato de Potássio permaneceu fraca.

A redução na demanda foi agravada pelas restrições de exportação do governo, que aumentaram a pressão sobre os preços locais. Com o mercado global de fertilizantes enfrentando desafios na cadeia de suprimentos, incluindo preços flutuantes de potássio, as tendências de preço do insumo foram afetadas de forma semelhante.

No Sudeste Asiático, os preços do potássio caíram à medida que a demanda por fertilizantes enfraqueceu, em grande parte devido a um declínio nos preços do óleo de palma.

Fonte: Globalfert