
Farm News 02/12 a 08/12
Total das exportações de café no mundo atinge 150 milhões de sacas
O total geral das exportações de cafés realizadas pelos países produtores das quatro grandes regiões geográficas do planeta que exploram essa atividade agrícola, em nível mundial, no caso, América do Sul, Ásia & Oceania, África e México & América Central, totalizaram um volume físico equivalente a 150 milhões de sacas de 60kg, no período acumulado de doze meses, especificamente de outubro de 2023 a setembro de 2024.
Neste contexto, merece destaque o fato de que a América do Sul, que é a maior região produtora de café do mundo, atingiu o volume físico de exportações de café equivalente a 66,13 milhões de sacas, performance que representa 44% do total geral mundial, além de um expressivo acréscimo de 30,7% na comparação com o mesmo período anterior, no qual foram exportadas 50,59 milhões de sacas de 60kg.
Tal desempenho pode ser explicado principalmente pelo fato de que os dois países maiores produtores e exportadores de café da região, no caso, Brasil e Colômbia, terem registrado nas suas respectivas exportações totais crescimento de 34,3% e de 13,7%, respectivamente, as quais somaram 49,03 milhões de sacas e 11,91 milhões de sacas de 60kg.
Fonte: Conexão Safra
Pela primeira vez, abate de bovinos atinge mais de dez milhões de cabeças em um trimestre
No 3º trimestre de 2024, o abate de bovinos registrou alta de 15,3% em comparação ao 3º trimestre de 2023 e acréscimo de 3,9% frente ao 2° trimestre de 2024. O total de cabeças abatidas chegou a 10,37 milhões, ultrapassando pela primeira vez a marca de dez milhões de cabeças em um trimestre.
Houve, também, recordes no abate de suínos e de frangos. Os dados são os resultados completos das Estatísticas da Produção Pecuária para o 3º trimestre de 2024, divulgados hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O ano de 2024 está sendo de recorde no abate de bovinos e na produção de carne. Estamos nos encaminhando para um recorde anual, a depender do quarto trimestre. O mês de julho foi o melhor mês para o abate em geral, com recorde de cabeças abatidas para um único mês, na série histórica, iniciada em 1997.
Estamos com uma boa oferta de animais, fruto de uma retenção de fêmeas que tivemos do final de 2019 a 2021. Além disso, ainda estamos em uma fase de baixa de ciclo, não em número de animais, mas sim de preços, com os preços do bezerro em baixa ainda”, explicou a gerente da pesquisa, Angela Lordão.
Fonte: Terra Viva
Perspectivas positivas para elevadores de grãos nos EUA
Com a colheita nos Estados Unidos projetando a segunda maior safra de milho e soja já registrada, a perspectiva de margem para os elevadores de grãos melhorou, conforme relatório do CoBank.
A produção de 15,4 bilhões de bushels de milho e 4,46 bilhões de bushels de soja ajudou a reduzir os preços para mínimas de quatro anos, impulsionando a demanda doméstica e para exportação. Além disso, a crescente demanda por ração, devido à estabilidade do setor pecuário, também contribui positivamente.
Porém, fatores como o fortalecimento do dólar americano e a incerteza sobre políticas comerciais e de biocombustíveis podem afetar a demanda externa. A possível desaceleração das exportações, agravada por tarifas retaliatórias de países como China e México, ameaça a dinâmica do mercado de exportação.
O aumento nas margens de lucro do mercado futuro e a base de compra mais barata para os grãos devem beneficiar os armazenamentos de grãos no curto prazo.
Apesar da demanda doméstica robusta, especialmente por soja para a produção de diesel renovável, as margens de lucro para biocombustíveis e a incerteza política podem reduzir o uso de etanol à base de milho. A perspectiva de crescimento nas exportações de grãos se vê desafiada pela oferta global crescente e pela potencial desaceleração nas exportações.
Fonte: Agrolink
Agronegócio brasileiro celebra acordo do Mercosul com a União Europeia
A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) celebrou o avanço do acordo de livre comércio para redução das tarifas de exportação entre os países que compõem esses mercados, anunciado dia 6 de dezembro.
Em nota, o presidente da associação, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, declarou que a iniciativa tem um peso institucional muito grande e que no longo prazo essas oportunidades comerciais também vão gerar impactos positivos para a economia do Brasil, fomentando principalmente a produtividade da agroindústria.
Na avaliação do vice-presidente da entidade, Ingo Plöger (na foto, ao centro), agora existe um esquadro jurídico que facilita o andamento de pautas futuras de cooperação entre blocos democráticos que apostam na livre iniciativa em um mundo cada dia mais protecionista.
“Teremos novas agendas comuns nas áreas de novos combustíveis e tecnologias de processos industriais, mais cooperando do que competindo, conjugando inovações em serviços digitais e fortalecendo os instrumentos de democracias. A Abag em suas atuações internacionais agora será ainda mais demandada para buscar estas conjugações. Mais mercado, melhor cooperação, competição na diversidade e inovação, e expandindo a participação do privado nos desenvolvimentos sustentáveis”, finalizou.
Fonte: Revista Cultivar
Brasil exporta US$ 9 bilhões em frangos neste ano, aponta ABPA
As exportações de carne de frango em novembro totalizaram 465,1 mil toneladas, uma alta de 23,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6), pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume exportado inclui todos os tipos de carnes de frango, tanto carne in natura como processada. A receita também aumentou, chegando a US$ 893,4 milhões.
No acumulado do ano, as agroindústrias brasileiras exportaram 4,8 milhões de toneladas, alta de 3,7% na comparação com o mesmo período de 2023 e em receita, o setor gerou US$ 9,071 bilhões, saldo que supera em 1% o total acumulado entre janeiro e novembro de 2023, com US$ 8,977 bilhões.
Líder entre os principais destinos, a China importou 46,3 mil toneladas em novembro deste ano, saldo 17% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. Em seguida estão Japão, com 34,8 mil toneladas (+7,3%), Emirados Árabes Unidos, com 34,2 mil toneladas (+6,4%), México, com 33,7 mil toneladas (+99,8%), Arábia Saudita, com 29,8 mil toneladas (-6,3%), África do Sul, com 26,1 mil toneladas (+12,5%) e União Europeia, com 23 mil toneladas (+62,8%).
Fonte: Band
Câmara aprova redução de tributos sobre fertilizantes
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CAPADR) aprovou na quarta-feira (4) o relatório do deputado Pedro Lupion ao Projeto de Lei 2022/2022. A proposta, de autoria do deputado Marco Bertaiolli, altera a Lei 10.925/2004 para zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a importação e comercialização interna de adubos e fertilizantes.
Segundo Lupion, a medida visa corrigir distorções tributárias que afetam a competitividade do agronegócio brasileiro. Atualmente, insumos como as rochas fosfáticas, classificadas como fertilizantes por órgãos como Embrapa e MAPA, não se beneficiam da isenção e estão sujeitos a alíquotas de até 11,75%. O projeto também propõe revogar restrições fiscais que limitam o benefício a fabricantes, ampliando-o para intermediários da cadeia produtiva.
“Essa medida é fundamental no atual cenário de altos custos de produção agropecuária, impactados, entre outros fatores, pelo aumento nos preços dos insumos”, explicou o parlamentar.
A mudança é estratégica para reduzir custos de produção no setor agropecuário, especialmente em um momento de alta nos preços de insumos. Após a aprovação na CAPADR, o projeto segue para análise das comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A proposta é considerada essencial para sustentar o crescimento do agronegócio no país.
Fonte: Globalfert
Abiove avaliará alterações na Moratória da Soja
Nesta semana, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) realizará uma reunião para discutir alterações na Moratória da Soja. A proposta é revisar a forma como a moratória é monitorada, passando de uma análise a nível de fazendas inteiras para uma avaliação mais detalhada por campo individual. Isso permitiria que os produtores escolhessem quais áreas de suas terras estariam em conformidade com os critérios estabelecidos.
Em resposta à discussão, a Abiove reafirmou seu compromisso com a defesa da Moratória da Amazônia, destacando que continua a buscar um equilíbrio entre as necessidades dos agricultores e as demandas do mercado, propondo ajustes ao modelo atual para aprimorar a fiscalização e a conformidade.
No mês passado, o estado de Mato Grosso se posicionou contra as empresas que aderem à moratória, aprovando uma lei estadual que retira incentivos fiscais de empresas que aplicam a Moratória da Soja ou firmam acordos comerciais que contrariem a legislação nacional, a Constituição Federal ou o Código Florestal Brasileiro.
A legislação de preservação ambiental no bioma amazônico exige que os proprietários de terras mantenham 80% de suas propriedades preservadas, com apenas 20% para o uso agrícola. A maioria dos produtores apoia a aplicação da lei.
Fonte: Canal Rural