Farm News 18/11 a 24/11

Farm News 18/11 a 24/11

25 de novembro de 2024 0 Por admin


Frigoríficos paralisam vendas de carnes para lojas do Grupo Carrefour no Brasil

Os maiores frigoríficos brasileiros já deixaram de abastecer as empresas do Carrefour no Brasil na noite de sexta-feira (22), em retaliação às declarações do CEO do grupo na França, Alexandre Bompard.

A interrupção vale para as lojas da rede Carrefour, Atacadão e Sam’s Club, em torno de 1200 lojas, e devem ser intensificadas nos próximos dias, incluindo um possível bloqueio de vendas de carne de frango.

Nesta semana, Bompard anunciou que as lojas do Carrefour na França não iriam mais vender carnes [e outros produtos] produzidos nos países do Mercosul, como um ato de solidariedade aos agricultores franceses, que protestam contra o acordo comercial entre a União Europeia e Mercosul desde o começo da semana. Em sua declaração, o CEO reforçou que apenas as lojas da França não iriam mais comercializar os itens.

As declarações geraram uma série de manifestações das instituições que representam o agronegócio brasileiro, sobretudo às representações da agroindústria frigorífica como a Abiec (Associação das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina) e a ABPA, que representa as agroindústrias de carnes de frango, suína e ovos.

O ministro da agricultura e pecuária, Carlos Fávaro, também se manifestou e rechaçou a declaração de Bompard. Fávaro havia declarado que o Brasil deveria defender sua soberania nessa questão comercial.

Fonte: Band

Chegada de adubo pelo Arco Norte atinge 27% do volume nacional

O valor dos fretes não sofreu grandes pressões de alta no mês passado. A saída externa de produtos foi menor, e as importações de trigo e de adubo cresceram, mas com impactos regionais diferentes.

Em um ano em que as exportações de milho do país recuam, e as de soja aumentam, a movimentação de mercadorias pelos portos do Arco Norte ganha participação, em relação às demais saídas.

No mês passado, 35,1% do volume de soja enviada ao exterior passaram pelos portos do Norte e Nordeste, acima dos 33,9% do mesmo período do ano passado. Já o de Santos ficou com 28%, uma presença menor do que a do ano passado. Paranaguá aumentou para 14%.

Os principais estados fornecedores de soja para exportação foram Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

A movimentação de milho pelos portos do chamado Arco Norte também foi maior no mês passado, atingindo 50% do volume exportado pelo país. Saíram por esses portos 15,4 milhões de toneladas do cereal. Adubo e trigo, com alta nas compras externas, impediram queda nos preços dos fretes em várias regiões do país.

Fonte: Folha de S.Paulo

Setor de fertilizantes especiais cresce 28% em 5 anos

A crescente pressão das mudanças climáticas, aliada à demanda global por alimentos, tem desafiado os agricultores a aumentar a produção sem ampliar áreas cultiváveis.

Nesse contexto, tecnologias voltadas para fertilizantes especiais têm se mostrado fundamentais para a construção de uma agricultura mais sustentável e eficiente. Dados da Abisolo indicam crescimento médio de 28% no setor de fertilizantes especiais nos últimos cinco anos.

No Cerrado Mineiro, Jean Boim, produtor de café, enfrentava desafios com o déficit hídrico e a baixa nutrição do solo. A solução veio com a adoção de tecnologias avançadas que equilibram os nutrientes e otimizam a produtividade.

“A análise foliar mostrou um equilíbrio de nutrientes após a aplicação, e o resultado foi um aumento de 1,5 sacas por hectare. O custo-benefício é excelente, algo essencial para o produtor rural”, relata Jean.

Os benefícios dessas soluções são amplamente reconhecidos por produtores de diversas culturas. Produtos inovadores, como o fertilizante mineral SulfaBor, oferecem resultados expressivos em diferentes regiões e condições climáticas.

Desenvolvido com tecnologia 100% nacional, o SulfaBor integra um portfólio diversificado, que inclui também SulfaCal, KBMaxi e SKBMaxi, todos projetados para melhorar a qualidade do solo e maximizar os resultados no campo.

Fonte: Globalfert

CNA analisa cenários do agronegócio para 2025 em evento

O diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, participou do MS Agro 2024, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em Campo Grande, nesta semana.

Durante a palestra, ele apresentou as projeções para o agronegócio em 2025 e destacou a necessidade de ajustes nos preços, que caíram nos últimos três anos após o aumento registrado em 2020 devido à pandemia.

Lucchi explicou que o PIB do segmento deve fechar no negativo, refletindo uma correção nos preços que haviam disparado durante a crise sanitária. Ele também discutiu o comportamento das principais cadeias produtivas, como soja e milho.

Em relação à soja, o Brasil deverá ter uma sobra de cerca de 20% na safra 2024/2025, com preços estáveis no próximo ano. Já para o milho, espera-se uma recuperação da produção tanto no Brasil quanto em países concorrentes, como Argentina e Estados Unidos, com o Brasil recuperando cerca de 4% de sua produção.

No setor de carne bovina, Lucchi destacou que, apesar da margem apertada de lucro, o Brasil continuará como principal exportador mundial, com a produção estimada em 3,6 milhões de toneladas, superior à Austrália.

Fonte: Canal Rural

Trigo de inverno sofre impactos climáticos na Europa e Ucrânia

De acordo com a análise divulgada na edição de novembro do Global Crop Monitor (GEOGLAM), a safra global de trigo de inverno está sendo marcada por condições climáticas adversas. A situação varia entre regiões, com impactos em algumas áreas produtoras.

Na União Europeia, o excesso de chuvas no oeste e sul atrasou o início da semeadura. No Reino Unido, o cenário é similar, com os trabalhos de campo comprometidos pelas chuvas intensas de setembro e pela colheita tardia das safras de verão. Já na Türkiye, o plantio avança em condições favoráveis.

Na Ucrânia, a persistente seca em áreas orientais atrasou o desenvolvimento do trigo de inverno, que apresenta um atraso de 2 a 3 semanas em seu ciclo fenológico. Na Federação Russa, a semeadura também sofre com condições predominantemente secas, apesar das chuvas recentes.

Nos Estados Unidos, a semeadura e emergência do trigo de inverno progridem, embora as Grandes Planícies enfrentem áreas de seca. No Canadá, o plantio começa com boas condições climáticas.

Na Argentina, as recentes chuvas melhoraram as condições nas áreas agrícolas centrais e em Buenos Aires. No entanto, a seca prolongada nas regiões norte e centro-oeste deve reduzir os rendimentos.

Fonte: Agrolink

Agroindústria volta a crescer em setembro e deve fechar o ano com crescimento de 2,7%, revela o FGV Agro

A pesquisa sobre agroindústria, do FGVAgro, revela que em setembro de 2024, o volume de produção agroindustrial registrou uma alta de 1,6% frente ao mesmo mês de 2023.

A expansão foi ocasionada, exclusivamente, pelo segmento de Produtos Não-Alimentícios, que cresceu 4,5% no mês. O segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas, por sua vez, contraiu 0,7%, impactado, sobretudo, pela menor produção de alimentos de origem vegetal.

No próximo trimestre, é projetada pelo FGV Agro uma expansão de 3,1% frente ao mesmo período de 2023. Caso isso ocorra, a Agroindústria fechará 2024 com uma alta de 2,7% em relação ao ano anterior. Esse crescimento, vale destacar, deverá vir tanto do segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas (2,9% a.a.) quanto de Produtos Não-Alimentícios (2,5% a.a.).

Por fim, é importante ressaltar que a taxa de câmbio é uma das variáveis consideradas no modelo de projeção. Dada a alta volatilidade dessa variável, ainda há alguma razoável incerteza com relação à projeção de crescimento da Agroindústria para o final do ano.

Embora o número gerado pelo modelo seja de uma expansão de 2,7%, as próximas revisões podem reduzir ligeiramente essa projeção, talvez, para algo mais próximo de 2,5% – o que ainda seria um bom crescimento do setor para esse ano.

Fonte: Notícias Agrícolas

Clima favorece primeira safra no Brasil, informa Conab

Nas primeiras semanas de novembro, as condições climáticas favoreceram o cenário agrícola brasileiro. A informação é da Conab. Chuvas regulares e bem distribuídas na região Central impulsionaram a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

No Norte-Nordeste, o avanço das chuvas alcançou áreas antes afetadas pela seca, promovendo a ampliação da semeadura. No Sul, a redução das precipitações beneficiou a colheita do trigo e o plantio das culturas de verão.

Na região Central, os volumes de chuva foram regulares, garantindo um ambiente favorável à primeira safra. Essa condição permitiu avanço nos trabalhos de campo e assegurou um bom estágio inicial de desenvolvimento das culturas.

No Centro-Oeste, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás apresentaram boas condições para o desenvolvimento das culturas. Em Mato Grosso, as chuvas regulares favoreceram o avanço da semeadura e o desenvolvimento das lavouras de soja, que se encontram em fase final de plantio.

Goiás também registrou um bom progresso no plantio, com a umidade do solo contribuindo para o desenvolvimento adequado das plantas. Já em Mato Grosso do Sul, as precipitações foram irregulares em algumas áreas, mas de modo geral, a umidade foi suficiente para garantir a continuidade dos trabalhos no campo e o desenvolvimento das culturas de primeira safra.

Fonte: Revista Cultivar